Diário de uma vestibulanda

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Para alguns, o vestibular significa apenas dois ou três dias de prova, mas quem passou por ele sabe: são dias, meses ou até anos tortuosos de preparação. Quando chega o dia da prova, o que não faltam são os famosos casos de insônia, revisões descontroladas, nervosismo, choro e até

mal estar. A Revista Metrópole entrevistou uma vestibulanda pra lá de esforçada, que foi aprovada em 9 vestibulares. Confira.

Tem gente que faz de tudo para ser aprovado: oração, mandinga e novena. Virar a madrugada estudando, exercícios complementares e muita leitura são práticas comuns entre estudantes que querem a todo custo (ou pressão) garantir sua cadeira em uma universidade. É o universo paralelo que, assim como outros estudantes, Susy Oliveira de Andrade enfrentou. Ela tem 20 anos, é esforçada, bonita e inteligente e, embora possua tantas qualidades, não conta vantagens, e por isso ela conta a sua jornada como vestibulanda.

Susy prestou aproximadamente 15 vestibulares e em 9 garantiu a sua vaga. Tudo começou quando, no final do seu 3º ano do Ensino Médio, ela ficou em 5º lugar da lista de espera em Engenharia Civil na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) de Campo Mourão.

Suzy

Apesar de estar perto, não foi chamada, e por isso resolveu fazer seis meses de cursinho – um esforço que valeu a pena, pois conquistou em seguida uma aprovação na UTFPR de Campo Mourão. Em função das greves, Susy continuou prestando vestibulares e passou em mais dois.

Para a maioria dos estudantes, o dia de uma prova acarreta muitas emoções. Isso pode alterar a capacidade de leitura, reflexão e andamento de uma prova. Para Susy não é diferente, ela comenta: “como eu já tinha sido aprovada em outros vestibulares, fiz bem mais tranqu

A mãe de Susy recorda: “enquanto ela fazia Engenharia Civil na UTFPR de Campo Mourão, já no 1º ano de faculdade, ela participou do Programa Jovens Talentos para a Ciência, em que os calouros faziam uma prova para ganhar bolsas de pesquisa. A unidade de Campo Mourão teve cerca de 80 participantes da UTFPR, mas só a Susy passou”.ila a prova do ENEM do que as anteriores e consegui obter uma nota muito mais alta, Suzyque era suficiente para ingressar em uma faculdade de Medicina”. E foi o que ela fez: colocou sua inscrição para Medicina na Universidade Federal de Rondônia. Após aprovada, trancou o curso de Engenharia Civil na UTFPR de Campo Mourão e agora aguarda o dia 30 de Setembro para dar início aos seus estudos em Medicina.

Preparação

Algumas pessoas costumam brincar: “até que o vestibular nos separe”, isso porque para fazê-lo é necessária uma preparação muito grande e, na maioria dos casos, há até um afastamento social. E aí é que os estudantes reclamam: “é o apocalipse. Cadê a felicidade?”. Logo vem outro e diz: “calma, porque quando começa a universidade, a vida social começa de verdade”. Susy, que cursou alguns meses de Engenharia Civil na UTFPR de Campo Mourão, conta que nunca foi muito de festas, “mas na faculdade percebi que fiz muito mais amizades e que sair e estudar ficaram mais fáceis de conciliar”, comenta ela.

Para se preparar para os vestibulares, a estudante usou muito a internet e sempre procurou buscar informações em jornais. Mas o lugar que ela passava a maior parte do tempo de seus estudos era a biblioteca. Ela não estudava com horário fixo, mas além do cursinho separava em média 2 horas diárias.

SuzyA estudante sempre teve o apoio familiar e nem foi preciso perguntar, pois a faixa que sua mãe estendeu na frente de sua casa parabenizando a filha pelas aprovações, disse tudo. Ela se orgulha e fala “o histórico de notas e de desempenho da Susy sempre foi muito bom, ela era melhor em tudo e sempre vencia concursos e olimpíadas”.

Curso novo, vida nova

O medo de Susy, assim como de vários outros estudantes, também é do trote, que pode consistir desde a retirada de sobrancelha, até o corte de cabelo. “Meu medo não é da não identificação do curso, mas sim da não identificação com o local e das pessoas, mas acima de tudo, o meu maior medo é do trote”, comenta a estudante.

Susy ainda não tem ideia de que área na Medicina seguirá, e pretende conhecê-las durante o curso, mas ela já sabe que Pediatria e Geriatria não pretende seguir.

Como motivação para outros estudantes que estão prestando vestibular, Susy aconselha: “o importante é nunca desistir, sempre praticar a leitura, estudar o conteúdo e ter sede de aprender cada vez mais”.


Sobre o Autor

Desirée Pechefist
Desirée Pechefist

Desirée Pechefist, não carrega tanta idade quanto sonhos. Blogueira e futura jornalista. Cara de menininha, mas quer saber mesmo é de fotografar, escrever, escutar música, ler e viajar.


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