No compasso dessa dança

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Camila-Gorri-Modismo, tendência de mercado, entretenimento, animação e alegria: as coreografias de dança de salão em eventos estão se tornando febre, um diferencial pessoal que marca aniversariantes, noivos e seus convidados.

A coreógrafa Camila Rodrigues – que é personal trainer, professora de Educação Física, Ballet Clássico e Dança de Salão – começou nisso por acaso, com uma festa de 15 anos, e atualmente é uma das profissionais mais solicitadas do mercado, atendendo interessados em coreografias personalizadas, que querem um “plus” em suas festas.

Ela fala sobre as nuances desta tendência que se espalhada pelo Brasil. Com a demanda, a professora já sistematizou a forma de trabalhar, com organização, criatividade e visão própria, buscando, segundo ela, fazer de cada evento um espetáculo.  Os ensaios são de 50 minutos e, se preciso, pode-se ensaiar mais. “O ideal é começar pelo menos de 2 até 3 meses antes do evento, com duas a três sessões por semana, que podem ser na casa do contratante ou em espaço locado”, sugere.

Camila explica que os noivos ainda são seus principais clientes, mas sempre tem aniversários de 15 anos, bodas de ouro e até formatura, mas afirma que é possível dançar em qualquer evento.   “A coreografia personalizada é diferente de aula de dança de salão, porque tem que ser mais específica, chamar a atenção com movimentos elaborados que envolvam os convidados e sirvam de inspiração para os fotógrafos. Ela é voltada para um determinado momento. Se eu coreografar um tango, por exemplo, não significa que você já sabe dançar um tango e pode se aventurar em Buenos Aires. Aqui, neste caso, não precisa saber dançar. Até prefiro trabalhar com quem não sabe nada, porque não tem vícios. Às vezes, com quem sabe tudo, temos dificuldades por não conseguir mudar um movimento ou características que não entram em determinadas modalidades. É claro, também, que, se todos fizessem aulas de dança de salão, seria ótimo, teriam noção, especialmente das técnicas e movimentos”, fala.

Tento passar tudo de melhor que sei para eles. É como se estivessem na Dança dos Famosos da sua vida

Criar uma coreografia exige trabalho e pesquisa, mas sem dúvida é uma experiência interessante e gratificante. Segundo Camila, daí vem o reconhecimento, a proximidade e bom relacionamento com os clientes. Mas, há muito que se considerar para obter sucesso, porque tem que estar dentro do estilo da festa e do gosto dos contratantes, e é preciso acertar o tema com a música e interagir com todos os fatores que envolvem esta personalização, desde o figurino dos que estarão em cena, habilidade dos dançarinos, iluminação e a emoção do momento.

“PrecCamila-Gorri-iso fazer o corpo dos contratantes se adaptar com a sua realidade. Sempre que posso vou ao evento. Ajudo com a roupa da dança, preparo as pessoas, monto a música, passo para a banda ou Dj, deixo tudo certo porque as pessoas já lidam com várias coisas neste momento: a pista, iluminação, sapato, o salto, e o nervosismo”, argumenta.

Música e coreografia também têm que ter muita sintonia, e precisam revelar a verdade dos contratantes, conforme explica. “Me solicitam tangos, mas tenho a liberdade de sugerir outros ritmos. Explicar que, às vezes, um bolero ou samba bem dançado é mais bonito que um tango. O importante é combinar com o estilo da festa e de vida dos noivos. Já coreografei sertanejo, rock, salsa, samba de gafieira, forró, tango, e mesmo pout-pourris. Gosto de clássicos, mas os clientes têm suas preferências pessoais como temas cinematográficos de “Sr. e Sra. Smith”, “Dança Comigo”, entre outros, além, é claro, das tradicionais valsas. Tento inovar, mas trabalho com o desejo das pessoas e respeito isso. Na maioria das vezes é a noiva quem escolhe, outras vezes é o noivo que propõe o que dançar. Tento passar tudo de melhor que sei para eles. É como se estivessem na Dança dos Famosos da sua vida”, finaliza.

Fotografia: Fernando Nunes

 


Sobre o Autor

Regina Lopes
Regina Lopes

É jornalista há 27 anos, editora da Revista Metrópole e jornalista da Prefeitura de Campo Mourão.


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