Equilíbrio, força e foco: o momento é de praticar slackline

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Uma fita de nylon esticada entre duas árvores e muitas possibilidades. A proposta é se manter em pé na corda, arriscar uma travessia e algumas manobras. Topa? Então se prepare para um desafio e tanto.

O Slackline é um esporte novo, mas que já pode ser chamado de febre nas grandes cidades e pelas praias do Brasil. Ele consiste em fazer manobras – muitas delas bem radicais – em cima de uma fita elástica, que mais parece uma corda bamba. Nunca ouviu falar e nem viu alguém praticando?

É porque o esporte tem apenas alguns meses de estrada pelas praças mourãoenses e poucos praticantes assíduos. Mas, em alguns locais, como na praça do Fórum e pelas sombras do campus da UTFPR, ele já tem marcado espaço e chamado a atenção. O estudante universitário Gabriel Diniz foi um dos precursores da “brincadeira” na cidade e foi ele que atraiu novos praticantes, principalmente colegas de faculdade.

Gabriel conheceu o esporte em setembro do ano passado, quando um amigo chegou com uma fita, mas a primeira impressão não foi muito boa. “No começo ninguém conseguia nem ficar em cima, então não gostei, mas aí eles começaram a atravessar, aprender as técnicas. A primeira vez que eu atravessei foi em outubro do ano passado e aí fui viciando, treinando sempre”, conta. Ele começou a praticar uma vez por semana, depois duas, três e agora busca se profissionalizar no esporte. No meio do ano deixou Campo Mourão para cursar outra faculdade, mas uma turma de amigos está seguindo seus passos sobre a corda bamba, como as pessoas desavisadas chamam o esporte.

E é no clima de amizade que o universitário Abner Leite estica sua fita entre as árvores da praça. Os amigos Victor Azzolini, Paulo Vítor Tsuchiya, João Vitor Neves e Maria Eduarda Manfrinato, a Duda, são parceiros na aventura. Eles são estudantes da UTFPR, todos vindos do estado de São Paulo, com exceção de Duda, que é de Cianorte. Em comum, além das ciências exatas, têm o gosto pelo esporte, que ainda é uma ótima forma de confraternizar, cuidar da saúde e se impor novos limites.

Mais que equilíbrio

O foco do slackline é manter o equilíbrio sobre a tira de nylon. Depois de conseguir isso, a proposta é fazer manobras. Mas, quem disse que é fácil? Por isso mesmo, o começo pode ser bem difícil. Para gostar do esporte, alertam os praticantes, é preciso ter persistência. “Na primeira vez que experimentei não gostei muito, mas quando comecei a me equilibrar me animei. Tem de praticar bastante”, explica Abner.

Hoje, cerca de um ano depois das primeiras tentativas, Abner demonstra bastante equilíbrio e realiza algumas manobras. O segredo para se aperfeiçoar, revela, é mesmo a prática cotidiana, mas o ritmo pesado da faculdade não permite muitas escapadas pela praça durante a semana. Duda, a única mulher do grupo, descobriu o slackline recentemente e está aprendendo rápido. “Não é fácil, não, mas cada segundo a mais que você consegue se equilibrar dá ânimo para tentar ainda mais”, conta.

Ela, que praticou o esporte pouquíssimas vezes, já arrisca a travessia por toda a fita e algumas manobras. Para dominar a tensão que fica sobre a corda, além do equilíbrio, asseguram os praticantes, é preciso ter concentração. “É bom traçar um ponto na altura dos olhos e seguir adiante. Se olhar para o chão ou para a fita, não fica em pé”, aconselha Duda.

A prática do slack, segundo os estudantes, é adequada para pessoas de diferentes idades e condicionamentos físicos. “Dá para criança e até velhinho fazer”, brinca Abner, que já esticou sua fita para praticar até com seu pai. Para quem busca modelar o corpo, também é um grande atrativo. Isso porque, para conseguir se manter equilibrado, o corpo inteiro trabalha. “Dois minutos aqui em cima e a gente já está suando, não tem jeito”, assegura.

 

Quer praticar?

É possível encontrar fitas amadoras por valores bem acessíveis, em torno de R$ 50, no comércio online. Isso porque essas fitas nada mais são que amarras de caminhão adaptadas, reguladas por uma catraca.

Fitas profissionais custam mais, em torno de R$ 400. A diferença entre as duas opções está na qualidade. A profissional, logicamente, foi concebida especificamente para o esporte e possuiu textura acetinada, que facilita a prática e minimiza possíveis lesões.

A distância aproximada do chão depende da autonomia e do nível de radicalismo dos praticantes. A média para iniciantes é de uns 30 a 40 cm do chão, que deve ser fofo, para amenizar o risco de machucados.

 

Sobre o Autor

Gracieli Polak
Gracieli Polak

Gracieli Polak é jornalista e blogueira, especialista em escrever sobre quase todo assunto – especialmente os que lhe agradam.

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