Esse negócio de ser Pai

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Histórias e lembranças da influência de pais na vida de filhos.

Quando perguntados sobre uma lembrança marcante da experiência de ser pai, cada um respondeu de um jeito. Mas quando foram provocados a falar de sentimentos, todos são unânimes em dizer: é uma alegria ser pai. E não é preciso mais perguntas para que eles falem das responsabilidades e dos medos, mas também da satisfação de ver os filhos seguindo seus ensinamentos.

No mês dos pais, nada mais justo do que colocá-los como personagens principais. Ao buscar pais de Campo Mourão, com profissões e histórias diferentes, a Revista Metrópole encontrou as principais lembranças deles nesse negócio de ser Pai. Eles mostram que conseguem ver,na paternidade, diversos motivos e satisfações, que vão além de todo o peso da responsabilidade e da alegria em cada conquista dos filhos.

Esse negócio de ser pai

 

Nossa homenagem vem em forma de personagens, de homens retratados, contanto histórias e relembrando momentos que envolvam os filhos. Lembranças estas que não são as mesmas de filhos e que nem sempre são sobre um acontecimento específico. Todos desejam ver as superações dos filhos, e alguns dizem quando foi que perceberam que fariam tudo pelos filhos.

O jovem Paulo José Montans Braga, Gerente Geral da Cooperativa Maria Macia, está em plena fase de aprendizado sobre ser pai. Com o Constantino, de dois anos, e mais uma menina a caminho, ele diz sentir a grande responsabilidade, dedicação e delícia que é ser pai. “Saber que alguém depende de você para aprender a andar, falar, a amar, a respeitar o próximo, entre tantos outros ensinamentos, é fascinante e prazeroso”, diz. Paulo aprendeu também a respeitar e admirar ainda mais seus próprios pais e esposa, e olhando para a própria família, se sente um homem feliz e realizado. “Meu filho é a pessoa que mais amo e quero poder acompanhá-lo por muitos e muitos anos”, emociona-se.

Paulo José Montans Braga

O Cirurgião Buco-Maxilo-Facial, Dr. Marcos Alcântara fez coisas que poucos pais fizeram. Quando as filhas Camila e Verônica eram crianças, ele precisava vestí-las com sainhas e sapatilhas e ainda fazer o coque no cabelo para as meninas irem às aulas de Ballet. “Imagine como ficavam os coques”, brinca ele ao relembrar. Mas a grande prova de amor era ter que assistir todos os anos, durante 10 anos, a apresentação do Quebra Nozes. Ainda assim, ele diz que é um pai muito realizado. “Só em tê-las já foi a maior alegria para mim. É muito bom poder participar de todas as suas conquistas e alegrias”, emociona-se. Hoje, Camila é Médica e Verônica é Advogada. “Como não ser feliz?”, completa o pai orgulhoso.

Marcos Alcântara

 

E por falar em doutores, ter pai e mãe médicos, com certeza, foi algo a mais na infância de Luara (30 anos) e Maiara (21 anos), filhas do Ginecologista Dr. Antônio Carlos Cardoso. Em uma das viagens de família, o telefone tocou e era um paciente com os mesmos sintomas que Maiara, que tinha então 7 anos de idade. Imediatamente a pequena garota indicou a medicação que estava usando. “Ser pai é ter a possibilidade de ver a nossa vida continuar, mas sem a nossa interferência direta”. Nenhuma delas escolheu a medicina, mas com certeza, carregam um pouco do ideal médico sobre ajudar pessoas.

Antônio Carlos Cardoso

 

O Elói Bonkoski é pai dos jovens Bernardo (25 anos) e Gustavo (23 anos). Considera-se grato a Deus, porque, apesar das preocupações, a experiência de ser pai é infinitamente mais prazerosa e gratificante do que os ‘cabelos brancos’ ganhos graças aos cuidados e dedicação à educação e formação dos filhos. Dos momentos marcantes com os filhos ele relembra da alegria de ensinar-lhes algo e verificar que aprenderam bem e se tornaram melhor do que ele. Ensinou os meninos a jogar tênis e esperava pelo dia em que eles ganhassem dele. “E, bem mais rápido do que eu pensava, este dia chegou e pela primeira vez pude experimentar a verdadeira derrota com sabor de vitória”, diz.

Elói Bonkoski

 

Romeu Hermógenes, proprietário da Casablanca Vídeolocadora, é pai de Sara (25 anos), Amanda (24 anos) e Ana Flávia (22 anos). O nascimento das três meninas foi uma surpresa “indescritível” para ele, já que não quis saber o sexo do bebê, antes do nascimento. “Ser pai é saber que temos uma responsabilidade muito grande, pois temos que educá-las num mundo tão conturbado, onde os valores morais estão tão deturpados. Quando vemos que elas já venceram várias etapas de suas vidas, nos sentimos realizados”, diz o pai orgulhoso.

Romeu Hermógenes

 

“As maiores alegrias no dia a dia de ser pai é a percepção do crescimento físico e interior dos filhos, longe das drogas e de outras oportunidades de saírem do bom caminho”, destaca o Dr. Marcos Corpa, pai da Maria Carolina, do Marcos Antônio e da Ana Cristina. Nascimentos, formaturas e casamentos foram grandes emoções para ele. Mas sorri, ao relembrar das férias de 1986, em que a mãe dele viajou junto com a família para o Nordeste. A ideia era que ela pudesse cuidar das crianças à noite para o casal poder sair um pouco sozinhos. “Sabe quantas noites ficaram com a minha mãe? Nenhuma. Eles só não choravam com a figura do pai ou da mãe por perto”, comenta.

Marcos Corpa

O pai de Ana Beatriz, de 11 meses, é Celso Junior, um dos proprietários das Lojas Riolar. Cada descoberta e cada aprendizado de Ana são uma surpresa e alegria para o jovem pai. Ela está sempre tentando imitar os pais e fica muito feliz quando consegue. “Todos os dias ela acorda e abre um sorriso enorme para nós e neste momento vejo a verdadeira presença de Deus através da vida dela. Como o nome dela significa: ela é cheia de graça e nos traz muita alegria. Hoje sou muito mais feliz e a vida dela nos completa como família”, emociona-se Junior.

Celso Júnior

Fabrício Zagotto, um dos proprietários da Vip Access Formaturas e administrador do Celebra Eventos, é mais um que ainda está conhecendo as novidades de ser pai. Seu primeiro filho, Joaquim, de apenas quatro meses, lhe trouxe esta sensação indescritível. “Você sente algo diferente, é um amor maior, algo totalmente novo. Cada dia, cada gesto, cada sorriso, cada som novo. A descoberta é diária”. O jovem pai diz que o filho alterou não só a rotina, mas também as prioridades. “Hoje vivo por ele e por nossa família”, completa.

Fabrício Zagotto

Não importa há quanto tempo se é pai, ter uma vida que depende da sua, com certeza muda um homem. Crianças precisam aprender tudo sobre o mundo e a vida. Elas precisam de uma referência e de alguém que possa lhes dizer por onde caminhar, onde pisar. Os pais mais jovens sentem que possuem este papel e precisam aprender diariamente a fazer o melhor possível. Quando os filhos são jovens, a busca é encontrar neles um pouco do que já se ensinou e quando crescem, os pais relembram dos erros e acertos, e guardam junto com as lembranças, o orgulho de ver o filho bem.

Fica aqui a homenagem a todos os mourãoenses que são mais felizes após a paternidade. Conseguir estes sentimentos e lembranças foi uma vitória, já que revelar emoções não costuma ser tarefa de pai. Suas histórias e comentários são diferentes, mas as suas intenções, com certeza, são praticamente as mesmas.

 

Fotos: Fernando Nunes


Sobre o Autor

Liandra Cordeiro
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