Tiro no pé

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Claro, né, não é possível nem querer se arriscar a negar a importância da internet nos dias atuais, seja nos negócios, na escola, nos contatos com amigos e parentes e – calma, já ia dizendo – na azaração.

A internet está tão infiltrada nas nossas vidas que já quase não nos damos conta da existência dela.

Acaba sendo uma coisa meio que como a energia elétrica, a água encanada e o telefone. A gente acaba percebendo o quanto a usa só quando ela falta.

De um lado ela nos permite acesso ilimitado a quase tudo. Sim, porque tudo tá lá: da foto do Kichute – que já mal nos lembrávamos que existia – à solução da dúvida sobre se “à vista” é com crase ou sem – o que costuma gerar uma certa polêmica, diga-se de passagem… Por outro lado, ela nos permite – nocivamente – não estar trabalhando no trabalho, não estar estudando na escola ou mesmo não estar descansando em casa – afinal de contas quem de nós já não fez uma conexãozinha no servidor da empresa no final de semana pra dar aquela última pincelada no relatório, ou dar uma sondadinha no preço da concorrência e por aí vai…

Na empresa e na escola é muito comum vermos funcionários e alunos longe demais, em suas viagens internéticas, enquanto deixam seus afazeres, digamos, oficiais, de lado. O lado irônico desse descontrole é que a demanda por internet passa a ser a cada dia maior e, quanto mais internet é oferecida, mais tempo é desperdiçado, já que, com uma internet mais rápida, os passeios ficam ainda mais divertidos.

Esse comportamento tem incomodado muita gente, especialmente gerentes e professores. A boa notícia é que há solução pra isso: os Firewalls. Não são tão novos assim, mas vêm ganhando território e se tornando cada vez mais comuns, especialmente em empresas e escolas.

Firewall (numa tradução livre para o português, algo parecido com “parede corta-fogo”) é um dispositivo de rede que permite o controle do acesso à internet. Esse controle assume múltiplos formatos como quem pode, de onde pode, quando pode, quanto pode acessar a internet e até mesmo, a combinação de vários deles. Tipicamente um Firewall é montado sobre um microcomputador – geralmente bem modesto – que vai cumprir esse papel de filtrar o acesso à internet. Inclusive podem ser montados filtros, proibindo conteúdos que se deseje bloquear – recurso tipicamente usado para bloquear acesso à pornografia e a downloads.

Se na empresa podemos lançar mão do uso dos Firewalls, em casa podemos instalar softwares que vêm sendo chamados de “Controle Parental” (do inglês “parents” – “pais”, em português). Esses softwares permitem alguns controles de horários e acessos a conteúdos, muito parecidos com os controles oferecidos pelos Firewalls.

Fato indiscutível é que, assim como a diversão, a religião, o trabalho, o álcool – como qualquer outra coisa – sem disciplina fazem mal, a internet não é diferente: é preciso disciplinar-se.

Talvez, então, seja saudável buscarmos alguma ferramenta de controle antes que tenhamos que procurar por algum grupo de “Internéticos Anônimos” para nossos filhos, alunos ou funcionários.


Sobre o Autor

Cláudio Luís Resende
Cláudio Luís Resende

Cláudio atua na área há trinta anos, é proprietário da Astec Informática e professor no SENAC.

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