A vida por um fio

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Já olhou para o alto dos prédios e imaginou quem seria louco o bastante para subir lá em cima e realizar lavagens, pinturas ou impermeabilizações?
Foi nessa indagação que conhecemos Pedro Barrankievicz, natural de Barbosa Ferraz, um amante dos esportes radicais que aliou o gosto pela adrenalina ao trabalho e que atua há mais de 5 anos em Campo Mourão e região.

A técnica utilizada por ele é chamada de alpinismo industrial, que dispensa o uso de andaimes, para maior agilidade e mobilidade em serviços realizados em áreas verticais ou planos inclinados, utilizando técnicas de esportes radicais.

E a fascinação de Pedro por esses esportes surgiu na adolescência, quando morava no estado do Tocantins com os pais e tios. “Como lá é perto do Amazonas, muitas vezes tínhamos que descer o rio, colocar dragas, transpor o rio, lá comecei a me envolver com ação”, afirmou. Mas, foi quando ele viu o primeiro salto de paraquedas, aos 15 anos que decidiu o que queria. Voltou ao Paraná e se inscreveu em uma escola de paraquedismo na cidade de Londrina, onde praticou o esporte por alguns anos.

No ano de 1998, em Florianópolis, ele entrou em contato com as atividades utilizadas no alpinismo industrial: o rapel e a escalada. Nessa época ele trabalhava na Ilha do Papagaio, próxima à capital catarinense, como piloto de embarcação na marinha mercante. “Vivia sempre no mar agitado,
me envolvendo com atividades que despertassem o lado selvagem. Isso deixa a gente em estado de alerta o tempo todo, que é uma sensação muito boa”, disse ele.

Entre os esportes praticados por Pedro, além do paraquedismo e o rapel, estão a descida de corredeiras e trilhas de bicicleta.
Atividades que ele parou de praticar para se focar na M4 Empreiteira de Serviços em Altura, que realiza limpeza predial, impermeabilização e isolamento térmico. A empresa surgiu pela necessidade de profissionais para realizar esses serviços na região e, como ele gosta das alturas, uniu o útil ao agradável.

Para atuar nessa área, Barrankievicz realizou cursos específicos, como técnico em segurança do trabalho; NR-33(Norma Reguladora 33), curso para
atuar em espaços confinados dos canteiros de obra e frentes de trabalho, como armazéns graneleiros, sinos, etc.; e NR-35, curso para trabalhar em alturas. Essas normas são regidas pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e regulamentadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego, do Governo
Federal.

Entre seus trabalhos mais recentes, estão a impermeabilização da sede da V8 Comunicação, no Jardim Araucária e o Santuário de Nossa Senhora Aparecida, na Vila Urupês, que deu um pouco de trabalho segundo ele, pois “a estrutura é muito estreita e o vento balança muito”.

Questionado se sente falta de ter mais tempo para praticar esportes radicais, Pedro diz que na atividade profissional já sacia um pouco essa necessidade: “vez ou outra acontecem situações de perigo, como vento batendo, ou você estar lá trabalhando e chegar uma tempestade de repente e ter que sair correndo para evitar os raios”, afirmou. Para ele, apesar do perigo é um trabalho muito compensador, “pois você acaba tendo um visual do cotidiano diferente daquele que teria num escritório, numa linha de produção, ou algo assim”, conclui.

Fotografia: Arquivo pessoal


Sobre o Autor

Renato J. Lopes
Renato J. Lopes



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