O Máximo e a Música

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Apesar de estar há dez anos na estrada, apenas há dois Douglas Máximo tomou uma difícil decisão: provar para ele mesmo que podia viver de música. Deixou o trabalho que levava paralelamente com a música e se dedicou intensamente à arte da sua vida. Como compositor e cantor solo, tem provado que a receita deu certo e seu talento começa a despontar com shows em toda a região, com um CD que está sendo produzido e o clip que lançou com a composição própria “ O Brilho Dos Seus Olhos”.

Um dos principais momentos da carreira foi a abertura do show de Michel Teló, em 2010 no Country Clube de Campo Mourão. De lá para cá, Douglas Máximo tem aproveitado o quanto pode os espaços abertos na região, sejam palcos de exposições agropecuárias, como as Expogoio, Expoluz e Expomam, onde se apresentou mais recentemente, ou ainda as casas de shows ou bares e “bailes da vida”, como diria Milton Nascimento, sobre os artistas que fazem da música uma missão.

Douglas Máximo dos Santos é mourãoense, tem 25 anos e há 10 toca música como autodidata. Já tentou formar banda, mas optou por estar só ao fazer carreira profissional. “No início, estava em uma banda e todos começando no ramo e, infelizmente, deixava de fazer do meu jeito para tocar como os outros queriam. E, muitas vezes, percebia que estava regredindo, razão pela qual optei pela carreira solo, fazendo do meu jeito, dando a minha cara para o meu trabalho”, justifica a escolha.

Douglas lembra que começou por hobby, mas descobriu aí vida. Começou profissionalmente como compositor e depois como cantor, optando por um repertório bem eclético, misturando vários gêneros, incluindo o pop rock, reggae, MPB e sertanejo. “A minha preferência quanto ao gênero de trabalho é exclusivamente Pop Rock e Reggae, mas o mercado exige que tenhamos um repertório abrangente com o “Máximo” de estilos, ressalta fazendo um trocadilho com seu nome.

Quanto à opção de vida que fez, lembra que consegue viver exclusivamente de música, mas não é fácil porque faltam oportunidades e incentivos, notadamente porque ainda é grande o número de músicos de outras localidades que tocam na cidade, enquanto os artistas locais buscam espaço fora, e muitos acabam ficando no anonimato apesar de talentosos.

“Atualmente ainda são os bares e casas noturnas que abrem as portas aos artistas da música, mas também temos trabalho com bailes de casamento, formaturas e aniversários, que oportunizam mostrar nosso talento”, fala.  Sobre a rotina de trabalho, Máximo diz que se dedica muito à profissão. “A maior parte do dia é para a música, com ensaios, divulgação do trabalho, organização de agenda, contratação de outros músicos e aperfeiçoamento de técnicas vocais. Hoje, depois da minha família, a música é tudo em minha vida, minha diversão, meu trabalho, meu refúgio e com certeza a minha maior realização”, comenta.

“Meu projeto mais que especial neste momento da minha vida é meu CD, que será lançado em breve. Porque qualquer contratante exige primeiro o CD do artista, pois é a forma mais rápida de conhecer e avaliar o trabalho do profissional. E nessa fase da carreira vou levar ao conhecimento do maior número possível de pessoas minhas músicas e regravações e, principalmente, levar meu show a todas as cidades no nosso Estado. Minha carreira atualmente é administrada por mim e minha esposa e maior fã, Luciana Bathke Máximo. Ela é super-envolvida na minha carreira, me ajuda com contratos e transações com os contratantes e me dá força para seguir firme no meu sonho”, conclui.


Sobre o Autor

Regina Lopes
Regina Lopes

É jornalista há 27 anos, editora da Revista Metrópole e jornalista da Prefeitura de Campo Mourão.


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