O sapato, a rifa, a pizza…pedaços de histórias

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Como são gostosos os finais de semana! Casamentos, shows, futebol, aniversários, almoços especiais, família reunida, visita de amigos, sinuca, tranca, enfim, tudo de bom acontece nos finais de semana. Eu, particularmente, gosto muito dos domingos de manhã. Buchinho, chimarrão, leitura, encontro de reliqueiros, café na casa da sogra (incrível, mas é verdade), gente com a bíblia debaixo do braço indo às igrejas, pessoas cantando, ouvindo músicas, acendendo churrasqueiras…e bebendo, sem culpa, uma pinguinha especial ou uma cervejinha bem gelada.

Pena que tudo de ruim também acontece. Geralmente por exagerar-se no “sem culpa”.

Os meus finais de semana têm sido, invariavelmente prazerosos. Um deles, foi inusitado.

Tudo começou na sexta-feira, quando fui a uma loja de conserto de calçados buscar um sapato da Malu. Eu mesmo o havia levado para o conserto. E o dono do estabelecimento, que é também o consertador (sapateiro), não conseguia encontrá-lo de jeito nenhum. Liguei pra Malu para pegar as características do sapato e passei o telefone para o cidadão que, mesmo assim, não conseguiu encontrá-lo. Ficou combinado, então, que na manhã de sábado ela iria pessoalmente à loja para ajudar na busca. E assim foi feito. No outro dia pela manhã, como combinado, a Malu foi à loja. Só que não naquela, mas numa outra que ela houvera entendido. Claro, não encontrou o bendito sapato. Mas criou uma tremenda dor de cabeça pro pessoal da loja, que prometeu entregá-lo, assim que fosse encontrado, no local de trabalho da Malu (Receita Federal). Na segunda-feira, eu fui pedir desculpas pela confusão.

– Foi Deus quem mandou o Sr. me trazer essa boa notícia, falou feliz o sapateiro. Ele já estava pensando em comprar um sapato novo para a “cliente”.

No sábado à noite, fui ao aniversário de um amigo. Churrasquinho, cervejinha gelada e até uísque de diretoria (21 anos). Fazia tempo que eu não tomava um verdadeiro Royal Salute. Também fazia tempo que a Malu não era a motorista da vez.

Os convidados foram chegando, uns trazendo bebidas e outros trazendo presentes. Alguns, como eu, não traziam bebidas e nem presentes. Um deles, inovou. Aliás, eu ainda não tinha visto nada igual. Ele trouxe, pasmem, uma rifa para oferecer aos convidados e ao próprio aniversariante. Não sei quantos números ele vendeu, mas o aniversariante – eu estava por perto e vi bem – comprou dois. Deizão cada, foram vinte reais. Que presentão!

Fala a verdade! (como diria o Faustão). Muita cara de pau do aniversariante, hein, comprar apenas dois números!…

E no domingo, quem comemorou aniversário foi o Ciro Broza. Sem Royal Salute e sem rifa. À tarde cantamos os parabéns e à noite fomos a uma pizzaria. E foi ali que completei, com menção honrosa, meus pedaços de histórias. Enquanto víamos o cardápio, depois de já termos encomendado uma torre de chope, o Ciro perguntou ao garçom qual era a diferença de tamanho entre as pizzas de 8 e 12 pedaços. O garçom, profissional qualificado, que conhece o produto que vende, deu a resposta, objetiva e esclarecedora: – Quatro pedaços!


Sobre o Autor

Osvaldo Broza
Osvaldo Broza

Empresário, escritor, membro da Academia Mourãoense de Letras - AML

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