Terceira idade: o que vestir?

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Mimi Weddell

Mimi Weddell

Dia desses, em encontro com uma amiga que é terapeuta ocupacional, conversávamos sobre a relação entre moda e saúde.  A pergunta era sobre como o modo de vestir afeta a rotina de cada pessoa. N´outro momento o assunto era o crescimento do mercado de moda voltado para o público idoso.  Como na sua atividade ela atua muito com esse público, a meu pedido, ela gentilmente escreveu o texto – que agora divido com vocês – sobre como a roupa influencia nas atividades da terceira idade. A seguir o texto, na sua íntegra:

“Atualmente os idosos se adequaram à moda vigente sem, no entanto, abrir mão do conforto e da segurança. Verifica-se a preferência pela utilização de roupas maleáveis e confortáveis, embora o jeans seja adotado com maior freqüência.

Por outro lado, em decorrência do processo de envelhecimento, o idoso se depara com alterações em seu organismo, as quais podem gerar limitações funcionais e interferir diretamente no vestuário utilizado por esta população. Idosos que apresentam deficiência visual, por exemplo, podem apresentar dificuldades na atividade de se vestir. Neste caso, utilizar roupas feitas com tecidos que não amassam é uma mudança que pode facilitar a vida cotidiana dos mesmos.

Além disso, verifica-se na idade adulta avançada a prevalência de determinadas condições de saúde, tais como o Acidente Vascular Encefálico (AVE) – o conhecido “derrame”. Um idoso que sofreu um AVE pode ter, como sequela, limitações em habilidades sensoriais e motoras e conseqüente dificuldade em manusear botões, zíperes, cadarços e fechos. Para garantir sua independência na atividade de vestir, o idoso poderá dar preferência para roupas e sapatos com velcro ou elásticos, os quais são manipulados mais facilmente.

Outra preocupação na idade adulta avançada é com a prevenção de quedas, as quais acarretam grandes prejuízos funcionais ao idoso e podem levar até mesmo à morte. Para evitá-las, o idoso pode utilizar calçado fechado, com saltos baixos e sola antiderrapante. Chinelos ou sandálias sem fecho na parte posterior são, dessa forma, contraindicados.

Vale ressaltar que muitos idosos apresentam quadro de dependência e necessitam de auxílio nas atividades da vida diária, inclusive no vestir. Por isso, roupas e assessórios que são mais fáceis de colocar e retirar são priorizados.

A seleção e adequação do vestuário com base nas habilidades e limitações apresentadas pelo idoso representam formas de apoiar a autonomia deste e contribuir para a manutenção/melhora de sua qualidade de vida.“

Minha amiga, Fernanda Piantoni Gonçalves, atualmente residindo e trabalhando em Curitiba, de família mourãoense,  é terapeuta ocupacional graduada na UFPR (Universidade Federal do Paraná) e atua junto à população idosa na área de assistência social, na capital.

Foto: advanced style

 


Sobre o Autor

Joseane Larissa
Joseane Larissa

Bacharel em Moda - UEM. Produtora e Designer de Moda.


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