Tatoos – individualidade à flor da pele

De dragões a flores, tribais ou orientais, as tatuagens são uma forma de comunicação não verbal, que oferece várias informações sobre seus portadores.   A pessoa tatua-se da mesma maneira que se enfeita, uma forma de representar a individualidade, já que o desenho escolhido tem uma relação fortíssima com o seu íntimo.

Há quem considere a tatoo um vício, e vem crescendo o número de homens e mulheres que procuram os estúdios para estampar desenhos, letras, efeitos artísticos, deixando de lado o estigma de ser marginal, para conquistar pessoas de todas as classes, ser símbolo de moda, fator agregador de tribos e até mesmo um estilo de vida. A atitude exige coragem já que a agulha perfura cerca de três milímetros na pele para injetar os pigmentos num processo bastante dolorido. Quem passou por isso acha que vale a pena e, quando bate o arrependimento, é hora de fazer tudo diferente, tatuando outro desenho.

Em Campo Mourão existem pelo menos três estúdios de tatuagens, agregando novos fãs da arte, propagando estilos e designs, fazendo a cabeça da galera e literalmente imprimindo atitude na pele. Na sessão portrait de Metrópole, conheça alguns, que em meio a traços e riscos, pontuam sua história pelo corpo.

 

 

Iduarte Ferreira Lopes Jr., Advogado – A primeira foi uma homenagem à filha Maria Fernanda, em agosto de 2009, no braço esquerdo, que depois retocou e acrescentou alguns traços. Em 2010 fez um Cavaleiro da Ordem dos Templários porque sempre gostou das historias da idade média, mas já se programou para, em breve, fazer outras, ampliando dentro do contexto do desenho atual.

 

 

 

Luan Henrique Angeli – 19 anos, estudante do ensino médio – Nas costas tem uma cobra naja, que recebeu uns retoques para ficar mais abrasileirada, e também um tubarão em estilo tribal, porque é o rei dos mares. Na perna a opção foi uma adaga. Nunca pensava em fazer, mas começou a gostar depois que viu nos amigos. Por ser menor de idade, na época, só obteve autorização da mãe porque ela preferiu a tatuagem a um alargador nas orelhas.

 

 

                                                                          

Manoel Serbêto Mathias, animador cultural – Tem um colar, que ele mesmo desenhou, significando o caos que carrega em si, complementando-se com um adereço que era um “certificado de propriedade sentimental”, e se transformou em um pingente elementar.

 

 

Marcelo Zarske, músico – Desde os 18 anos desenha no corpo motivos orientais, principalmente nos braços e costas. Ele escolhe os desenhos pela simbologia porque gosta da cultura oriental, tanto que nunca quis fazer outra coisa. “Acho interessante porque são muito significativas e quero complementar com mais coisas que gosto”.

 

 

 

 

Victor Luan Ribeiro Novaes, vidraceiro – Além do nome tatuado em letras japonesas, tem nas pernas os símbolos do Atlético Paranaense, como a caveira e o furacão, e já programou a próxima: a sigla CAP para fechar a perna. Luan não se acha fanático pelo time, mas pelo símbolo. A primeira tatoo no braço escondeu por um ano da mãe e outros seis meses ficou sem usar short para não mostrar os desenhos das pernas.

 

 

Vanessa Bisi, empresária – Símbolo da renovação, a flor de lótus escolhida já foi aumentada com vários retoques. Mas, sua primeira iniciativa foi aos doze anos com uma flor pequena no pescoço, autorizada pelos pais.  Vanessa lembra que tatuar é quase um vício e que já pensa em retocar de novo o desenho que tem nas costas.

 

 

 

    Alain Johnny Bonatto Paulista, gerente administrativo – Sempre quis criar algo totalmente diferente do que já tinha visto. Desenhou e montou o que tatuou nos braços que, para ele, são como uma identidade sua, uma digital. Apesar de ter sentido preconceito do mercado de trabalho, logo que fez as tatoos, acha que hoje todos vêem com naturalidade as tatuagens.

 

 

 

Graciele Dissenha, dona de casa – Ela só começou a se tatuar aos 30 anos, já casada e com filhos. As primeiras foram três borboletas nos nomes das filhas. Hoje são seis tatoos bem representativas: três borboletas nas costas, uma estrela em cada ombro, um gato nas costas, um olho de hórus na perna e a flor de lótus. Ela fará ainda uma para a mãe e uma carpa na panturrilha direita.

Viviane Gabriele da Silva, recepcionista – Ela sempre quis fazer tatoo, não várias pequenas e sim uma só, por isso escolheu uma grande, um anjo protetor.  “Comecei fazendo os traços do anjo, achei que não tinha ficado legal e resolvi fazer um fundo. Assim acabou ocupando um grande lugar em meu corpo, as costas inteiras”. Viviane diz que ainda sente um pouco de discriminação, mas seguirá com as tatoos, fazendo agora o nome da sua filha no braço.


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