Encanto musical

Com sorriso largo e cheio de charme, Viviane Foss é uma das vozes que encantam e cantam no cenário musical regional. Se dividindo entre Maringá e Campo Mourão, destila seu talento por bares, baladas e eventos, acompanhada de um violão que ressoa o autêntico repertório de barzinhos: versões acústicas com MPB de todos os tempos, rock e até baião.

Por ter começado a tocar em bares e festas aos 15 anos – quando ainda precisava do acompanhamento da mãe – hoje, aos 23, Viviane já encara com naturalidade os percalços da profissão que escolheu. Neste espaço editorial ela fala da carreira, do público e do futuro. E enquanto não grava um CD, convida a ver seus shows ao vivo e a cores, em Campo Mourão, ocasionalmente no Dom João Choperia.

Num mercado onde o músico nem sempre é tratado como profissional, Viviane tem que estar sempre abrindo novos espaços, num esforço maior que outros músicos, porque ainda há muito machismo na área. “Geralmente, o sonho de quem começa a tocar, sozinho ou em banda, é de viver disso. É um trabalho muito prazeroso, sem contar que, para quem tem essa veia artística, é muito difícil viver sem os aplausos do público. Quando comecei também pensava dessa maneira, mas logo percebi que não seria fácil. Infelizmente não é todo mundo que valoriza o trabalho do músico. Muitos reclamam dos valores e preferem contratar outro que nem sempre tem a mesma qualidade que você. Outros, justamente por gostarem de aplausos, tocam por um cachê ínfimo e acabam atrapalhando quem quer leva o trabalho a sério. No meu caso, além de tudo isso, conta o fato de eu não saber, no início, negociar e, mais ainda, ser mulher – e sim, ainda há certo machismo rondando esse setor. Mas decidi enfrentar tudo isso e dar a cara a tapa. Comecei indo nos barzinhos da região, conversando, negociando, enfim. Hoje vivo disso, mas não posso dizer que é fácil, daí o meu interesse em expandir os “negócios” e procurar outras cidades e diferentes trabalhos – possivelmente com uma banda – para crescer mais na área”, explica.

Esforços e limites

Estudiosa e dedicada, a cantora afirma que está sempre atenta ao desejo do público, que ama a interpretação e que usa todos os recursos para agradar aos ouvidos mais exigentes. ”Posso afirmar que meu negócio, mesmo, aquilo que eu me sinto bem e amo fazer, ainda é a interpretação. Acredito que meu repertório agrada por ser bem variado em questão de estilo. Além disso, eu toco sozinha e, por isso, para conseguir executar determinadas canções, preciso adaptá-las, atraindo a atenção do público. Sempre me esforço muito para fazer boas interpretações, uso o máximo que posso das minhas capacidades vocais. Sem esquecer dos limites, claro”, conta.

Repertório e Roupagem

Assumidamente cantora de barzinho, ela diz que, apesar de querer sempre agradar, jamais canta algo que não é do seu estilo e que toca o que gosta, ainda que algumas vezes tenha que dar uma roupagem diferente ao show. “Costumo dizer que toco música de barzinho: Elis, Djavan, Chico Buarque, Cássia Eller, etc. No começo queria ser como a Elis Regina (claro, e quem não gostaria?). Hoje foco no trabalho das novas cantoras do cenário brasileiro, como Ana Cañas, Roberta Sá, e as internacionais, como Amy e Adele. Meu repertório é composto basicamente daquilo que eu aprecio, mas algumas vezes acabo colocando algo que não me agrada muito, por causa do público, mas jamais canto algo que não faça parte do meu estilo. Já que toco aquilo que gosto, meu repertório é muito variado: do rock ao baião. Aprecio muito a música brasileira, mas também me fascino com os clássicos internacionais como Led Zeppelin e The Doors. Gosto muito de colocar a música internacional nos shows, pois trago uma roupagem diferente, visto que utilizo um violão com cordas de nylon. Isso me faz estudar mais, desenvolver uma roupagem diferente e geralmente isso é bem recebido pelo público”, destaca.

Relação com o público

Mantendo uma relação bem madura com o palco, Viviane compreende bem seus limites e as respostas do público. “As pessoas têm gostado bastante do meu trabalho, elogiam repertório e interpretação e o público já não é tão restrito. Vai desde o casal de namorados até os amigos do bloco de carnaval (toquei em Goioerê, para o bloco de carnaval Zen), mas dos barzinhos geralmente sai alguma contratação para casamento, aniversário, jantar, etc”. E complementa: “Gosto de agradar, não é sempre que consigo, visto que não toco todos os estilos musicais, mas procuro sempre perceber quem está sentado ali na frente e dos lados, pra escolher a próxima música”, diz.

Carreira e agenda

Apesar de pensar em estar em uma banda para seguir com a carreira, Viviane segue sozinha em 2012 e participa como convidada de bandas ou em festivais, como o FEMUP (Paranavaí) e o Acorde Universitário (UEM), mas tem planos engatilhados.  “Quanto a uma banda no próximo ano, já estou trabalhando para isso. Ainda preciso ver a questão dos músicos e tudo o mais, o que não é fácil. Aliás, tem alguém aí disposto?”, brinca.

Finalizando a conversa com Metrópole, Viviane diz que está tocando bastante, “até porque vivo disso, mas estou me aperfeiçoando cada dia mais, seja incluindo novas músicas no repertório ou estudando música. Ainda não tenho planos para CD. Hoje, quem quiser saber um pouco do meu trabalho, tem que conferir ao vivo e a cores nos melhores bares da cidade”.


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Metrópole Revista
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Revista de variedades.

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