Do sonho ao corpo de baile

Primeiro sonho de realização de muitas meninas, o ballet exige muita dedicação e persistência das bailarinas. Mesmo assim, muitas escolheram se manifestar através dele, buscando uma carreira ou um meio de praticar uma atividade cultural. Em Campo Mourão, cidade referência em cultura no Paraná, o ballet tem como carro-chefe a Academia de Ballet da Fundação Cultural, que também se destaca por ser uma das poucas do Paraná a contar com um Corpo de Baile Oficial.

 

Academia Municipal de Ballet, que atualmente tem na coordenação a bacharel em dança pela FAP/Curitiba, Samantha Andrade, funciona como uma escola de ballet clássico, atendendo alunos a partir de cinco anos, que começam no Baby Class e podem chegar ao Aperfeiçoamento, por volta dos 17 anos. Mas, também há espaço para quem tem mais de 15 anos e nunca fez ballet, mas quer conhecer um pouco mais da técnica.

Samantha explica que, apesar da tradição da Escola que tem mais de 25 anos e do grande interesse que há pela arte, ainda é difícil formar uma bailarina. “A cada ano temos em média 60 alunas novas, mas como o ballet clássico exige técnica apurada e muita disciplina, ao longo do caminho muitas acabam desistindo e por ano conseguimos formar em torno de cinco bailarinas. E o bailarino precisa também da experiência artística, adquirida com anos de prática e espetáculos”, recorda.

Samantha diz ainda que a menina que busca a Academia vem de vários lugares da cidade e tem muitos objetivos, mas vai se moldando ao longo dos anos com o conhecimento do que é a modalidade. “Muitas começam somente por hobby e, como a disciplina exigida é muito grande, com o passar do tempo e o amadurecimento trilham novos caminhos. A dedicação e o esforço são primordiais para quem quer chegar à profissionalização”, explica.

Reconhecidamente uma das manifestações culturais públicas mais presentes nos eventos da comunidade, a Academia Municipal democratiza o acesso às suas produções e incentiva a formação de platéias, se apresentando em eventos realizados pela Fundação Cultural no Município e região. “Além do Teatro, fazemos mais de 50 apresentações por ano, em bairros, praças, festas e palcos diversos. Já temos um público cativo, que sempre assiste e gosta muito do resultado das apresentações”, fala.

Os espetáculos que mobilizam tantos admiradores são produzidos pela própria Academia. O Corpo de Baile, com “Divertissement”, leva ao palco do teatro e aos espaços itinerantes, trechos de coreografias de ballet de repertórios e também outras assinadas por professores da Academia. Já, os alunos da Academia, no final do ano, sobem ao palco do Teatro Municipal com montagem de roteiro próprio para encerramento do ano letivo.

A modalidade vem se destacando e crescendo. Se em 2010 eram 130 alunos, a Escola fecha 2011 com 250 alunos e, segundo a direção, um crescimento que vem acompanhado da evolução técnica. “Queremos atender a um maior número de crianças que sonham em fazer ballet clássico e ampliar também a Academia com a Dança Contemporânea, buscando novos caminhos para que o sonho das meninas, de serem bailarinas, se torne realidade, nem que seja por um tempo curto, nos palcos do Teatro Municipal”, diz Samantha.

 

O Corpo de Baile

Um dos poucos do Paraná, o Corpo de baile da Fundacam representa oficialmente a cidade em eventos diversos. Com bailarinas que têm em média dez anos de Um dos poucos do Paraná, o Corpo de baile da Fundacam representa oficialmente a cidade em eventos diversos. Com bailarinas que têm em média dez anos de prática e coreografias, o grupo é formado por alunas dos últimos níveis e as professoras da Academia que já se formaram. Elas ensaiam cinco vezes por semana. São elas Ane Elize Lima, Ariadne Santos Luciano, Jacqueline Brandt, Jéssyca Escritori Ferreira, Kamila Santos Pereira, Luana Batista Cabral, Luana Bertoldi, Rafaella Pasini Abudi e Rebeca Ferreira. Samantha destaca que “uma cidade do interior contar com corpo de Baile Municipal de Ballet Clássico é muito importante para a divulgação desta arte. Muitas pessoas pensam que para ser bailarino clássico é preciso estar em grandes centros, porém mostramos que aqui conseguimos formar bailarinos, que se quiserem continuar com a profissionalização, podem buscar a continuação em outros caminhos. Positivamente observamos que bailarinas que passam pelo Corpo de Baile, mesmo não continuando a carreira, são pessoas diferenciadas na sociedade, que alcançam seus objetivos, pois possuem um enfrentamento de público e postura que facilmente as coloca em destaque, qualquer que seja sua atividade”.

Fotos: Valmir de Lara


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