Uma é pouco duas é bom

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Impressionante como nos tornamos dependentes da internet, né?! Fala sério! Sem internet a gente fica meio manco. Tenho observado as pessoas à minha volta e constatado que, quando a internet falha, a reação é meio parecida com a que temos quando percebemos que estamos sem a chave da casa ou que a luz acabou ou que esquecemos a carteira de habilitação: bate uma sensação de insegurança, de medo, de desconforto, de desorientação… É quase como se fosse perigoso ficar sem internet. Ou como se o risco da impossibilidade de olhar o Facebook, enviar uns e-mails ou acessar o blog preferido afetasse o nosso equilíbrio. Olha só: não tô julgando ninguém, não, viu… Até porque, eu me flagro com esse tipo de sentimento também, quando tô sem net. É muito estranho.

Uma é pouca, duas é bomPor várias vezes, quando converso com clientes sobre o assunto, costumo lembrar que há uns 60, 70 anos atrás não tínhamos luz elétrica nas casas, em especial no meio rural. Então ela não nos fazia, evidentemente, falta. Também não tínhamos água encanada ou telefones. Mas, atualmente, é incabível imaginar a falta desses itens de conforto e segurança. Nessa lista já dá pra incluir a internet também: não dá mais pra ficar sem.

Em especial, as empresas, são ultra-mega-power-dependentes da internet: sem ela não se compra, não se divulga, não se recebe, não se paga, não se comunica, não se emite Notas Fiscais. É estranho, porque já percebi, em várias ocasiões, quando a internet falta nas empresas, os funcionários se entreolham com uma cara de: “Meu! E agora!?”. O pior é que eles têm razão: qualquer empresa, por menor que seja, tem suas operações comprometidas, sem internet. O comportamento de estranheza deles é compreensível.

Até bem recentemente isso era um fenômeno que afligia somente grandes corporações. Hoje não. Recentemente vendemos computadores e internet para uma pequena farinheira, que funciona numa área rural a 6km do centro da cidade. Motivo da aquisição: necessidade de emissão de Nota Fiscal Eletrônica. Outro dia um cliente nosso estava desesperado por causa da fila de caminhões que começou a se formar no seu setor de expedição: a internet parou e não havia como emitir as Notas Fiscais e, naturalmente, sem as NFs, os caminhões não sairiam.

Já não é mais questão de escolha, conforto ou esmero. Ter um segundo canal de comunicação com a internet é questão de sobrevivência para qualquer empresa, seja ela uma corretora de seguros, uma loja de confecções ou um escritório de contabilidade. A boa notícia é que, atualmente, temos alternativas para a contratação de canais alternativos: além da ADSL, tão tradicional, temos fibra óptica, rádio, cabo, 3G.

É natural, claro, que quando falamos de canais alternativos, precisamos imaginar que eles venham de fontes diferentes, por exemplo: uma ADSL e uma rádio, uma fibra óptica e uma 3G ou, ao menos, uma ADSL de cada operadora. Ainda assim, em algumas ocasiões, ocorrem sinistros em determinadas estruturas que sustentam as comunicações de dados e voz que, não raro, afetam mais de uma operadora ou provedor simultaneamente.

Há coisa de uns 4 ou 5 meses, uma fibra óptica rompida no estado de São Paulo, deixou toda a comunicação da região Sul do país comprometida: GVT, Oi, Tim… Todo mundo ficou “a pé”. De qualquer forma, é o recurso que nos resta. Zerar o risco da incomunicabilidade é impossível, mas, ao menos, é possível abrandá-lo. E, vamos combinar, né: gastar cenhão a mais no mês pra ter uma internet de reserva não dói nada. Pense nisso.


Sobre o Autor

Cláudio Luís Resende
Cláudio Luís Resende

Cláudio atua na área há trinta anos, é proprietário da Astec Informática e professor no SENAC.


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