Amém Futebol Clube

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Não tem santo, nem salvador, mas é sagrado. No Brasil, o futebol é como religião. O horário do jogo do time do coração é compromisso marcado na agenda. Dia de jogo da Seleção é praticamente feriado nacional. No mínimo, a televisão está ligada no escritório.

Se o brasileiro pudesse, ele levava uma bola para a igreja ou para o terreiro. Ela, junto com a camisa do time do coração, é idolatrada. Essa relação do futebol com a religião é objeto de estudos desde 1930. Assim como religião e espiritualidade, o futebol também influencia modos de vida e manifestações populares. Ele agrega grupos e separa um grupo de outro. Bem como a religião.

Essa paixão nacional dura quase 100 anos. Neste exercício de fotoilustração ela aparece como sacra, para representar o que é. Para representar nosso jeito diferente de crer no futebol. Nosso jeito de jogar futebol. É religião, é arte, é cultural. Colocando a culpa dos resultados ruins mais em um deus do futebol, numa urucubaca, num trabalho umbandista, do que na qualidade técnica dos jogadores e equipe.

Fotoilustração: Fernando Nunes


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Liandra Cordeiro
Liandra Cordeiro


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