Trike Drift, a nova mania radical

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Sábado de sol, uma ladeira e os amigos que topam tudo. Neste clima Victor, Pedro, Vinicius, Gabriel, William e Murilo mostraram à Metrópole uma nova mania, o Trike Drift. Um esporte radical com manobras de derrapagens, e que mistura a adrenalina de correr pelas ruas com as brincadeiras de criança. Com um triciclo modificado, que é a junção das idéias do carrinho de rolimã e da bicicleta, eles se divertem e chegam a fazer 60 quilômetros por hora.

Amigos de colégio, os praticantes do Trike Drift em Campo Mourão têm entre 16 e 17 anos. Eles “pilotam” aos sábados, em ruas de bairros afastados, que oferecem mais segurança para eles e os demais usuários do trânsito. O interessante é que cada um montou seu carro. Aprenderam na internet e foram adaptando conforme as experiências, quebrando e ralando muitas áreas do corpo no asfalto. “Na verdade, queria montar um carrinho de rolimã e quando vi num programa de TV sobre o trike, fui para a internet ver mais. O primeiro que fiz andou duas horas e quebrou. Na verdade, já refiz umas quatro vezes, foi um processo até acertar. E com todos tem sido assim, mas é legal porque um ajuda o outro, empresta material, dá uma mão empurrando”, fala Victor Hugo Jesus que começou a brincadeira há cerca de cinco meses.

Victor lembra que o primeiro dos trikes ele montou em sociedade com o amigo Vinicius Pereira, que, depois, quis fazer um só para ele. Depois outro amigo, Pedro Staniszewski, gostou da idéia, montou o seu e, então, vieram os demais: Gabriel Aluisio, Murilo Sidnei e William Rodrigues, que se juntaram ao time e hoje correm juntos pelas ruas da cidade.

Pedro Staniszeswki, que tem um trike drift dourado, destaca que, como cada um construiu o seu, nenhum é repetido e todos encontraram um jeito próprio de deixar sua identidade no “carrinho”. Apesar de ter para vender na Internet, resolveram fazer por conta para ficar mais barato e não pesar muito para os pais, já que ainda são estudantes.  “Adaptamos quadros de bicicletas, as rodas e bancos são de kart – aqueles que não usam mais lá no kartódromo, a gente aproveita aqui. Usamos cano de PVC nas rodas para deslizar, que é o que mas gasta, porque quebra muito com as pedras. Alguns já estão usando roda de Teknil, mas ela custa mais caro”, explica Pedro.

O trabalho de equipe também é ponto forte e, na pista, tem sempre alguém pronto para atender o outro, com ferramentas, fazendo soldas e até reparos nas pinturas. Eles lembram que depois de várias experiências conseguiram fazer um carro com boa estabilidade, numa altura padrão de 85 centímetros, que pode variar de acordo com o corpo de cada um. “Ele é baixo e isso ajuda com os tombos, mas é sempre bom estar com calças cumpridas e capacetes para evitar se machucar nas manobras, principalmente a 360 graus. Mas só cai se bater em algo”, justifica Victor Hugo. Eles também se arriscam em duas rodas e outras manobras conjuntas, mas garantem que é tudo por pura diversão, não buscam competição, nem disputas, apesar de já haverem campeonatos no País, entre os fãs do esporte.

Quem quiser maiores informações sobre o esporte, que é uma das novas manias de jovens, pode procurar um dos integrantes do grupo em: www.facebook.com/pedro.staniszewski

Veja vídeos em:

www.youtube.com/watch?v=rEbbFo3-PBo

www.amantesdoesporte.com/trike-drifting

www.3ax.com.br/videos/trike-drifting/MTAz

Texto Regina Lopes   Fotografia Fernando Nunes


Sobre o Autor

Regina Lopes
Regina Lopes

É jornalista há 27 anos, editora da Revista Metrópole e jornalista da Prefeitura de Campo Mourão.

4 Comentários


  1.  

    Ficou uma gata, assim eu não resisto




  2.  

    parabéns pela iniciativa de mostrar o esporte.




  3.  

    parabéns pela iniciativa de mostrar o esporte.





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