Visual merchandising: de olho no ponto de venda

Não é novidade o fato de que a globalização e o avanço exponencial da tecnologia tornaram o consumidor muito mais exigente. Hoje, as marcas precisam modificar a experiência de compra – dentro e fora do ponto de venda – de acordo com as necessidades do seu público. Nesse mar de opções, o grande desafio de toda empresa, e focando agora no varejo de moda, é apresentar um diferencial constantemente inovador e conectado às rápidas transformações do mercado.

O Visual Merchandising é uma ferramenta do marketing que está intimamente ligada à identidade e imagem da marca. Ele atua no ponto de venda, envolvendo diversas ações dentro do espaço comercial (a produção da vitrine, o mobiliário, a iluminação, o perfume ambiente, a disposição das roupas nas araras, a temperatura do interior da loja, as embalagens, a música etc.). Todos esses aspectos sensoriais são extremamente importantes e vão influenciar diretamente a decisão de compra do consumidor. E não basta apenas atrair o público para dentro da loja, a ideia é que ele permaneça o maior tempo possível nela.

É importante que o lojista tenha a consciência de que tudo no ponto de venda – desde a forma como o cliente é recebido até a disposição dos produtos no balcão – produz significação, comunica características da loja. Portanto, é necessária uma ambientação que esteja em harmonia em todos os seus aspectos.

Segundo Sylvia Demetresco*, o consumidor sempre espera por algo novo, inusitado. As lojas precisam ser espaços de interação e diversão. A tecnologia já não é um diferencial, mas sim a forma como ela é utilizada. É necessário acompanhar as tendências do mercado, conhecer seu cliente e procurar prever o futuro próximo de acordo com as reações do público.

Edson Recco** complementa que “O design é importante dentro de uma empresa, especialmente no ramo da confecção. Hoje os consumidores buscam satisfação e desejo ao adquirir um produto. A identidade de uma marca e um design adequado ajudam muito na escolha do seu produto ou do concorrente. (…) A questão é como aplicá-lo: não apenas levando em conta a questão da estética, mas como disciplina transversal de todos os processos da empresa.”

Alguns exemplos de visual merchandising pelo mundo:

*Sylvia Demetresco – Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, com pós-doutorado em Semiótica no Instituto Universitário da França, em Paris. Atualmente reside em Paris, onde atua como consultora em vitrinismo. Autora de livros como “Tipologia e Estética do Visual Merchandising”, “Vitrinas: entre vistas” e “Vitrina: Construção de encenações”.

**Edson Recco, proprietário da Recco moda praia e fitness.
Imagens: retaildesignblog.net


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