Carol Biazin, uma nova voz

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Quem ouve o vozeirão que canta “Perto do Sol” não imagina que quem está por trás dela é uma jovem franzina de 15 anos que começou a cantar há cerca de um ano. Com uma agenda que está começando a ser pontuada com shows regionais, a mourãoense Caroline Biazin (Carol) já sabe que estar em um palco é tudo que quer da vida.

Assessorada pela C&F Produções, já está recebendo acompanhamento para, em breve, se tornar profissional. Enquanto a carreira caminha a passos conscientes acompanhados pela família, ela já colhe os frutos das duas primeiras demos, que contam com milhares de acessos nas redes sociais e começam a ser tocadas nas rádios.

Ela diz que se descobriu aos oito anos e não parou mais, cantando para amigos, família, em recitais e eventos. Mas foi em 2011 que apareceu a primeira oportunidade de se apresentar em público, num festival escolar, onde venceu com uma música da cantora Paula Fernandes. “Minhas amigas me inscreveram. Ia cantar em inglês e na última hora tive que mudar. Cantei lendo em partitura. O prêmio era uma participação no CD da dupla Cleber & Fernando, que eram jurados do festival. Por causa dessa participação nosso contato acabou se ampliando, eles gostaram da minha música ‘Seu Olhar’, e agora estou gravando cinco músicas para divulgação. No CD deles gravei a minha música ‘Pegadas’ ”, comenta.

Carol destaca o papel de Fernando Vinhote que, além de produzir, tem divulgado seus trabalhos. ‘Já dei entrevistas em Curitiba na Rádio Country, que é ótima e tem tocado minhas duas músicas. Também vou a eventos e nos shows deles onde canto a música “Pegadas”. Também tem muitas pessoas ouvindo minha música no Youtube, onde mesmo com pouca divulgação, já conseguimos mais de cinco mil acessos. Então é um ótimo resultado”, diz.

“Quando subo no palco as pessoas estranham  porque sou pequenininha, pensam que devo ter uma voz fina. Só que já tenho a voz de mulher, um timbre forte. Elas se assustam bastante.

Sobre o processo produtivo, Carol faz questão de deixar claro que também tem opinião e personalidade. “Quando estou trabalhando ouço a opinião do Fernando e ele vê se concordo com o que me propõe. Cada um tem uma opinião e ele respeita o que faço, me deixa escolher o que quero. Só que o ouço muito também, porque ele conhece o mercado, desde criança está na estrada.”

Como principiante, a cantora diz que ainda tem medo e está descobrindo o mundo do show business “Às vezes penso que não vou conseguir, mas não posso desistir. Eu sou muito tímida, tenho dificuldade para falar com as pessoas. Me acho muito pequena com meus 1,56 cm. Quando subo no palco as pessoas estranham porque sou pequenininha, pensam que devo ter uma voz fina. Só que já tenho a voz de mulher, um timbre forte. Elas se assustam bastante”, fala.

Fã de Adele, Maria Gadú, Maria Rita, Paula Fernandes e Shania Twain, Carol diz ter preferência por músicas românticas, rock e MPB e gosta muito de música internacional, mas já sabe que precisa se adaptar ao mercado para levar o que o público gosta. Para isso está montando um repertório embalado por músicas mais românticas, a grande maioria de composições próprias. “Quero cantar o que eu gosto, só que eu também quero agradar as pessoas. Então tenho que achar esse meio termo, e é difícil, porque as pessoas gostam muito de sertanejo. Estou tentando entrar um pouco nesse meio, mas ainda me identifico com uma coisa mais romântica, mais americanizada. Então vamos ver o que o povo vai achar, mas quero ir a todos os lugares, quero que o Brasil me conheça”, revela.
Compositora nata e já com duas músicas bem acessadas no Youtube (“Perto do Sol” e “Quem Entrou na Chuva”), ela fala deste processo com naturalidade incomum para quem tem 15 anos e apenas um de carreira. “Eu componho em qualquer lugar. Começo pela melodia e depois escrevo a letra. Geralmente as pessoas fazem a letra e depois a melodia, mas não consigo fazer assim. Sou do contra e na hora que vou cantar adapto à minha voz” justifica.

Sempre acompanhando de perto a cantora, a mãe, Rose Biazin, destaca que neste início de carreira há muita correria com shows, apresentações, mas não há pressa para as coisas acontecerem na vida da artista. “A Carol ainda precisa aprender muito, fazer aulas de teatro, expressão corporal, música. Ela é tímida, estamos nos programando para isso acontecer, amadurecendo nosso projeto dia a dia”, destaca.

Fotos: Valmir de Lara


Sobre o Autor

Regina Lopes
Regina Lopes

É jornalista há 27 anos, editora da Revista Metrópole e jornalista da Prefeitura de Campo Mourão.


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