De novo no Boteco

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O sucesso foi tanto, que mais uma vez a Metrópole foi até o Boteco do Italiano para acompanhar o movimento no bar mais famoso entre os universitários de Campo Mourão. E o que encontramos por lá? Espie!

São pouco mais de 18 horas e o movimento na rua do bar já está intenso. Para passar pela calçada é preciso acompanhar o fluxo de pessoas que se deslocam de uma para outra mesa. Garrafas de cerveja suam sobre as mesas de plástico, enquanto um cheirinho de petisco gostoso vai chegando ao ambiente. As primeiras porções estão saindo e os fiéis clientes do Boteco do Italiano já vão se instalando para mais uma quinta-feira animada.

As mesas amarelas e vermelhas vão sendo ocupadas rapidamente, seja por senhores empresários frequentadores do boteco desde lá do seu começo, como também pelos novos clientes, que desceram em peso da universidade. Em algumas mesas há gente jogando xadrez avidamente, enquanto em outras quem é esperto é o garçom, que repõe as cervejas rapidinho. Mas, o que tem esse bar para ser tão eclético e unânime entre seus frequentadores? “Cerveja sempre bem gelada”, argumenta o empresário Tuta Casali, que ainda reforça: “E o bom atendimento, principalmente da dona”.

Na mesa do lado de Tuta, vários amigos de outras e dessa época conversam animados. Eles também são da leva de clientes que frequentava o bar lá dentro, conversando e bebendo no balcão – e sustentam que o balcão sobressalente, encostado na parede interna do boteco, pertence a eles.

Continuaram a frequentar o bar mesmo depois da “invasão” dos universitários e se renderam às mesas. “Aquele balcão é nosso, mas aqui é nosso ponto de encontro para cerveja”, defende o empresário Renato Staniszewski. Para o colega e fazendeiro Roberto Barth, o ponto não tem erro. “Aqui é o caminho de casa, o caminho da roça. O negócio cresceu, mas gostamos do movimento”, conta.

Para as estudantes Ariella Brito e Aline Leutner, o que conta muito é o atendimento carinhoso que recebem dos proprietários que, mesmo com todo o movimento das quintas-feiras, encontram tempo para sempre perguntar se estão bem. “Fiquei quatro meses sem vir aqui, por causa da greve da UTFPR e hoje, quando cheguei, a vó já veio falar comigo, me abraçar, perguntar como estava”, conta Ariella. E se sentir acolhidos é o que eles querem. “Faz toda a diferença essa atenção, esse carinho que eles têm com a gente, que é muito bom. E é claro que a gente tem de falar da cerveja, que está sempre gelada”, ressalta Aline.

Por que quinta?

Não tem promoção, não tem mais mesas, não tem nada de diferente dos outros dias da semana. Os estudantes acham mesmo que o sucesso da quinta no Italiano deve-se ao  fato da expectativa da sexta- O esquenta do fim de semana, então, tem de ser no Boteco, e é isso que supera todas as expectativas de clientes.

Para quem quiser conferir de perto, basta chegar cedo para garantir uma mesa, aconselham os frequentadores. É recomendável também garantir fichas, antes que elas acabem. E a dica de quem frequenta o mesmo bar há quase 40 anos só pode ser uma: cervejinha com torresmo.


Sobre o Autor

Gracieli Polak
Gracieli Polak

Gracieli Polak é jornalista e blogueira, especialista em escrever sobre quase todo assunto – especialmente os que lhe agradam.


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