A advogada mourãoense que é destaque na Academia

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A mourãoense Suelyn Tosawa recebeu recentemente da Academia Brasileira de Letras Jurídicas, um dos maiores prêmios acadêmicos de Direito do Brasil. Em matéria exclusiva para Metrópole ela relata como foi.

Suelyn é nascida em Campo Mourão, onde foi criada com outros dois irmãos, todos filhos de Noêmia e Honório Tosawa. Quando chegou o tempo de escolher o curso superior, optou pelo Direito, na Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), na cidade de Jacarezinho (a 400 km de distância). “Durante toda a graduação, participei de vários grupos de pesquisa nos mais variados temas. Desde direito eletrônico, direito constitucional, dentre outros. Fui bolsista do Programa de Iniciação Científica, o que me estimulou a produzir”, lembrou.

Durante a faculdade, ela fez estágio no setor jurídico de uma usina de álcool e açúcar, onde a demanda trabalhista era enorme, tendo uma boa visão de ambas as partes dos processos. “Fiquei curiosa a respeito da terceirização trabalhista e das condições impostas aos trabalhadores canavieiros. Esse primeiro contato já direcionou o início das minhas pesquisas”, ponderou. No início de 2012 ela fez um curso na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que ajudou a direcionar o seu trabalho de conclusão de curso.

Ao voltar da Europa, ela se dedicou integralmente a esse trabalho, quando leu e fichou cerca de 80 livros, escrevendo um trabalho completo de 143 páginas. A apresentação aconteceu no dia 23 de novembro, diante de uma banca composta por três membros. “Alcancei nota máxima na avaliação e por acreditarem que meu trabalho estava num nível excepcional, me sugeriram a participação em concursos de monografias”, disse.

Com o incentivo, ela decidiu se inscrever no Prêmio Jurídico Orlando Gomes – Elson Gottschalk da Academia Brasileira de Letras Jurídicas, que premia, a cada dois anos, a melhor dissertação entre inscritos de todo o Brasil. Como as poucas exigências se encaixavam com o trabalho que ela havia apresentado, ela aproveitou a oportunidade e o enviou com as devidas adaptações, em janeiro de 2013. E o resultado foi surpreendente. “Passou um tempo, esqueci. Até que um dia cheguei em casa e tinha uma carta me esperando. Meu trabalho tinha conquistado o primeiro lugar no prêmio. Não acreditei”, recordou.

O trabalho “Globalização e precarização do trabalho: aspectos excludentes no paradigma neoliberal”, foi premiado numa sessão solene com 200 convidados para comemorar o aniversário de 38 anos de fundação da Academia Brasileira de Letras Jurídicas e para a entrega do prêmio, que acontece de dois em dois anos. “No biênio anterior ao meu, não houve premiação, pois a banca qualificadora não considerou nenhum dos trabalhos bons o suficiente. Só soube disso quando cheguei lá. Fiquei surpresa e muito feliz de saber que eles realmente acreditaram no meu trabalho”, ressaltou. A maioria dos presentes no evento eram membros de algum órgão importante como: desembargador da OEA, Procurador Geral da República, ex-senador federal, dentre outros.

Após o prêmio, ela tem focado seus esforços na Pós-graduação em Direito do Trabalho e Previdenciário, que cursa atualmente em Maringá, e pretende cursar um mestrado. Também está preparando artigos para apresentar em congressos e simpósios e, novamente, o exame da OAB. “Passei no exame da Ordem no começo de 2012, mas como ainda estava cursando a faculdade não pude exercer a profissão. Minha intenção é conciliar as duas carreiras: a acadêmica e ‘advogando’ a advocacia”, conclui.


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Renato J. Lopes
Renato J. Lopes



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