Revelamos o sucesso das carnes Maria Macia

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A Maria Macia é uma cooperativa de produção de carne bovina, sediada em Campo Mourão, com cooperados e parceiros comerciais em diversas regiões do estado. Da criação do bovino à comercialização da carne, todo o processo tem rigoroso controle de qualidade. A Revista Metrópole visitou uma das fazendas, para contar a história dos diretores da empresa e sobre como é a produção da carne bovina.

Com produtos diferenciados e rigoroso controle de qualidade, a Maria Macia está em Campo Mourão há cerca de 10 anos. Nasceu de uma parceria entre quatro pecuaristas e depois se tornou uma cooperativa. Hoje é comandada pelo diretor presidente Luiz Carlos Braga, juntamente com os diretores Carlos Chagas Ferreira, Murilo Menin Flores e Paulo Emílio Fernandes Prohmann. Os quatro receberam a equipe da Metrópole na fazenda do presidente, para contar a história desta cooperativa.

Eles destacam que a qualidade é o principal diferencial da Maria Macia. Além disso, a produção de bovinos tem muitas particularidades e curiosidades que não passam pela cabeça do consumidor que deseja uma carne de qualidade. Mas as diferenças na maciez, no sabor, na suculência, bem como as características de cor vermelho cereja e gordura branca, são facilmente percebidas pelos admiradores de carne bovina.

Tudo começou em 2003, quando alguns produtores iniciaram a atividade pecuária em suas propriedades de agricultura, com o objetivo de diversificar as atividades. Sempre focados na eficiência do sistema produtivo, também buscavam mitigar os riscos da produção de grãos. Como consequência, eles conseguiram aumentar a renda, tornar as propriedades sustentáveis e produzir carne de animais jovens e de excelente qualidade. “Nós abatíamos pouco e era mais pra conhecer o manejo dos animais neste sistema de produção, as interações das atividades de pecuária e agricultura, e também, da porteira pra fora, o mercado consumidor”, explicou o atual Diretor Presidente e um dos fundadores, Luiz Carlos Braga. Os outros produtores eram Emílio Prohmann, Agropecuária Ipê, Celso Murofuse, Maria da Conceição M. Baer e Maria da Graça M. Braga.

Depois de quatro anos adquirindo experiência, fazendo testes e descobrindo as particularidades da atividade, criou-se o padrão de carnes da Maria Macia e então se iniciou o processo de fundação da Cooperativa. “Essas experiências foram a base da Maria Macia, que em seguida, foi formada com 21 cooperados e hoje conta com 77”, contou o Diretor Presidente.

Ele explica que os principais motivos que levaram ao surgimento da Maria Macia foram a necessidade de trazer mais renda para a produção pecuária, agregando valor aos animais produzidos e evitar os desperdícios que costumam acontecer nos frigoríficos. “A pecuária é tida como uma atividade pouco rentável, mas isto não acontece na Maria Macia, por conta de todo o cuidado que temos da fazenda à comercialização da carne. Deixamos de vender bois para vender carne”, comenta Luiz Carlos. Assim, com a colocação de técnicos acompanhando todo o processo, a Maria Macia garante maior aproveitamento e qualidade da carne e, consequentemente, mais renda para os cooperados e segurança alimentar para os consumidores.

Essa associação também é um dos pilares que fortalecem a Maria Macia. “O conhecimento é algo que se troca dentro da Maria Macia e a cooperação garante melhores negócios”, explicou o diretor, Carlos Chagas.  “Nós trazemos técnicos capacitados e com vasta experiência. Procuramos sempre melhores parcerias e oferecemos insumos de maior qualidade”, completa.

Outra característica da maioria das fazendas dos cooperados é a utilização da mesma terra para agricultura e pecuária. Ou seja, eles conseguem produzir, na mesma propriedade, grãos, como soja, milho, feijão, trigo e aveia, e também carne, com o gado se alimentando de pastagens, como aveia/azevém e milheto. “Assim, a terra nunca fica parada e está sempre reciclando nutrientes, importantes para o animal e para a planta”, explicou Luiz Carlos.

Produção do bovino

Para conseguir a qualidade da carne Maria Macia, o trabalho começa com o bezerro. O diretor Murilo Menin explica que a Maria Macia aceita a raça nelore, raça esta com maior volume de animais no rebanho brasileiro, mas abate principalmente cruzamentos com outras raças. “Cada raça tem sua particularidade, mas o mais importante é o manejo dos animais dentro das propriedades, assegurando, assim, que a carne produzida esteja dentro dos nossos padrões”, ressalta. “O cruzamento de raças garante que o melhor delas esteja presente no resultado final”, complementa.

O local onde os animais Maria Macia são criados também é diferente: o gado fica nas melhores áreas da fazenda, em locais planos, bebe água em bebedouros, ao contrário do que acontece em outras propriedades, onde os animais ficam em áreas mais acidentadas e bebem água de poças ou beiras de rios. “Estas são áreas mais valorizadas e a pecuária é conhecida como uma atividade de baixa rentabilidade, mas aqui se prova o contrário. Com o planejamento correto, a terra é capaz de produzir muito bem com o gado”, explica o diretor secretário Paulo Emílio Fernandes Prohmann. Segundo ele, a grande “sacada” é investir em tecnologia e adubação também para o pasto. Com esta técnica, o abate de animais se dá com, no máximo,2 anos, sendo que a média do Brasil é 4 anos.

Outro cuidado é com relação ao tratamento. Os animais classificados como Maria Macia são tratados seguindo os ensinamentos de manejo racional. Da chegada dos bezerros nas propriedades, passando pelo confinamento, etapa esta necessária para que os animais ganhem gordura, até serem abatidos, todo manejo dos animais é feito da maneira menos estressante possível, garantindo o bem estar animal. No frigorífico, o controle de qualidade continua. Técnicos da Maria Macia acompanham o processo de abate, evitando assim o estresse do animal, além de garantir higiene e limpeza.

O resultado é uma carne macia (principalmente por ser de um animal jovem), com cor vermelho cereja (pela alimentação adequada e bem estar) e suculenta (pelo ganho de gordura no confinamento, também com controle). Murilo explica que a carne que a Maria Macia comercializa tem que estar dentro dos padrões e isto dá segurança para o consumidor. “É uma carne de um animal jovem e que foi criado adequadamente”, ressalta.

Sustentabilidade e preocupação com meio ambiente

Grupos de pecuaristas e ambientalistas tendem a ficar em lados opostos. Apontada como vilã do efeito estufa, a produção de bovinos tem passado por diversos processos, estudos e tecnologias para garantir o bem estar animal e menor impacto no meio ambiente. Mas na Maria Macia, os diretores explicam que todo cuidado é tomado.

Paulo Emílio explica que o tratamento dos bovinos dentro das porteiras dos cooperados da Maria Macia possui tecnologia para garantir o bem estar animal. “Sabemos que se tratarmos os bovinos com mais respeito, sem violência, o resultado final será um animal sem estresse no momento do abate. Tratar animais com respeito traz, além de satisfação, ganhos relevantes para o setor produtivo. Neste sentido, pecuaristas e membros de organização de defesa dos animais estão do mesmo lado”, destacou.

Sobre os danos ao meio ambiente, Paulo Emílio explica que há muitas afirmações tendenciosas na mídia. “É fato que os bovinos emitem uma grande quantidade de carbono na atmosfera, no entanto, os pastos onde eles se encontram, retêm quantidades superiores à por eles liberadas. Em síntese, é mais produtivo nos preocuparmos com a poluição de fábricas e automóveis”, destacou. Além disso, toda propriedade da Maria Macia respeita a legislação, mantendo as matas ciliares e as áreas exigidas de reserva florestal legal.

Saúde

Conselhos médicos e pesquisas divergem sobre o efeito da carne vermelha na saúde humana. No entanto, muitas pesquisas recentes têm apontado que a ela não pode ser associada a redução da longevidade e problemas de saúde.

O diretor Paulo Emílio explica que a carne bovina é um alimento nobre, fonte de proteínas com alto valor biológico, minerais, vitaminas e gordura. “Um artigo recente publicado no British Medical Journal destacou que a gordura saturada da carne bovina não é prejudicial ao coração como se pensava até o momento”, destacou. Segundo ele, as opções por cortes mais magros devem ser priorizadas para o dia-a-dia. Estudos publicados pela Embrapa apontam que a carne bovina magra tem menos colesterol do que a carne de frango. “São sinais verdes para a carne vermelha. Mas é claro, hábitos saudáveis, como não fumar, dormir bem, fazer exercícios físicos, é que realmente vão ditar a qualidade de vida”, completa.

Para consumir ficam as dicas: os cortes ditos “nobres” localizam-se no traseiro, destacando-se a picanha, filé mignon, alcatra, maminha, etc. No dianteiro há o acém, paleta, ponta de peito, entre outros, os considerados de segunda. “É importante frisarmos que se adquirirmos carne proveniente de animal jovem, que foi bem tratado durante a vida (alimentação e manejo), tanto os cortes chamados de primeira quanto os chamados de segunda terão ótima aceitação”, diz. Ele explica que o que existe de fato é boi de segunda. “Sugiro um espetinho com miolo da paleta, ou quem sabe, uma ponta de peito na grelha, ou ainda, cortar a paleta em forma de bife no corte conhecido como paleta sete e fazer na brasa. Tenho certeza que será um sucesso”, indica. Lembrando que cuidar dos detalhes de como se preparar uma carne de qualidade também é muito importante.


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Liandra Cordeiro
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