Voz no pop, pé no flamenco, mãos na engenharia

Ao ver a figura séria e “rude” de uma engenheira de processos, com capacete, botina e óculos de segurança, não imagina que por trás disso tudo se esconde uma voz potente e uma bailaora (sim, é assim mesmo que se chama) de flamenco. Conheça a história de Cláudia Sartori, exclusiva para Metrópole.

Claudia-SartoriCláudia é mourãoense, tem 33 anos, é formada em Engenharia Química pela Universidade Estadual de Maringá – UEM e atualmente trabalha e reside em Telêmaco Borba. Mas, nem por isso, ela deixa de exercer um hobby que encanta a todos: cantar. E sempre que pode faz apresentações pela região.

A música na vida dela começou aos 16 anos, ao fazer aulas de violão e acompanhar cantando o que ela estava aprendendo. Aos poucos os amigos descobriram o seu talento e logo ela estava tocando nas reuniões e churrascos de fim de semana e sempre que pedia, ela estava lá fazendo o seu “show”. Paralelamente a isso, ela sempre dançou ballet, jazz, o que sempre influenciou muito em suas performances.

Posteriormente, ao cursar a faculdade em Maringá, acabou fazendo mais apresentações, em barzinhos da cidade e em bandas que se apresentavam, como convidada, entrando inclusive para uma chamada Mama Jam. “Eu fazia apenas participações com a banda, aí cheguei a cantar em festas em chácaras e tal com eles. Mas eu não ganhava nada, não tinha cachê. O legal era só poder entrar na festa de graça, já ficava feliz (risos)”, se diverte. Nessa época ela também participou de outros projetos, entre eles, uma banda com amigos que chegou a fazer shows no estilo mochilão, em algumas cidades do litoral do Paraná e Santa Catarina.

Um tempo depois, já trabalhando como engenheira em Telêmaco Borba, voltou a cantar nos encontros entre amigos, que percebiam o talento de Cláudia mesmo sem ela cantar. “Às vezes estava conversando, fazendo uma apresentação ou até ao ser atendida no caixa do banco, me perguntavam: você é cantora? Acho que a minha voz entrega um pouco (risos)”, lembrou.

O gosto musical de Cláudia é bem variado, seja a MPB de Elis Regina, Belchior, Fagner, Chico Buarque, que ela ouvia nas fitas cassete nas viagens da família, até o rock rebelde dos Titãs, Pixies, Limp Bizkit, Cake, Beastie Boys, AC/DC e Nirvana, por quem ela tem um carinho todo especial. “Na adolescência, como toda garota da minha idade, tinha meus ídolos teens! O principal era Kurt Cobain, do Nirvana. Tenho todos os discos, livros, cartazes e bandeiras do Nirvana”, disse. Além de rock e MPB, ela gosta de Rap, Hip Hop, pagode, samba e música nativa gauchesca, pois foi criada no meio ‘gaúcho’, chegando a fazer o baile de debutantes no Centro de Tradições Gaúchas (CTG) de Florianópolis. E não esconde seu gosto eclético: “a música nativa gauchesca está no meu pendrive, junto com Nirvana e outros bichos!”.

Ela revela que já participou de vários festivais, como o Festival Gomarábica, de Telêmaco Borba, ficando em segundo lugar no ano passado e chegando ao lugar mais alto do pódio neste ano. “No ano passado fiquei muito nervosa! Devido ao despreparo acabei ficando em segundo lugar. Mas falei: ano que vem é meu! Dito e feito!” comemora. A partir das suas participações no festival surgiram muitos convites e esse foi o marco entre “brincar de cantar” e cantar profissionalmente. “Fui contratada para cantar em jantares, em barzinhos, baladas… E agora tem cachê! (risos)”, brinca.

Depois do sucesso do festival, as pessoas começaram a pedir pra ela material de suas interpretações, então ela resolveu gravar um vídeo que está disponível no YouTube, para divulgação. “Interpreto a música ‘Rolling in The Deep’ da Adele. A partir daí muitas pessoas puderam me conhecer cantando e o sucesso só aumentou”, disse.

Atualmente ela vem fazendo shows freelancers para algumas bandas, tendo inclusive feito o show de abertura para a banda Blindagem, de Curitiba, além de cantar em vários bares em Campo Mourão, Araruna e Telêmaco Borba com a sua própria banda. Ela também faz apresentações de dança Flamenca, que pratica na Escola Municipal de Dança de Telêmaco Borba, com o professor Renán Castellon, um boliviano de 75 anos. Ela brinca: “hoje em dia tem aparecido tantos convites que eu, às vezes, brinco que sou cantora, dançarina e, nas horas vagas, trabalho como engenheira química (risos)”, concluiu.


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