De frente com Sibelle Menin

0

Formada em Comércio Exterior, Sibelle pegou o gosto pelo ativismo ainda no colégio, quando foi uma “cara pintada”, na campanha das Diretas Já, e atuava no diretório estudantil. A crítica social é uma das suas marcas pessoais e usa muito as redes sociais para falar o que pensa, doa a quem doer. Já fez inimigos por reclamar de atitudes das autoridades e por divulgar o mau comportamento de colunáveis. Seu ativismo também se identifica com a causa dos animais e, como colunista, valoriza a privacidade e a isenção pessoal: não aceita cortesias, não faz vendas e não publica nada da família. Polêmica, transparente, ética? Tire suas conclusões, conhecendo Sibelle Menin.

Como você se descobriu colunista?

Sempre gostei de escrever. Comecei no Colégio Positivo em Curitiba. Lá participei de um programa que se chamava Palavra Viva. Os alunos publicam textos, que depois vão para um livro. Participei por quatro anos e em um deles fiz o melhor texto. Antes de voltar a Campo Mourão fiquei dois anos na França, onde fiz intercâmbio e estudei literatura. Eu lia os jornais e pensava: “eu poderia fazer isto de outra forma”. Até que um belo dia, já de volta a Campo Mourão, lendo a Tribuna, vi um texto que estava na coluna social, publicado em primeira pessoa e com opinião. Sempre gostei de me posicionar e reescrevi a coluna que havia sido feita. Fui lá e disse: “olha, tenho essa ideia para fazer a coluna e gostaria de saber se posso fazer”. Resolveram apostar em mim, acharam-me corajosa e destemida por me oferecer para reescrever a coluna. E a gente começou esse trabalho há 14 anos.

Nestes 14 anos o que você lembra que foi mais relevante?

São coisas muito interessantes. Uma das primeiras pessoas de quem falei bem, ou que enalteci na coluna, foi uma pessoa muito importante na cidade, que era o senhor Antonio Introvini. Ele tinha a humildade dos grandes e escrevi isso na coluna. Deixei-o emocionado, por que era um marceneiro antigo de Campo Mourão. Uma pessoa realmente muito humilde e um sábio. O que ele falava interessava muito, mas não havia sido homenageado como deveria. E eu fiquei mais feliz por poder ter me comprometido com ele, de ter falado bem dele e mais um monte de gente.

Às vezes você dava uns “pitacos” sobre o comportamento das pessoas. Com o tempo isso diminuiu. Foi uma decisão sua “maneirar” ou você foi cobrada por isso?

Não, dentro do jornal tive sempre absoluta liberdade de trabalhar, da melhor forma que achasse e nunca fui cobrada com relação a isso, mas eu mesma me policiei. Imaginei que existe o limite entre você ser crítica e ser sarcástica e não ter a liberdade de trabalhar bem com as notícias. Então diminuí um pouco, mas não parei. Algumas pessoas ficaram mais prevenidas em relação a mim. E tem alguns comportamentos que já não identifico mais no ambiente que estou, mesmo sendo discreta, frequentando pouco os lugares. À medida do meu possível é pouco, mas sou assim e acho que as pessoas se policiam um pouco mais quando estão perto de mim.

Você disse que frequenta poucos lugares. Por ser colunista ou na vida você também é mais “recolhida”?

Gosto de ficar entre os meus. Tenho uma turma de amigos que é muito eclética, composta de gente de todo tipo, de classes sociais e profissões diferentes. Prefiro me preservar de alguns lugares. Saio realmente pouco. Mas mesmo nos lugares que tenho obrigação profissional de ir, vou com muito carinho. Entendo que é trabalho e na minha diversão eu mesclo entre ser a Sibelle e ser a Colunista.

Você já foi processada ou recebeu reclamações pelas publicações?

Recebo muito email anônimo. Isso é complicado, porque me identifico, dou a minha cara a tapa, estou ali, dou minha opinião e a pessoa, não. Eu acho que os proprietários do jornal devem receber, mas eles nunca passaram isso para mim. Algumas pessoas se incomodavam com aquilo que eu escrevia e com o tempo eles perceberam que conquistei espaço, viram alguns posicionamentos profissionais que adotei desde o começo do meu trabalho que permanecem até hoje e que me mantêm dentro do jornal. Por exemplo, não aceito cortesia. Nenhuma, nada, não aceito convites. No local que sou convidada, se eu for com a minha família, compro convite ou pago pelo serviço que recebo. E não faço vendas. É meu jeito de trabalhar. Isso me dá isenção para continuar fazendo meu trabalho da maneira que acho melhor.

Atualmente a coluna social está muito caracterizada por publicar fotos e legendas. Emite poucas opiniões. Isso te incomoda ou você vê isso com naturalidade?

Preferia fazer uma coluna mais de opinião, gosto mais de trabalhar assim. O jornal tem os seus compromissos profissionais e as pessoas vão até o jornal para ver as outras pessoas. Então efetivamente quem gosta de ler coluna é difícil. Gostam mais de ver a coluna, entendo e respeito. A razão de eu estar no jornal são os leitores e sem eles eu não consigo fazer nada. Então respeito muito a opinião deles. Quando pego muito pesado, me dão um puxão de orelha.

A sessão “Nota 0” e “Nota 10” é a mais vista na sua coluna?

É. A gente faz várias pesquisas. Trabalhamos bastante com pesquisas, e faz muito tempo que eu mesma não faço isso, quem faz são os leitores. Todos os dias recebo pelo menos duas ou três sugestões de pessoas que querem dar a sua opinião e eu me sinto um pouco responsável.

E o tênis, como ele está na sua vida?

Descobri o tênis depois dos 25 anos e gosto muito. Tenho uma turma muito animada e isso me faz feliz. Treino no Country Clube e Clube 10, até duas vezes por semana. Duas coisas que adoro são o tênis e viajar. Tanto que minha filha e meu filho jogam tênis. Ano passado e em 2010 viajamos para torneios durante 20 semanas, todos os finais de semana. Arrumamos um jeito de a família estar junta com qualidade de vida, com segurança e com esporte, que é saúde. Saíamos na sexta-feira e voltávamos no domingo, jogando torneios paranaenses. Em 2010 fui premiada pela Federação Paranaense de Tênis, terminei o ano como a número 1 da minha categoria.

Você viaja quantas vezes ao ano?

Todas as vezes que posso, muito mais do que posso e muito menos do que gostaria. Pelo menos três vezes por ano para fora do Brasil. Inclusive, no ano passado, tive uma experiência muito legal. Meu filho tinha morado na Nova Zelândia e passamos um mês lá. Em 2011 alugamos, nessa mesma época, um apartamento em Paris e fomos assistir ao Torneio de Roland Garros, a família toda. Morei em Paris quando fiz meu intercâmbio, é a minha cidade preferida, então todas as minhas viagens de alguma forma começam em Paris. No ano passado queria que meus filhos conhecessem o cotidiano, o metrô lotado, as pessoas, a maneira como andam nas ruas, saem pela manhã para comprar o pão. Não queria que conhecessem em cima de um ônibus com um guia falando espanhol. Alugamos um apartamento durante todo o torneio e fui mostrando a Europa para eles. Foi muito legal.

A razão de eu estar no jornal são os leitores e sem eles eu não consigo fazer nada. Então respeito muito a opinião deles. Quando pego muito pesado me dão um puxão de orelha.

Você poderia ser uma guia se te pedissem?

Adoraria. Recentemente uma pessoa pediu auxílio porque queria ver um hotel em Paris, onde a filha estava morando, e no fim, ela acabou alugando um apartamento porque ia ficar um período grande. Auxiliei dessa maneira. Ela sabe que sou insone, durmo pouco, fico durante as madrugadas na internet procurando coisas. No ano passado achei uma barbada, uma passagem São Paulo-Frankfurt por R$ 600.

Você tem abraçado a causas dos animais. Quantos deles você tem hoje?

Sim. Eles são oito e cada um deles tem uma história, porque cada protetor acaba sendo meio pai e mãe. Tenho um cachorrinho com 17 anos que passou por três casas e precisava de outra casa para terminar a vidinha, estava debilitado e lá se vão 8 anos. Tenho outra cachorra, dois pinschers pequenos, um gato que eu ganhei, que é a minha paixão, e outra pinscher pequena que tem 15 anos, que pensa que é filha e não sabe que é cachorra. Sou de uma casa típica italiana, onde as pessoas falam quatro tons acima do que a boa educação manda. Elas se defendem, brigam, se amam. Tudo ao mesmo tempo, tudo muito passional, e fui criada com cachorro e gato em casa. Minha mãe sempre gostou e sempre nos disse que a boa pessoa gosta de animais. Cresci acreditando nisso e trouxe isso para dentro da minha casa para junto dos meus filhos.

Você se sente uma protetora de animais?

Eu sempre tive animais e os bichos acabam caindo no meu colo. Uma vizinha na frente de casa, que era velhinha, doente terminal de câncer, antes de falecer me chamou e falou: “olha, vou morrer e já tenho quem cuidar dos meus filhos, mas da minha gata, não. Fiquei com a gatinha na casa dela, que é aqui na frente da minha. Depois de duas semanas a gata deu cria a quatro gatinhos. Fiquei com cinco sob minha responsabilidade. Não os trouxe para casa porque eles estavam habituados ali, mas castrei e continuo alimentando e dando carinho. Dentro da Sociedade Protetora eu ajo mais ou menos assim. Sou doadora de ração há bastante tempo porque entendo a necessidade e acho o trabalho maravilhoso. São todos anjos que estão ali. São muito valorosos e eu respeito muito o trabalho deles. Admiro muito o desprendimento de continuarem acolhendo. Sou protetora, já recolhi cachorros em casa. Tem dois ou três cachorros que estão sempre aqui, vêm para tratamento depois de cirurgia e eu encaminho para doação. Podendo, castro. Tenho uma verba que eu separo mensalmente para isso, para ajudar. Recebo muita crítica também, mas é um caminho que eu escolhi para a vida toda.

Você já fez inimigos por manifestar suas opiniões?

Eu não poderia passar essa vida sem me posicionar. Não conseguiria fazer isso. Não consigo ver uma pessoa maltratando outra. E tem algumas coisas que me chocam, como os que acham que em algum momento dinheiro é substitutivo para a educação. Então se for rico e poderoso não preciso tratar o garçom bem. Isso sempre me chocou muito e imaginava que poderia de alguma forma mudar isso, ou, pelo menos, fazer com que as pessoas que assim se comportam se envergonhem disso. Não é só uma questão de humanidade, é até de educação. Sempre me posicionei e paguei o preço. Isso acaba gerando inimizade. Já briguei por conta disso, mas é meu jeito. Se ficasse falando sobre chás, cafés, aniversários, nascimentos e casamentos poderia ter um momento profissional mais confortável, que não é o caso. Não estou em busca disso.

Você usa muito a mídia social. Tem algum projeto de estender isso para algo mais profissional?

Prefiro usar as mídias de que disponho nesse momento do que ter obrigação e não me divertir mais. Sinto-me privilegiada por que recebo por um trabalho que faria ainda que de graça. Gosto de escrever e conseguir receber por esse trabalho. A partir do momento que eu tiver a obrigação de fazer já vou curtir menos. Então é mais legal continuar noTwitter e no Facebook.

E etiqueta, é um bom assunto para você?

Gosto da etiqueta, não como padrão de comportamento, nem de limite, mas de civilidade. De saber que colocar o som alto no carro às 8 horas do domingo não é uma questão de falta de etiqueta, é falta de educação, é não se importar com o outro. A partir do momento que a etiqueta diz como você deve agir não só com você, mas com o outro, me interessa. Agora, saber qual o talher para peixe não é muito minha área não, mesmo porque eu tenho uma vida muito simples, não se justifica. Eu tive muita sorte de ter uma pessoa que me ensinou aquilo que sei. Durante muitos anos tive um namorado cujos pais eram diplomatas e a mãe dele, que é uma pessoa interessantíssima, percebeu um pouco da minha falta de traquejo e com muita delicadeza me ensinou as coisas dessa forma: “não sei como você faz na sua casa, mas na nossa casa fazemos desse jeito”. Sou muito grata a ela. O relacionamento não deu certo, mas ficou essa memória de ter aprendido e de poder ter a oportunidade de passar para os outros.

O que você acha das festas de Campo Mourão?

Adoro, porque isso alimenta minha coluna. Se você imaginar o tanto de emprego que essas festas geram, quanto as pessoas ganham… Enquanto houver pessoas para fazer essas festas e continuarem me convidando, vou achar ótimo. Admiro o trabalho dessas pessoas que profissionalizaram os serviços aqui em Campo Mourão. Quando comecei no colunismo, o chique era fazer estrogonofe de camarão e filé ao molho madeira. Hoje não só a comida, o Buffet, a decoração, a fotografia melhoraram como também o nível de profissionalismo dentro desse segmento aumentou muito.

Eu não poderia passar essa vida sem me posicionar. Não conseguiria fazer isso.

E as gafes dos convidados?

Tem coisas absurdas, cenas que são patéticas. Por exemplo, tem um sujeito aqui em Campo Mourão, que infelizmente a discrição não me deixa falar o nome, que coleciona guardanapos de tecido dos Buffets. Em todas as festas que ele vai, e é um homem bem sucedido, ele leva um guardanapo. Sei porque vou a muitas festas e conheço as pessoas que as fazem, os garçons, copeiras, cozinheiras, e um garçom um dia me contou: “olha, sei que você é convidada na próxima semana para tal casamento. Vai ver que o guardanapo da mesa vai sumir”. E é verdade, não sei o que ele faz. Ele deve fazer uma toalha de mesa com essa quantidade enorme que pega, porque ele é muito convidado a essas festas. Isso é reprovável, porque ele não está levando uma lembrancinha. Como já disse, não tem como uma pessoa ser meio ética. Ou você é ou não é ético.Também já vi barraco de gente com roupa igual que não sabe levar isso numa boa.

E quando você erra?

Uma das coisas que mais gosto da minha coluna é que tenho obrigação de, quando eu errar, pedir desculpas. Então funciona assim: se errei, no outro dia coloco que pisei na bola, errei. Troco nomes, todo mundo troca. Essa semana troquei o nome de uma prima pela outra. Conferi e eu achei que estava certo. Imagine, estava com uma pessoa ao telefone e coloquei o nome dela e não era, era outra pessoa. Sempre peço desculpas e coloco a nota. Uma vez uma pessoa me escreveu falando: “fico torcendo para você errar para depois você colocar o pedido de desculpas, que é mais legal”.

Já recebi fotografia horrenda, de mulheres feíssimas, escrito embaixo: “a delícia estonteante”.

Você pede fontes, checa informações?

Peço sim, ligo perguntando. Mas já dei muito furo por não checar. Ano passado noticiei que um grupo de pessoas estava fazendo uma festa comemorando o aniversário de uma pessoa e ela já havia falecido há 10 anos. Liguei para a pessoa que tinha me dado a informação, no outro dia e falei: “escute, me telefonaram falando que essa pessoa já morreu”. Ela falou: “sim, eu só não te contei o que acontece. Eles prometeram no leito de morte dessa pessoa que comemorariam o aniversário dela todos os anos seguintes e assim eles fazem, comemoram o ano em memória da pessoa…”.

A coluna de domingo é feita na sextafeira e geralmente termino entre 8 e 9 horas da noite. Entre sexta e domingo tem um espaço de tempo e ninguém está livre de morrer nesse tempo. Então já aconteceu feliz aniversário para uma pessoa que já não está mais conosco e o que eu posso fazer a não ser pedir desculpas? Ligar para a família na segunda-feira pela manhã e falar que eu sinto muito? Algumas coisas eu não escrevo por prevenção. Por exemplo, gatinha eu não escrevo. Se eu trocar o “t” pelo “l” fica galinha. Outra coisa: às vezes a pessoa me manda fotografia com a legenda pronta. Já recebi fotografia horrenda, de mulheres feíssimas, escrito embaixo: “a delícia estonteante”. Aí é a minha credibilidade que está em jogo. Se troco a legenda e a pessoa liga perguntando, falo que resolvi reajustar “fulana de tal fez aniversário e ponto”.

E como faz, então, com os adjetivos?

Acho complicado, para fugir da gafe. Porque às vezes a mim parece lindo e à outra pessoa não tão bonito. Prefiro ficar mais contida. Aprendi com o passar dos anos. Outra coisa que aprendi foi a separar um pouco minha pessoa da coluna. Tem umas pessoas com quem eu não me relaciono bem, não gosto ou tenho antipatia, mas que continuam frequentando a coluna, continuo colocando porque entendo que isso é profissional, que elas merecem o espaço ou fizeram alguma coisa relevante. Elas vão continuar aparecendo na coluna, sendo simpáticas a mim ou não.

Já queimou alguém na coluna?

Já queimei, sim. Fiz de caso pensado. A pessoa fez uma indelicadeza em uma festa. Chamou o garçom e lhe deu uma descompostura, perguntando se ele era idiota, falando que ele estava lá para nos servir. E esse garçom ficou muito constrangido porque levou uma bronca. Foi uma bobagem, ele derrubou uma bebida sem querer, porque ninguém faz isso por querer. No outro dia eu coloquei nome e sobrenome, ganhei uma inimiga para toda a vida. Outra situação: há algum tempo no Facebook uma pessoa alfinetou a outra. Quando você tem mais do que 300 amigos você não imagina que aquilo que você vai escrever vai ser um segredo. Então uma pessoa falou que tinha recebido um cano da outra, chamou de caloteiro. Dois profissionais da área de beleza de estética se cutucaram e eu publiquei isso no jornal. A pessoa iniciou campanha no Facebook falando mal das coisas que escrevia na coluna social. Ora, a pessoa escreve numa mídia social, ou ela é tonta ou não é. Não me retratei porque era verdade. Eles brigaram mesmo e ela acusou ele de ter dado um calote. Publiquei e ela me excluiu. Fiquei feliz. Pena porque ela perdeu uma fonte, porque a pessoa não imaginava que o que ela escrevesse no Twitter ou no Facebook era um segredo. Agora, por outro lado, o Facebook virou território muito livre para as pessoas, mas sempre acreditei na responsabilidade. Onde escrevo assino o meu nome, tenho responsabilidade por aquilo que escrevo.

Você tem lista negra?

Tem, mas é uma lista bem pequena, bem restrita. A maior parte delas não é nada pessoal. Não é que não gosto da pessoa, são atitudes que reprovo. Não vou levantar a bola daqueles que não merecem. Aí não sai nem pagando. E é mais uma razão pela qual não faço venda nenhuma. Não vendo nada. Eu entendo isso: o jornal como veículo, eu como a colunista que está no jornal. Então, o importante não sou eu. É o jornal, eu estou colunista. Apartir do momento que eles trocarem e que meu trabalho não servir mais ou por qualquer razão eu for substituída, a outra pessoa vai entrar e vai receber os convites. Sou muito tranquila em relação a isso e não vejo muito o dourado da história. E o glamour, nunca precisei dele pra viver, sempre vivi da minha maneira, bastante tranquila sem esse pessoal, sem esse glamour.

Já te convidaram para fazer TV local?

Já fui convidada, mas não é minha praia. Não sei fazer e fico nervosa. Meu barato é escrever. Sempre gostei de escrever, de ler. Li muito colunismo. Com 15 anos já lia a coluna social do Rio de Janeiro e até pouco tempo colecionava e ainda tenho as colunas em papel daquela época.

Você gosta de se ver do outro lado, fotografada nas revistas?

Não. Tempos atrás precisava de uma fotografia minha para trabalho e descobri que não tinha, porque como eu estou sempre fotografando nos lugares, nunca apareço. Eoutra coisa que é a marca da minha coluna: você nunca, em nenhum momento, vai ver minha família na coluna social. Meus filhos e meu marido nunca saíram na coluna por causa da medida. Qual é a medida? Colocar muito ou pouco? Então, como eu não sei qual é a medida eu não coloco nunca. Nunca saíram, então as pessoas não conseguem me relacionar com isso. É uma escolha pessoal mesmo.

 


Sobre o Autor

Regina Lopes
Regina Lopes

É jornalista há 27 anos, editora da Revista Metrópole e jornalista da Prefeitura de Campo Mourão.

0 Comentários



Seja o primeiro a comentar!


Deixe uma Resposta


(obrigatório)


Nunca mais perca uma postagem. Informe o tipo de conteúdo que você deseja receber e ganhe um cupom de desconto para uma compra na metropolestore.com.

Fica tranquilo, não enviamos spam.