Almerinda e os Tutus

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Você pode até nunca ter dançado na vida. Mas, basta colocar um tutu e pode-se ver uma bailarina. Esta parte do encanto, da graça e do glamour do ballet, tem tudo a ver com Almerinda Gonçalves dos Santos, responsável, há oito anos, por confeccionar os figurinos da Academia Municipal de Ballet da Fundacam e de outros grupos locais e especialmente os tutus, as peças mais essenciais no guarda-roupa e na vida de uma bailarina.

O trabalho tem sido intenso. Em 2012, de agosto até dezembro, Almerinda teve que aprontar mais de 400 trajes para 17 coreografias diferentes dos espetáculos do Academia da Fundacam e de mais duas companhias locais. Todos cortados e costurados um a um, sem folga, de domingo a domingo.
Costureira autodidata com 20 anos de profissão, Almerinda começou a se relacionar com os figurinos do ballet em 2004, através de trabalhos com a bailarina Samantha Andrade, e hoje se sente realizada. “Para mim, cada apresentação é especial, me orgulho do que faço, vendo as peças no palco. Já fiz de tudo em costura, e me sinto agradecida porque não fiz cursos para isso. Com a experiência do ballet, acabei por atender também pessoal do circo, com trajes um pouco mais difíceis de confeccionar. Mas, também é gratificante vê-los embelezando os palcos. Antes disso, nunca havia visto um espetáculo de ballet, e nem tinha interesse. Com a vivência passei a gostar e me encanto cada vez mais com esse mundo”, concluiu.

Fotografia: Fernando Nunes e Valmir de Lara


Sobre o Autor

Regina Lopes
Regina Lopes

É jornalista há 27 anos, editora da Revista Metrópole e jornalista da Prefeitura de Campo Mourão.


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