Uma mourãoense no Jornal da Globo

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Evane BertoldiHá quem não vá dormir sem antes assistir às últimas notícias do Jornal da Globo. O que muita gente não sabe é que por trás do Jornal, que informa o que acontece no Brasil e no mundo, existe uma mourãoense de coração. Conheça Evane Bertoldi, a editora do Jornal da Globo.

Apesar de ter nascido na cidade de Colorado, no estado do Rio Grande do Sul, Evane se considera mourãoense. Pois foi na cidade das andorinhas que ela, os pais e os três irmãos viveram grande parte da vida. “Estudei no Colégio Estadual de Campo Mourão e trabalhei na agência do Bradesco. Não queria fazer faculdade em Campo Mourão, por isso decidi fazer cursinho até conseguir passar numa universidade pública, já que na época minha família não tinha condições de me bancar”, lembra. Ela queria ser advogada, mesmo com seu pai, Idemar Bertoldi, não simpatizando muito com a ideia. Ela tentou vestibulares em Maringá e Londrina, mas não passou. Foi quando decidiu tentar jornalismo na Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG e passou. Lá ela trabalhou no Bradesco e no Jornal da Manhã.

Já formada, voltou para Campo Mourão para trabalhar na assessoria da prefeitura de Campo Mourão, no mandato de Rubens Bueno, a princípio, junto com a assessora de comunicação da época, Rosana Bond, a quem posteriormente Evane substituiu. Ao fim do mandato, ela se mudou para Maringá, quando trabalhou com Ézio Ribeirette, montando o Canal Educativo de Maringá – Canal CEM. “Lá aprendi a fazer televisão. Apresentava o jornal, era editora, produtora. Fiz de tudo um pouco”, disse.

Até que um dia, a oportunidade de entrar para a segunda maior rede de TV comercial do mundo surgiu, através de uma amiga da faculdade. “A Denise Lacerda, minha amiga dos tempos de faculdade, me ligou pra dizer que tinha uma vaga na Globo Brasília. Larguei tudo em Maringá e fui pra Brasília fazer o teste. Passei e fui contratada em 1998”.

Na Globo Brasília ela começou como produtora do Bom Dia Brasil, produtora e repórter do Bom Dia DF. Depois foi editora do DF 1ª. edição, da Globo News, do Jornal da Globo e do Jornal Nacional. Morou na Capital Federal até 2006, quando decidiu se mudar para São Paulo. Ao chegar em SP, atuou um ano na edição do Bom Dia Brasil e depois passou a integrar a equipe do Jornal da Globo, onde está até hoje. Ela ainda passou uma temporada no Fantástico, no Bem Estar e Jornal Nacional.

Evane afirma estar realizada na profissão. “É um prazer e um privilégio estar onde estou. Foi na Globo que me especializei profissionalmente. É uma empresa que prima pela qualidade técnica do produto. Gosto dessa ideia do melhor, de buscar linguagens diferentes. De aprender”, afirma.  E durante o trabalho ela participou de grandes coberturas, como a vinda do papa Bento XVI; as posses dos presidentes Lula e Dilma; o incêndio na boate Kiss, de Santa Maria – RS; e a ocupação da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.

Evane com a equipe do JGAtualmente, além de cuidar dos temas política e tecnologia, Evane é editora especial do JG. Uma das séries produzidas foi sobre neurociência – “Cérebro, máquina de aprender”, com a apresentadora do Jornal, Christiane Pelajo, e apoio do editor-chefe Jorge Sacramento. O resultado não poderia ser diferente, a série foi indicada pela TV para concorrer ao Emmy (prêmio máximo da TV). “Fizemos a inscrição e estamos esperando. Agora temos que passar pela inscrição e torcer para sermos escolhidos. É um longo processo, mas só o fato de termos sido indicados, já foi uma alegria”, comemora. Ela também foi finalista do prêmio CNI, em duas categorias, em 2012, com a coluna Conecte, do Jornal da Globo, que fala sobre tecnologia.

Em Campo Mourão, além de lembranças, ainda tem muitos amigos e a família, que ela, sempre que pode, vem visitar. “Quando chegamos a Campo Mourão, eu e meus irmãos fizemos parte do CTG Índio Bandeira, onde eu dançava e declamava. Fui eleita a primeira Prenda do Paraná. Uma época muito feliz. Viajávamos, participávamos de concursos de dança. Foi no CTG que aprendi a usar a palavra”, recorda.

Evane não tolera o preconceito. Para ela a intolerância faz os seres humanos piores. Buscou na psicanálise o auto-conhecimento, e diz que assim conseguiu se relacionar melhor com as pessoas. “Acredito que neste mundo tão capitalista, ajudar o próximo, praticar a generosidade e a caridade é obrigação de todos nós. Tentar melhorar um cadinho o mundo que está à nossa volta. Pode ser pouco, mas de pouquinho em pouquinho, com um olhar amoroso, gratidão e paciência, podemos tornar o mundo um lugar muito melhor”, conclui.

Fotos: Globo/ Zé Paulo Cardeal


Sobre o Autor

Renato J. Lopes
Renato J. Lopes


6 Comentários


  1.  
    Ver Battilani

    Está e a querida Evane. Temos orgulho de você. Um forte abraço!




  2.  

    Estivemos juntas em muitos eventos. Estou feliz e compartilho de todos os elogios. É merecedora. Parabéns




  3.  
    Evane Bertoldi

    Querida Lorenilda Gomes! obrigada!!! bjs




  4.  

    Fico feliz quando leio algo assim, alguém que venceu…ou que vence! Exemplo de que se deve lutar, batalhar!




  5.  

    Dá uma olhada nessa matéria: Ana Eduardo Palma Palma, pensei no Projeto Novos Rumos e vc tbem Bea Ramos, vai gostar…




  6.  

    Evani que alegria ver voce saudades dos tempos do CTG





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