Vergonha na Cara – Cara Sem Vergonha!

0

Cínico é o homem que sabe o preço de tudo e o valor de nada. (Oscar Wilde)

“Não é que eu passei do limite – Isso pra mim é normal / Não é que eu me sinto bem / Eu posso fazer igual – Não é que eu vou fazer igual – Eu vou fazer pior…” (Tio Tãs)

“De tanto repetir uma mentira, ela acaba se transformando em verdade.” O finado Joseph Goebbels ministro da Propaganda de Hitler, que Deus o tenha – Jogado nos quintos do inferno; ensinou e o Palanquinho dos Trapaçadores  seguem ao pé da letra: Cidadania é comprar em 60 x no crediário, se aposentar com salário mínimo e seadivertí cúnspograma lesgais! “Brasil Ame-o ou Deixe-o” – Déjà ví isso! No Gunvernú do seu Lalukiumba e da Dona Dirmazepam tem que dançar conforme a música, mas “Eu não sei dançar/ Tão devagar/ Prá te acompanhar/ Prá te acompanhar…”

Nos festejos da Comédia da Vida na Privada da crassí C, perdem-se as estribeiras etílicas –  proclama-se o extravaso carnochurrascoso semanal, esbalda-se melodiosamente com o “Thú thú thú Thá thá thá!…”. Quem se importa com a instigação alucinatória e revanchista contra a ordem e os juros subvencionados? E daí se “Assaltaram a Gramática – Assassinaram a Lógica – Huuuumm! – Botaram Poesia – Na bagunça do dia-a-dia…” Dr. Stanislaw Ponte Preta psicoenterologista da Reles Pública Nacional já afirmou: “Consciência é como vesícula, a gente só se preocupa com ela quando dói”. Nósqué é ascendê, se faltar energia – ficar difícil de pagar a conta, azeite! Nojento… Tcham!

“Todo homem tem seu preço!” Toda mulher, criança, idoso, deficiente também,… (Favor consultar tabela dos benéfictícios dos Programas Sociais). Dignidade é um prato que se come quente, mas não é item servido na cesta básica. A fila não é de restituição é de penhora do voto – baratíssimo cidadão! A dignidade humana era para ser inalienável, mas não leram as entrelinhas do Contrato Social.  “Eh, ôô, vida de gado – Povo marcado, ê –  Povo feliz / O povo, foge da ignorância – Apesar de viver tão perto dela – E sonham com melhores, tempos idos – Contemplam essa vida, numa cela” .ENEM discuta isso cácúpanherada!  Em caso de críticas denuncie no Rebostério da Dignidade das Zentís Zumanas. Vazil um País de Todos. Uns cúfedemais outros cúfedemenos!

Etienne de La Boétie no “Discurso da Servidão Voluntária”, explicou como fica o pacato cidadão diante dos que podênóis: “Enfraquecei-vos para que ele seja mais forte, mas duro, e que vos mantenha com a rédea curta; e de tantas indignidades, que os próprios bichos não sentiriam ou não suportariam, podeis vos livrar até sem tentar fazê-lo, apenas tentando querê-lo. Decidi não mais servir e sereis livre. … somente não mais o sustentai e o verei, como um grande colosso a quem subtraiu-se a base, cair com seu próprio peso e quebrar-se.” Sabe qual é a música: “Madeira de dar em doido vai descer até quebrar / É a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar”. Faz de conta que é Quarta feira de Cinzas e rasga a fantasia: “O pensamento é uma nuvem, da qual a fala se desprende em gotas”, o psicoconstrutometeorologista Vygotsky previa chuvas, queria eu tempestadear granizo, tormenta, fogo e óleo quente sobre o cinismo torpe dos porcenteiros de desvios do dinheiro público. “Rouba, mas Faz!”. Ele faz – Nós Fezes!!!

“Não tenho vergonha de dizer que estou triste,/  Não dessa tristeza ignominiosa dos que, em vez de se matarem, fazem poemas: Estou triste por que vocês são burros e feios – E não morrem nunca…”  Mário Quintana escreveu isso quando um cão Sarneyento virou imortal na Academia Brasileira de Letras.Mário morreu, o imortal continua com o olho vivo e o faro fino …

Sabe de uma coisa: Chega!… Já entenderam! Calar também é uma forma de cinismo, no meu caso agora é asma. Não agüento mais gritar, vou sair para regar a minha senilidade debochativa.  – “E pra esquecer nóis cantemos assim: Saudosa maloca, maloca querida –  Dim dim “donde nóis passemo” os dias feliz de nossa vida – Saudosa maloca, maloca querida …” Vou chamar o Adoniran, o Ney Matogrosso e o Joca para curtirmos nossa ciniquês em Sansaruê: “É eu vou pro ar no azul mais lindo eu vou morar. / Eu quero um lugar que não tenha dono qualquer lugar…”

A canalhice cínica  aiúgueticúou – roubar – receptar – calar – Truco Patão!

Sugestão de Leitura: A Dignidade da Pessoa Humana


Sobre o Autor

Velho Zanca
Velho Zanca

Sapateiro amador - MBA em Meia-sola pela Nail Box Sculeichow of Salta oLeit pCity - Utah bãm. Nasceu em Buiaquinho Coxado. Quando menino e abestado caiu em rio que tem piranha! (PS.: Não sabia nadar de costas). Viveu anos boiando por aí, engolindo muito sapo, de tanto a água bater na bunda, resolveu aprender a ler para ser alguém na vida. Não conseguiu ser nada, mas continua lendo.

0 Comentários



Seja o primeiro a comentar!


Deixe uma Resposta


(obrigatório)


Nunca mais perca uma postagem. Informe o tipo de conteúdo que você deseja receber e ganhe um cupom de desconto para uma compra na metropolestore.com.

Fica tranquilo, não enviamos spam.