História de DJ

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A época em que música eletrônica era coisa somente de balada já passou. Ela vem ganhando seu espaço no cenário cultural e quem fala sobre isso para a Revista Metrópole é o DJ Tiago Hauagge, que conta a sua história, de como virou e como é ser DJ em um país que ainda tem preconceito com esse gênero musical.

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Foto-Desirée PechefistHá aproximadamente seis anos, um amigo chamou Tiago para tocar com ele em uma festa, selecionando vários gêneros musicais para aquela noite. Entre eles, a música eletrônica.

Apesar da afinidade que sempre teve com a música e de iniciar as tarefas no Conservatório Musical bem cedo, Tiago não conhecia muito bem esse gênero e, como aceitou a proposta de tocar com o seu amigo na festa, resolveu pesquisar e ler sobre ele.

“Ele me mostrava muitas músicas que serviam como base e eu adorava esse aprendizado, porém, ainda não sabia a técnica de ‘mixagem’. Logo quando ele aprendeu, me ensinou, tanto essa técnica, quanto várias outras que são necessárias para um DJ”, conta.

A ‘brincadeira’ havia se iniciado. Na verdade, eles tocavam no fundo de casa e o que ambos não sabiam é que isso viraria uma profissão.

A primeira influência foi uma dupla de artistas de Campo Mourão, do projeto Middletoyz, formado pelo DJ Cafú e o percussionista Everton Bisi.

A partir deles e dos eventos que traziam para cidade, Tiago conheceu muitos outros artistas que foram de grande importância para influências em suas apresentações e, entre eles, o DJ Rogério Animal.

“Lembro-me de quando o vi tocando pela primeira vez, amei o ‘feeling’ e as habilidades impecáveis de mixagem que ele tinha”, revela.

Não passou muito tempo para Tiago começar a frequentar grandes festivais eletrônicos e seu primeiro foi a ‘MADANA OPEN AIR’.

Primeiro festival, primeiras influências internacionais e primeira paixão. Afinal, foi nesse festival que Tiago viu, pela primeira vez, vários artistas, tanto nacionais quanto internacionais, reunidos para tocar música eletrônica.

Iniciou o seu trabalho tocando em festas de amigos, mais tarde passou para o SLOTS BAR. Continuou com os estudos de música e a escutar artistas pela internet e em festivais.

“Assim como para tocar um violão é preciso muito treino, para ser um DJ também”, pondera. Tiago conta que começou, então, aFoto-Vinícios-da-Hora tocar na região e em 2009 fundou o seu projeto de música eletrônica – o MONOTECH –, cuja ajuda era do seu amigo DJ/Produtor David Marques.

O lançamento do MONOTECH foi no ‘Gold Bar’, na festa ‘MADANA TOUR’, em que realizou um “warm up” (abertura), com o italiano Manuel de la Mare. Por razões particulares, David teve que se ausentar do projeto, mas mesmo assim, Tiago continuou.

Para ser um bom DJ é necessário muito trabalho e aperfeiçoar sempre as suas técnicas. Pensando nisso, Tiago foi se desenvolvendo e dividindo o palco com nomes importantes da música eletrônica, como Re Dupre, Elton D aka Maxximal, Weekend Heroes, Manuel de la Mare, Gustavo Bravetti, Rogério Animal, Bruno Barudi, Victor Ruiz, entre outros.

Com um olhar crítico, Tiago conta que, embora algumas pessoas ainda pensem que a mixagem é o simples ato do DFoto-De-Valmir-de-laraJ apertar o play, ela se baseia em soltar uma música em cima da outra, ao vivo, fazendo com que os elementos que constroem a música transitem e, dessa forma, mudando progressivamente de uma música para outra.

O papel do DJ também é o de trazer novidades para o público e, como resultado, fazê-los sentir e dançar ao som da sua música.

Parece fácil na teoria, mas, na prática, exige muito conhecimento sobre o som que é levado para a pista, sobre o feeling na hora da transição e o modo como um DJ precisa transformar todas aquelas músicas em um set.

Para um DJ, ter carisma é essencial, afirma Tiago, pois é preciso que o público sinta a energia que ele quer passar. E, além disso, não apenas colocar um “pen drive” com as músicas prontas, mas demonstrar um trabalho sério, muito além de apertar o play. Um trabalho que faz as pessoas entrarem em sintonia com a música que está sendo mixada, de acordo com as emoções do momento.

“Com orgulho posso afirmar que amo a música eletrônica e, quanto mais me divirto tocando em festas, mais descubro sobre a história desse gênero no país e no mundo, assim me satisfazendo e me apaixonando cada vez mais. É uma diversão no trabalho, cujo resultado é satisfatório e prazeroso”, conclui.


Sobre o Autor

Desirée Pechefist
Desirée Pechefist

Desirée Pechefist, não carrega tanta idade quanto sonhos. Blogueira e futura jornalista. Cara de menininha, mas quer saber mesmo é de fotografar, escrever, escutar música, ler e viajar.


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