Construtor de “Tricicleta”

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TricicletaEle ganha as ruas de Araruna e as estradas da região com sua “tricicleta’ diferenciada. Mais do que a estética de um triciclo e a leveza de uma bicicleta, o metalúrgico Sidney José da Silva inventou um veiculo próprio de três rodas cujas características técnicas desenvolvidas por ele fazem toda a diferença, tais como sistemas únicos de troca de marchas com três tambores, freio de disco adaptado e arraiamento, entre outros detalhes que fazem da invenção um equipamento de lazer original.

Ney, como é mais conhecido, tem como ofício uma fábrica de cadeiras em fibra que são vendidas por um irmão, nas estradas do Brasil. Curioso por natureza, trabalha nas bicicletas aos domingos e horas de folga, mas sempre gostou de fazer coisas diferentes. De vez em quando confeccionava algumas bicicletas para amigos, mas seu xodó mesmo foi se dedicar a fazer um elemento único, onde aplicou sua intuição e criatividade. “Sempre gostei de pedalar e tive vontade de inventar coisas diferentes, fiquei matutando, aí surgiu este triciclo. Já andei, em um dia, mais de 75 quilômetros pelas estradas da região, entre Araruna, Peabiru e Campo Mourão, e vou muito bem”, ele responde tranquilamente. “É prazeroso, mesmo em subidas mais íngremes ela é muito confortável também”, fala Ney, valorizando seu instrumento de lazer.

O construtor de bicicletas já fez quatro destes modelos diferenciados, duas estão prontas, está finalizando uma terceira e uma outra foi vendida em Fortaleza, levada pelo irmão que trabalha na estrada. “A pessoa viu pela internet, se interessou e mandamos uma”, fala. Ney diz ainda que o produto está caro para os padrões de uma bicicleta, feita com peças de primeira qualidade, de marcas renomadas no mercado, além de outras que ele mesmo desenvolve ou manda fazer sob encomenda. “Muitas coisas mando desenvolver, porque não existe no mercado, outras compro, mas sempre utilizo o que há de melhor em peças, porque elas têm boa resistência, nunca me dão problemas”, diz.

Ney ainda não pensa em fabricar a bicicleta em série, porque não tem como trabalhar com volumes, devido ao custo final do produto, porque o material empregado, ainda é caro. “Hoje não tenho como investir, veio um empresário italiano aqui, ficou encantado, mas temos dificuldades porque tem muito material que emprego que não é convencional, que eu mesmo desenvolvi, e não é fácil fazer”, justifica.

“Ando aos domingos, com uma sobrinha de sete anos, são passeios bem tranqüilos, além disso, buscamos rodovias sem muito movimento ou andamos nos acostamentos. Onde passamos as pessoas ficam curiosas, admiram, pedem para pedalar, perguntam muito como é feita, é interessante”, comenta.

Fotografia: Fernando Nunes


Sobre o Autor

Regina Lopes
Regina Lopes

É jornalista há 27 anos, editora da Revista Metrópole e jornalista da Prefeitura de Campo Mourão.


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