Maternidade na maturidade

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Ter um filho aos 40 pode ser uma aventura ainda mais gratificante do que aos 20, contam mães ouvidas por Metrópole. Paciência e experiência fazem a diferença, garantem.

Qual a melhor hora para ter um filho? 

Para algumas mulheres, logo na juventude. Depois do casamento, por que não “completar” a família logo de cara? Para outras, a maternidade pode esperar a ascensão na carreira, as viagens e todas as vantagens que uma pessoa livre e desimpedida pode ter para curtir a vida. EMeire com as gêmeas Ana Carolina e Maria Fernanda para as mulheres com mais de 40, o que uma gravidez pode trazer? Muita realização. Para a Meire e a Kátia, que têm 40 e poucos anos e crianças pequenas em casa, foi isso mesmo, além de um frescor maior para a vida.

Rosimeire Aparecida Lino Grugel de Souza, a Meire, engravidou das meninas Maria Fernanda e Ana Carolina, de quatro anos, aos 41. Ela foi mãe pela primeira vez aos 20 anos e, com o filho já adulto, nem pensava em ter um novo filho. “Até que numa troca de anticoncepcional aconteceu. Levei um susto”, brinca. Susto maior só quando, aos três meses, fez um ultrassom e descobriu que, em vez de um, esperava dois bebês, idênticos. “Uma gravidez com essa idade já é mais arriscada, imagine, então, Maria Fernanda, Meire e Ana Carolinade dois!”, detalhou. Para encarar a aventura, ela contou com o apoio do marido, que também não imaginava real a possibilidade de ter um filho, mas que ficou feliz da vida com a novidade.

A gravidez das gêmeas, contrariando seus prognósticos, foi bastante tranquila. “Tive muito menos problema que na primeira vez, com meus 20 anos. Aliás, foi como se fosse a primeira vez, nem lembrava direito como era”, recorda. No trimestre final da gestação, conta, passou por problemas de saúde, como o aumento da pressão arterial, que foram contornados. As gêmeas nasceram prematuras, mas saudáveis. “O desafio foi aprender a ser mãe de bebê novamente”, ressalta.

Tive muito menos problemas que na primeira gravidez, com meus 20 anos. Aliás, foi como se fosse a primeira vez, nem lebrava direito como era. (Rosimere)

Com as meninas, ela conta, pode aproveitar mais a maternidade, sem a preocupação que a inexperiência dos 20 anos trazia. “Tenho mais maturidade, mais paciência, curto mais. Tenho a impressão de que quando tive elas, fiquei muito mais tranquila e realizada”, salienta.

Presente de Deus 

Kátia e Matheus HenriqueKátia teve Matheus, seu primeiro filho, aos 40 anos. Aproveitou bastante a juventude, foi às festas que quis ir e fez muitas viagens antes da chegada do filho, sem se preocupar com a chegada da maturidade ou uma criança para deixar seu legado.  Foi só depois dos 35 anos que reencontrou seu namorado de adolescência, com quem tinha feito planos de casar e ter filhos, que a possibilidade de ser mãe voltou à tona.

Teve uma gravidez fracassada antes, mas quando decidiu que era hora de ser mãe, engravidou na primeira tentativa. “E tive uma gravidez absolutamente tranquila. Claro que ouvi muita coisa, de muita gente, dos riscos que poderiam ocorrer, mas não tive problema algum e o Matheus nasceu absolutamente saudável”, conta.

O que conta negativamente na equação de ser mãe na maturidade, segundo ela, é a energia. São histórias pra contar, bola para jogar e muito colo pra dar a qualquer horaKátia e Matheus Henrique do dia, principalmente agora. Kátia perdeu o marido há menos de um ano e conta com a ajuda dos pais e da família para cuidar de Matheus, que aos dois anos e sete meses, esbanja energia.  “Estamos ainda mais próximos, mas com ele não tem tempo ruim. Mesmo na minha hora de almoço ele está me chamando para brincar de esconde-esconde”, ressalta.

Na balança dos prós e contras, ela diz que a maturidade é um peso considerável para ter um filho depois dos 40. “Já passei por muita coisa, me senti preparada. Depois da chegada do Matheus, que o próprio nome já diz que é um presente de Deus, me sinto muito feliz e realizada”, completa.

Mais maduras 

Os casos de Kátia e Meire ainda são raros. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de cada 100 crianças nascidas no Paraná, duas são filhas de mães que engravidaram depois dos 40 anos. Hoje a maior parte das mulheres, ainda de acordo com o IBGE, prefere ter os filhos cedo, antes dos 30.

A grande mudança é que agora os 30 são os novos 20, principalmente para as mulheres com mais escolaridade. De cada 100 crianças nascidas, 19 têm mães de 30 a 34 anos, nove têm mães de 35 a 40 anos. Para a Kátia, a maternidade aos 40 foi ideal. “Tive oportunidade de fazer muitas coisas sozinha. Agora quero fazer tudo de novo, mas com ele”, define.

E você, que idade acha ideal para ter filhos?


Sobre o Autor

Gracieli Polak
Gracieli Polak

Gracieli Polak é jornalista e blogueira, especialista em escrever sobre quase todo assunto – especialmente os que lhe agradam.


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