Flashes em universos paralelos

1

A timidez, o sorriso e o jeito de “menininha” quase enganam. Mas, basta conversar um pouco com ela para saber que tem muito mais dentro dessa “cabecinha”. Desirée Pechefist, 18, estudante de jornalismo e colaboradora assídua de Metrópole tem um talento que poucos conhecem: a fotografia.

Fotografia é poesia sem caneta, é nota musical. Eu costumo fazer essa comparação porque tanto escrever, quanto compor uma música são maneiras de deixar a imaginação e os sentimentos ganharem vida, como na fotografia”, definiu Desirée. Ela, que não lembra quando surgiu a paixão pela arte fotográfica, começou usando a máquina da família, que sentia como se fosse dela, chegando a sentir ciúmes quando alguém usava a máquina, sempre fotografando durante viagens e eventos.

Aos poucos ela vai aprimorando suas técnicas, conversando com amigos fotógrafos, batendo muitas poses e assim produz ótimas composições. Entre as referências, ela cita alguns fotógrafos que a influenciaram: na foto artística, Francesca Woodman, Aëla Labbé, Henri Cartier-Bresson e Scott Stulberg; no fotojornalismo, Sebastião Salgado e Robert Doisneau.

Ela gosta de sair para a rua e fotografar, principalmente fotografia social. “Às vezes a câmera causa uma sensação de estranhamento às pessoas. Já levei vários xingamentos por isso, mas também conheci pessoas incríveis assim”, lembrou. E foi assim que surgiu a sua fotografia favorita, quando fotografava escondida algumas crianças, com receio de que elas fossem se assustar, mas ao contrário, quando perceberam, começaram a fazer pose. “Quando o pai delas veio conversar comigo, contou que não morava com as crianças e as via de vez em quando e, portanto, aquele era um dia muito especial. Eles não tinham muito contato com a fotografia e, olhando as fotos, o pai dessas crianças até se emocionou”, recordou ela.

Para fotografar, ela usa uma máquina digital Nikon D7000 e duas analógicas, uma Nikon F-801 e uma Olympus Pen-EE. A escolha pela analógica, além de ser pela qualidade, faz parte de outra paixão sua: objetos vintage. “Sempre que posso, guardo objetos antigos. Recentemente até ganhei alguns móveis da minha avó, que havia pedido pra ela”, afirmou.

Atualmente ela cursa Jornalismo na Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG e tem contatos diários com a fotografia, que utiliza para aprimorar suas técnicas. Ela não pretende ter a fotografia apenas como hobby, quer fazer disso seu trabalho. “Essa é a maneira mais incrível de me divertir, de aprender a ser mais sensível e, todos os dias, conhecer e reconhecer o sentimento que esta cá entre um velhinho sério, ou no riso de uma criança. É um mergulho em outro universo”, concluiu ela.


Sobre o Autor

Renato J. Lopes
Renato J. Lopes



Fatal error: Uncaught Exception: 12: REST API is deprecated for versions v2.1 and higher (12) thrown in /home/metropolerevista/metropolerevista.com.br/html/wp-content/plugins/seo-facebook-comments/facebook/base_facebook.php on line 1273