Spiderfan

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Enquanto eu lia Turma da Mônica e tentava me decidir como pronunciar o nome do Titi (Títi ou Tití, ainda estou em dúvida), e achava uma chatice os quadrinhos do Tio Patinhas e Cia Ltda, meu marido Tom já colecionava The Amazing Spider-Man há tempos. Acreditem, de guardar a revistinha numa capinha plástica com moldura pra não amassar e tudo mais.

Me lembro de adorar assistir aos desenhos do Homem-Aranha, Batman e Capitão Marvel quando pequena, mas não foi até a adolescência que me interessei pelos quadrinhos desse gênero. X-Men, Superman, Spider-Man e diversos outros “mens” que a banca oferecia. Meu pai tinha uma conta na Banca do Jonas (saudoso Seu Jonas) desde que me conheço por gente, (e ainda bem antes disso), e, felizmente, já não se surpreendia com o tamanho da conta no fim do mês. E os baús, armários e estantes de casa, abarrotados de gibis!

Desde que eu e Tom nos conhecemos super-heróis são tema constante de nossas conversas – como se não tivéssemos outras coisas com as quais nos preocupar. But then again, é um break das obrigações de adultos, um dia no Mundo Bizarro. Ainda por cima, esqueça uma história diferente a cada gibi, como acontecia (ou ainda acontece) nos gibis da Mônica. As histórias dos super-heróis têm linha do tempo, o que nos dá horas e horas de discussão. Infelizmente, pra mim, muitas vezes as histórias perdiam a sequência porque eu não encontrava mais o gibi na banca (acho que o Seu Jonas não era muito fã de super-heróis), então simplesmente perdia o interesse e acabava voltando pro desenho na TV mesmo – que, depois aprendi, não tinham muito a ver com as histórias dos quadrinhos.

Depois de entender mais sobre comics, no entanto, e tirando proveito de uma generosa coleção que “eu” tenho em casa hoje, comecei a prestar mais atenção em como as histórias se desenrolam. Por exemplo, encontrei quatro verdades iminentes:

  1. Super-heróis têm sempre o mesmo gênero de inimigos: ou são eles amigos vestidos de vilões ou são pessoas pelas quais as identidades secretas tinham imensa admiração;
  2. Um acidente sempre acontece antes de uma pessoa comum se transformar em um vilão – ninguém era vilão quando nasceu;
  3. Se por alguma desventura os super-heróis morrem, os escritores encontram uma maneira de ressucitá-los;
  4. Chuck Norris prefere quadrinhos de Kung-fu!

Um dos meus preferidos, Peter Parker,  já foi casado, clonado, sequestrado, torturado, enganado, traído, despedido, envenenado, preso e até já virou aranha de verdade!! Existe uma linha entre a história no desenho da TV e a história das revistinhas em quadrinhos, e ela separa quem pode saber dessas coisas. Só os leitores  é que tomam conhecimento de certos acontecidos – tal qual como num livro e sua versão cinematográfica.

Spider-Man já é um personagem aqui de casa. Me conta todas as novidades, é parte da família. E eu já me perguntava por que será que a Berlin gosta tanto dele. Sou fã da Marvel. E do Stan Lee. E do Peter. Mas sou fã do Peter numa maneira amiga. Diferente da simpatia que sinto pelo Wolverine quando leio uma história dos X-Men. Ele é bravo e feio, mas carismático.

Eu e o Tom estamos fazendo planos pras nossas próximas férias de verão. Comic-Con, que acontece todos os anos em San Diego, está no itinerário. A capa do Comic-Con International 2012 Souvenir Book mostra Os Vingadores, que também têm meu devido respeito. Horray for Tony Stark! E, no mais, quem sabe até lá a DC já parou com essa folia de reboot e a gente consegue assistir uma versão decente da Liga da Justiça?! (Do I hear an Amen to that?) Ainda não fui assistir o novo Amazing Spider-Man, estou um pouco relutante. Coisa de fidelidade, sabe? Enfim, o tempo vago de hoje é curto, então agora dá licença que vou fuçar no Twitter do Kevin Smith, saber das novidades da feira desse ano!

Mila Salvadori, a 608 milhas do San Diego Convention Center.


Sobre o Autor

Mila Salvadori Solverson
Mila Salvadori Solverson

Mila Salvadori Solverson - publicitária e barista, aproveita as folgas para viajar, ler livros de terror e brincar de Lego com sua filha Berlin.


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