Nahiany Berbet

Neste ensaio para Metrópole, a esportista mourãoense Nahiany Berbet, mostra resultados de um estilo de vida onde todo dia, é dia de superação.

Trabalhando para projetar Campo Mourão no cenário do fisiculturismo internacional. Nahiany Berbet, 34 anos, disputou em 2011 o 1º Arnold Classic Europa em Madri, na Espanha, em outubro. Ela foi a única brasileira a obter índice técnico para a competição depois de ficar em quarto lugar no Brasileiro da categoria Body Fitness dia 3 de julho, no Rio de Janeiro. Uma boa participação nas disputas européias, oferecem vagas no circuito das grandes disputas internacionais da modalidade e a possibilidade de se tornar profissional.

Dias antes de disputar seu segundo Campeonato Brasileiro a fisiculturista mourãoense, da categoria body fitness, participou de um ensaio especial e concedeu entrevista para a Revista Metrópole, mostrando um lado diferente e mais sensual do seu trabalho e promovendo à arte seu talento especial, moldado exaustivamente, músculo a músculo.

Extremamente dedicada aos treinamentos, a atleta, que disputa pela IFBB – International Federation of Bodybuilders – entidade à qual é filiada, surpreendeu os aficionados na modalidade quando, em 2010, ficou    em 4ª colocação no Campeonato Brasileiro, sem nunca ter subido a um palco. Foi sua primeira participação numa disputa oficial nacional, o que foi considerado excepcional porque ela só conhecia a modalidade por vídeos.

Ex-bailarina e gordinha na infância, Nahiany começou a praticar musculação na adolescência e sempre gostou da atividade. Começou a disputar incentivada pelo marido, professor e treinador Mauro Nery e pelo nutricionista Rodolfo Peres. Com os bons resultados que foi alcançando resolveu encarar o desafio de integrar o fisiculturismo nacional. Na assessoria de Nahiany também está o médico ortopedista e fisiologista Paulo Muzi, da seleção de rugby do Brasil.

“Fizemos uma avaliação física e chegamos à conclusão de que ela tinha condições de competir, focando o trabalho para ser mais competitivo. Devido ao seu desempenho seria injusto ela ir para uma competição de menor expressão. Implantamos um treinamento e dieta específica e ela foi conquistando seu espaço”, explica Mauro.

Sobre o preconceito das pessoas com fisiculturismo, ela comenta que “é mais fácil criticar do que conhecer, do que ter a coragem de fazer. As pessoas criticam o que é diferente. Têm preconceito com o que não é comum. O estranho se renega, como outras formas de preconceitos. Nosso trabalho é profissional, exige determinação, mesmo com dores e renúncias. Na verdade, temos um estilo de vida com saúde”, defende. “Para obter resultados é preciso se privar de muito, dormir oito horas, não fumar, não beber, alimentar-se diferenciadamente, entre outras coisas”, completa.

A atleta lembra que o treinamento em período de pré-competição é intenso, com bastante atividade aeróbica.  A alimentação segue orientações rigorosas: de segunda a segunda, 100 gramas de carne branca (frango ou filé de tilápia) a cada duas horas, ingerindo muita água, proteínas e multivitamínicos (para manter uma boa imunidade, não sofrer lesões ou se resfriar).

Nahiany acredita que o fundamental é ter genética que favoreça a obtenção dos resultados e ainda técnica, treinamento, nutrição esportiva, execução técnica dos movimentos e estar sempre acompanhado da assessoria de bons profissionais. “É um conjunto de muito trabalho. Só gostar não adianta, tem que ter técnica e conhecimento, até porque a falta disso não dá resultados, pode ocasionar uma hipertrofia indesejada ou até lesões”.

A Competição

A competição exige uma produção glamourosa no cabelo, na maquiagem, como usar jantana – um produto que dá cor à pele – para realçar o bronzeado e até cílios postiços. As atletas se apresentam todas juntas, num mesmo momento para os jurados, que vão analisar critérios como tônus muscular, cor de pele, o biquíni, a simetria, definição muscular, e beleza do conjunto.

Premiações

As premiações ainda são baixas no Brasil, são poucos os atletas considerados PRO (profissionais). Estes acabam competindo em outros países onde são mais valorizados e nestes países um atleta pode ganhar até R$ 80 mil com um titulo. “No Brasil, os praticantes do fisiculturismo têm que buscar patrocínios, participar de campanhas publicitárias e apresentações. É uma forma de manter a prática e sobreviver, já que o esporte exige investimentos em suplementação, alimentação, exames, viagens, etc. Mantemo-nos com recursos próprios de cursos e palestras e uma loja de suplementos e materiais esportivos”, finaliza Nahiany.


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