Gente que cuida – parte 1

Eles descobriram na adoção de animais um jeito diferente de receber e dar amor. Seja retirando do Canil Municipal, abrigos e feiras ou socorrendo os que estavam judiados nas ruas, encararam um desafio de oferecer dignidade e um lar a estas criaturas que, mesmo sem raça definida, doentes e traumatizados, retribuem com generosidade e amor tudo o que recebem: cuidados médicos, carinho, proteção. Conheça suas histórias e sensibilize-se também.

 

Valéria, Carolina e Fabiana Rezze &  Suzei e Kika

Valéria, Carolina e Fabiana Rezze &  Suzei e Kika

As cachorras tiveram sorte depois de passarem por situações extremas de maus tratos. A primeira não andava, tinha patas quebradas, não tinha pêlos, e estava para ser sacrificada. Ao ser encontrada pela família Rezze ficou um mês no veterinário, onde colocou pinos nas patas, e tratou outras doenças. A outra estava na rua com doenças de pele e ficou na casa depois que Carolina e Fabiana fizeram, sem sucesso, uma campanha para sua adoção por famílias da redondeza. Integradas a uma família que ama animais e não suporta vê-los tristes e doentes, Suzei e Kika são bem cuidadas, alegres e gostam de pular na piscina. Na casa também há quatro gatos adotados: Nano, Unguio, Maricotinha e Nina.

 

Danielle Lucca Cavalheri & Guri

Mimado por toda família, Guri adora passear de carro. Ele foi encontrado bem fraquinho numa feira de doações de animais quando tinha um mês. Na época, sua chegada foi importante para ajudar a família a superar a perda de outro cãozinho. Hoje aos sete meses, e muito bem tratado, tem o dobro de peso e já fez muitas travessuras. É o xodó da família e faz companhia à outra cachorra da casa, a La Toya. Educadinho”, como diz Dani, ele é a própria sombra da dona e a segue por todos os cantos.

 

Debora Uhdre &  Docinho e Céu

Uma teve o nome inspirado no cartoon Meninas Super Poderosas e a outra é muito curiosa e receptiva. Docinho e Céu fazem a alegria da casa, mas têm marcas muito profundas dos maus tratos que sofreram. Céu teme chutes – ainda que em brincadeiras – e Docinho tem medo de homens com bonés e demorou a se acostumar com o pai de Deborah. Bonitas e saudáveis, encontraram uma mãe que dividem semanalmente com outras dezenas de cães do abrigo, onde Deborah é voluntária.

 

 

  Alessandra e Alessandro & a Trupe

Na casa estão cinco cachorros e dois gatos – todos recolhidos das ruas do Jardim Copacabana e do abrigo. Negligenciados, magros, doentes e sem banho, foram acolhidos pela família de Alessandro Amorim, que é voluntário no abrigo. Depois de muito carinho, ainda administram com prazer as personalidades de cada um. Posaram para o portrait – com Alessandro e a irmã Alessandra – a tímida Xuxa, o nervosinho Pimentinha e o tranqüilo Pingo. Os demais acompanharam de longe.

 

 

 

Dayane Guaiume Grande & Lance

De cara dá para ver que ele é “hiperativo”. Muito brincalhão, conquistou espaço especial no coração de Dayane, que o chama de Nego. Ajudada pelo marido Jeferson, ela deu nova vida ao filhote que, de tão debilitado, não andava, tinha parvovirose e estava junto com quatro irmãos – também doentes. Indicado pelo abrigo, eles receberam o animal que precisou ficar cinco dias internado até sarar. Hoje, um ano e meio depois, Lance é a alegria da casa.

 

 

 

 Ana Paula & Bono

Sua historia é trágica, mas com nome de artista mostrou que veio para brilhar. Aos oito meses Bono quebrou duas patas, num atropelamento. Arrastou-se pelas ruas vários dias até chegar ao canil municipal, onde ficou 40 dias à beira do sacrifício. Ao tirar uma foto no local, para um site, Ana Paula Chimináccio se apaixonou pelo Golden Retriever com nome de artista, de apenas quatro quilos, e se propôs a dar-lhe um lar. Os primeiros cuidados foram no hospital veterinário, onde foram necessárias três cirurgias ortopédicas. Há quatro anos com Ana Paula, Bono tem 38 quilos, é o pop star da rua e figurinha carimbada na feira do Jardim Country, fazendo companhia para a cocker Duda.

 

Elenize e os 10

Para Elenize Guimarães Deleffe, se sensibilizar com a dor, cuidar e tratar bem dos animais, mais do que opção, é também missão. Além de ter em casa 10 cachorros, ela ainda cede espaço ao lado para um abrigo onde estão dezenas de outros, cuidados por voluntários.  A missão tem contornos quase heróicos porque, dos 10 cães que mantém em casa, sete são adotados, três são amputados. Nestas histórias de resgate estão Leka, nascida de Cidinha, que ficou pra trás depois que seu dono vendeu a casa onde morava- e muito machucada precisou ser amputada. Depois vieram Neguinha, que ficava na porta da igreja; Zezão que, amputado, era rejeitado por muitas pessoas e Bambinha, cujo dono era um catador de papel e que foi atropelada. Branca, é a única de raça definida, que ninguém quis por ser hiperativa, mas conquistou a casa com seu jeito espoleta. E tem o Duque que inverteu os papéis, adotando o pai de Elenize. A família ainda compartilha dedicação e carinho com outros cães, que são dos filhos e um gato.

 

Márcia e Nina

Nina é uma poodle toy que passou por quatro donos antes de chegar até Márcia. Chegou a ter a pena de morte decretada por dois veterinários, de tão doente que estava. Um apostou nela e ela sobreviveu. Chegou à casa com depressão profunda e gastrite emocional. Recebeu atenção e carinho que a curaram. Por outro lado “salvou” a dona, que estava se deprimindo com a ausência de um dos filhos, que foi estudar fora. Inteligente e de personalidade difícil, sua vida é um colo – seu lugar preferido para dormir.

 

Elmo & Companheiro

Quando o cachorro da casa morreu, o dono resolveu ir ao canil municipal para encontrar um substituto à altura. Em meio a mais de 50 cães que latiam e rosnavam para Elmo Linhares, Companheiro foi o único que – em silêncio – conquistou um novo lar naquele dia.  Ao ser adotado estava doente e precisou de cirurgia na vesícula.  O nome foi dado em homenagem a outro cão que Elmo Linhares tinha quando criança, mas hoje diz tudo: retribuiu com alegria o carinho e os cuidados que recebe e está o tempo todo acompanhando o dono.


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Metrópole Revista
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