Arte entre telas, tecidos e a natureza

Apaixonada por animais e natureza, a artista plástica Juliana Martini imprime em cada obra um sentimento único. Apesar de já ter feito esculturas, gravuras, fotografias e instalações, é na pintura que ela se revela mais, mesclando suas inspirações em meio às telas, tecidos e materiais diversificados, cheios de cores da flora e fauna brasileira: folhagens verdes feitas de bromélias, helicônias, cactos, bananeiras e animais. “Eles sempre estiveram presentes na minha vida e não me atrai retratar pessoas e paisagens urbanas”, explica.

“Trabalho com aplicação de tecidos desde a universidade, por ter várias texturas, cores e estampas diferentes. No início eram trabalhos conceituais, para participação em salões de artes. Agora trabalho com algo contemporâneo e comercial também. Mas, minhas técnicas são as mais variadas e estou sempre experimentando novos materiais”, conta ela.

Bacharel em artes plásticas pela Universidade de Brasília–UnB, Juliana é, há sete anos, instrutora de artes da Fundação Cultural de Campo Mourão e tem em seu currículo muitas participações em exposições e mostras pelo Brasil, com vários prêmios conquistados.

Sobre sua vivência com as artes no dia-a-dia, a artista comenta que acha prazeroso ensinar artes para pessoas que necessitam e também se realiza ao criar suas obras, pois nunca faz uma obra igual à outra e sempre pesquisa e busca novos materiais, técnicas e temas. “Trabalho com uma produção conceitual para participar de Salões de Arte Contemporânea e também produzo obras comerciais, como no caso da Exposição Doce Selvagem. Mas recebo também encomendas de pessoas que gostam do meu estilo, das paisagens, etc. Normalmente comercializo em Campo Mourão e em São Paulo,  onde tenho contatos, ou através do Blog: http://julianartistaplastica.blogspot.com ”.

Juliana lembra que as artes plásticas e os artistas ainda são pouco valorizados, precisariam ser mais bem reconhecidos. Gostaria de destacar que, atrás de todo trabalho que realizo e outros profissionais também, há sempre pesquisas, estudos de cores, de estampas. Busco sempre trazer alegria e harmonia para as telas e isso toca as pessoas quando as vêem”, diz.

Desde 1999, Juliana já participou coletivamente de 14 exposições, salões de artes e bienais de pinturas, xilogravuras, fotografias e outras técnicas, promovidas em cidades do interior de São Paulo, Brasília e no Paraná. Outras cinco exposições aconteceram individualmente; entre elas, “Doce Selvagem”, a sua mais recente produção, que esteve no Teatro e SESC de Campo Mourão e ainda em Jaraguá do Sul (Santa Catarina). Juliana já recebeu premiações na Mostra de Arte e Juventude do SESC de Ribeirão Preto (SP) e ainda os Prêmios de Aquisição dos Salões de Artes Visuais da Região Noroeste, dos Municípios de Campo Mourão, de Cianorte e de Terra Boa.


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