Catedral São José símbolo mourãoense

No dia 19 de março de 1943, deu-se a instalação da Paróquia de São José, criada no ano anterior, na data de 8 de dezembro. O território da Paróquia abrangia toda a área compreendida entre os rios Corumbataí, Ivaí, Piquiri e Paraná.

Um ano depois, em 19 de março de 1944, data consagrada a São José, foi celebrada a primeira missa na igreja, que foi levantada na beira da raia dos porungos, local onde se realizavam as corridas de cavalo. A pequena igreja era de madeira, incluindo a cobertura, construída pelo pároco Padre Aloysio Jacobi.

Em 1954, Pe. João iniciou a construção da nova igreja matriz, com arquitetura arrojada, cópia da Igreja de São Bento do Sul – Santa Catarina. No ano de 1960, com apenas metade da igreja construída e ainda sem revestimento interno, passou a ser Catedral São José, com a instalação da Diocese, em 23 de abril, e a posse do primeiro bispo, Dom Eliseu Simões Mendes.

Em janeiro de 1965 foi concluído o piso da Catedral e iniciado o revestimento interno, que foi concluído em maio e, em agosto, tiveram início os trabalhos de colocação do forro. Vários vigários contribuíram para a continuidade das obras. No final da década de 70 foi concluída a construção da Catedral.

No ano de 1979 foram instaladas as portas atuais da Catedral, lavradas pelo artista Nivaldo Tonon, com entalhes representando a vida de São José. Os relógios, que pouco funcionaram ao longo dos últimos anos, foram doados pela Prefeitura Municipal, na gestão do prefeito Renato Fernandes Silva (1973-1976). Na data de 4 de novembro de 1982, o Presidente da República, General João Baptista de Oliveira Figueiredo, esteve em Campo Mourão, oportunidade em que fez rápida visita à Catedral.

A Catedral São José foi eleita o Símbolo de Campo Mourão, dentro do projeto “Símbolo de Campo Mourão”, realizado pelo Rotaract Club de Campo Mourão. Ela foi eleita com 992 votos, dos 2.847 totais. A campanha do Rotaract foi lançada no dia 22 de agosto de 2009 e esteve em vários pontos estratégicos da cidade.

A urna percorreu escolas da rede municipal, particular e estadual, clubes de serviços, associações de classe, feiras, empresas e lugares de grande concentração de mourãoenses. Concorreram ao título de símbolo de Campo Mourão: a Catedral São José, a Estação da Luz, o ginásio Belin Carolo, a Praça Getúlio Vargas, o Parque Municipal Joaquim Teodoro de Oliveira (conhecido como “Parque do Lago”), a Praça Getúlio Vargas, o prédio da Fecilcam, o Parque do Lago Azul, o Salto Santa Amália, o Teatro Municipal e as ruínas da antiga usina, localizada no Parque Estadual Lago Azul.

A Catedral São José, além de símbolo da cidade e marco do cristianismo, é também um patrimônio histórico, por representar a memória coletiva dos mourãoenses.

 


Sobre o Autor

Jair Elias dos Santos Júnior
Jair Elias dos Santos Júnior

Licenciado em História. Membro do Círculo de Estudos Bandeirantes.

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