Tem quem gosta, tem quem não

Às vezes me pergunto que tipo de usuário ou cliente de informática eu seria, caso eu não fosse um profissional da área. Penso a respeito, porque veja à minha volta várias posturas em relação à informática, na verdade, pra ser mais abrangente, em relação à tecnologia: tem os que são apaixonados, os que odeiam e os que não estão nem aí…

A conclusão a que chego, na maioria das vezes que penso a respeito, é que eu me enquadraria naquela terceira categoria, dos que não estão nem aí.  Puts, vai parecer que estou votando contra o patrimônio, né… De certa forma, isso até me traz uma sensação de alívio, já que, tipicamente, pareço estar puxando a brasa pra minha sardinha, quando falo de informática e tecnologia. Sempre faço papel de pedra, vou fazer o papel de vidraça um pouco também…

Tem quem gosta, tem quem nãoFato é que não há como fugir da tecnologia, ela vai nos cercando, nos sinucando, e, quando menos imaginamos, nos rendemos a ela, por prazer ou por força de circunstância. Falo sério quando digo que eu faria o tipo dos que não estão nem aí pra tecnologia. Olha isso: só criei uma conta no Facebook quando meu filho viajou para fora do país, durante um programa de intercâmbio, há pouco mais de 2 anos. À época, o Facebook já tinha substituído o Orkut fazia um tempão. E havia um tempão também que eu já tinha apagado minha conta no Orkut. Acabei migrando pro Facebook porque pedia que meu filho me mandasse fotos no e-mail e ele me respondia: “Pai, tá lá no Face. Entra lá…”. Não teve jeito, precisei abrir uma conta. Confesso que até uso o Facebook atualmente, mas, por exemplo, sequer sei como se bloqueiam fotos ou posts pra que só os amigos vejam… Comédia!

Clientes, funcionários de clientes, alunos, amigos… a cada pouco um comenta comigo em tom de confissão: “Ó, eu não entendo nada de informática, tá…”, como se isso fosse um crime. Vai parecer que estou me contradizendo, já que há alguns meses escrevi uma coluna falando sobre o “Analfabetismo Informático”. Ocorre que é preciso, sim, conhecer informática, mas somente aquilo que vamos usar dela. Não é preciso ser um semitécnico pra se beneficiar do conforto ou das vantagens estratégicas que a tecnologia e a informatização nos oferecem.

Com frequência vejo pessoas se sentindo menorizadas porque não sabem fazer o download de uma música, ou não conseguem acessar a internet a partir do smartphone e por aí vai. Se você não gosta, não é obrigado a saber, a menos que seja por conta do trabalho, da escola, ou outra necessidade qualquer. Realmente não é concebível, por exemplo, uma secretária que não saiba copiar um texto num pen drive. Porém, o proprietário ou gerente da empresa não precisa dominar essa habilidade. Ele precisa, sim, conhecer o sistema de gestão que roda na empresa de maneira a obter deste as informações necessárias às tomadas de decisões que faz o tempo todo. Outra coisa: se ele não domina, mas sabe que existem as informações e tem quem levante tais informações pra ele, também está tudo bem.

Tenho muitos clientes que não são usuários assíduos de computadores, porém investem pesado em processos tecnológicos e de informatização. Eles sabem o quanto isso é importante pras empresas deles e, ainda que não tenham sido iniciados nessa arte, eles têm pessoas competentes cuidando desses processos pra eles. É o bom e velho “cada macaco no seu galho”. Ou, em versão mais atualizada, up-to-date – como gostam de dizer os bacanas da área de informática – “cada um no seu quadrado”.


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