Os bikers nos caminhos do campo

Pedalar sem compromissos, fazendo de cada passeio um encontro de amigos em cima de uma mountain bike. Neste ritmo aventureiro, há cinco anos, um grupo de amigos de Campo Mourão pedala por trilhas rurais aos finais de semana. Descobrindo e contemplando lugares de muita beleza eles escolheram estar em contato direto com a natureza nas suas horas de folga. Um tour visual que integra pessoas e promove amizades em roteiros e trilhas.

Juntos eles percorrem de 30 a 40 quilômetros em cada final de semana, roteiros que levam tardes inteiras para serem cumpridos, entre rios, cachoeiras, pó ou lama e muita conversa boa. “No começo a gente se enfiava em busca de aventuras por qualquer estrada, hoje somos mais organizados, percorremos trilhas feitas por motos, às vezes junto com elas. Mas, vamos sempre à região do Rio da Várzea: é uma das preferidas porque é muito bonita”, relata Vagner Albuquerque, um dos integrantes do grupo de trilheiros.

Além de Vagner também formam um dos grupos locais os bikers Régis, Gilson Braganholo, Gustavo, Tiago, Vitor e Marcelo e, de vez em quando, alguns também levam as mulheres.

“Depois que você começa não quer parar. O Marcelo vendeu um fusca e comprou duas bikes para poder andar pelas trilhas, é contagiante. Você sente a adrenalina vivendo cada aventura, se sujando nos barrancos, enroscando em galhos, passando rios, curtindo cachoeiras e vencendo o medo de cair ao passar cada obstáculo”, fala Vagner.

O biker exemplifica, contando que uma vez perdeu a bicicleta ao passar pelo Rio Ranchinho e só achou cinco dias depois com a ajuda de um motoqueiro que fazia as mesmas trilhas. “Naquele dia o Rio estava com água pela cintura, e a bicicleta foi levada pela correnteza. Achamos cinco dias depois, enroscada em galhadas na beira do Rio, e foi preciso ajuda de um trilheiro de moto”, conta.

Vagner lembra que ainda tem muitos caminhos para serem percorridos, mas é importante estar sempre bem equipado para fazer as trilhas, com ferramentas, capacete, luvas, cotoveleiras, shorts de ciclismo com proteção e bolsa de hidratação. “São muitas horas na mata, é preciso se cuidar, se hidratar. Além de água, levamos barras de cereais e, quando dá certo, comemos goiabadas pelo caminho”.


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