O Salto Internacional de Ana Molina

A bailarina Ana Molina, 28 anos, conquistou recentemente a oportunidade de estudar ballet em uma renomada escola internacional de ballet. Ela conta para Metrópole como foi.

Ana começou fazendo ballet aos seis anos, por influência da mãe. Depois se formou em ballet clássico pela FUNDACAM. Com o passar dos anos, foi se aprimorando com cursos por todo o Brasil, entre eles, a Escola de Ballet Clássico do Teatro Guaíra, em Curitiba, e participou de um curso de inverno, no Ballet Nacional de Roma, onde passou 3 meses. Ela também é formada em Fisioterapia, com especialização em Anatomia Humana. “Fiz esse curso por causa do ballet. Primeiro para me entender e depois pensar nos outros”, afirmou.

Paralelamente aos estudos, ela sempre procurou participar de festivais de dança, obtendo inúmeros prêmios, como no Festival do Mercosul, em 2011, quando conquistou o prêmio de melhor bailarina do evento. Também fez parte da companhia Promodança, de São Paulo. Os festivais são oportunidade de se apresentar, mas também para fazer cursos de aperfeiçoamento. “Como o ballet é muito perfeccionista, você precisa de correções das mais variadas possíveis. Sempre existe um detalhe a melhorar. Quando se convive com o mesmo professor, que está com a gente há muito tempo, algumas coisas passam despercebidas”, disse.

Sua conquista mais recente foi uma bolsa de estudos no American Ballet Theatre, de Nova York, onde, além de fazer o curso, há a possibilidade de conseguir um estágio na companhia do ballet. Mas, para chegar lá, não foi nada fácil. Tudo começou quando ela venceu um festival de dança, em São Paulo, no fim do ano passado. A organização a indicou para a audição de bolsas de cursos de verão, fora do Brasil, que acontecerão do final deste mês ao final do mês de julho.

A audição começou com mais de 100 bailarinos. Nas últimas seletivas, os concorrentes participaram de uma  aula completa de ballet, e depois precisaram dançar um solo de ballet clássico de repertório e um solo livre. Depois disso, ficaram apenas 6, e entre eles, Ana Molina. “A banca avaliadora iria indicar e selecionar quem iria para essas escolas internacionais. Para as 4 escolas que tinham bolsa, eu fui selecionada”, ressaltou. Assim ela pôde escolher entre o American Ballet Theatre e Ajkun Ballet Theatre, ambos de Nova York, o Balletto di Toscana, de Florença, na Itália e a Opéra de Lyon, de Lyon, na França.

Depois de receber as propostas, ela escolheu ir para American Ballet Theatre, porque, além de poder fazer o curso, tem a possibilidade de ser contratada como estagiária. “Espero que consiga fazer o curso e me estabelecer como estagiária e, claro, se possível, ser efetivada na companhia”, afirma.

Atualmente ela trabalha como fisioterapeuta, além de ser bailarina do Ballet Fundação Educere e dar aulas de dança no projeto Mais Educação, na rede pública de ensino. “Tenho o total apoio e patrocínio, tanto da Fundação Educere, quanto da Cristófoli Biossegurança. Eles sempre me abriram muitas portas. Em todos os festivais sempre tive o apoio deles”, lembra ela. Mas, como o custo das viagens e dos festivais são altos, ainda precisa de patrocínio e espera em breve conseguir mais apoio. “Quero levar o nome de Campo Mourão e dar destaque a nossa cidade, mas para isso vou precisar de mais apoio”, conclui ela.


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