‘Tamu Junto”

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Na Geometria, “convergência” pode ser traduzida por “disposição de linhas que se dirigem para o mesmo ponto”. No mundo dos negócios, esse conceito vem se manifestando das mais variadas maneiras imagináveis, e há muito tempo: supermercados que vendem roupas, açougues que vendem bebidas ou postos de gasolina que vendem salgadinhos não são novidades. Supermercados que vendem gasolina e farmácias que vendem salgadinhos já são um pouco mais recentes. Talvez os exemplos mais latentes e mais visíveis de convergência no comércio e nos serviços sejam os shopping centers: num só lugar, tudo que você precisa, como lojas, cinemas, restaurantes, pet shops e tantos outros serviços e produtos. Quem, principalmente, ganha? O cliente: tudo à mão.

shutterstock_120539965Na tecnologia, não tem sido diferente. A convergência tecnológica, ou como chamam alguns, digital, também tem misturado conceitos. Como assim? Vejamos: o smartphone é um celular que virou notebook ou é um notebook que virou celular? As novas TVs e Smart TVs são televisões que viraram monitores de computador ou o contrário? As multifuncionais são impressoras que viraram scanners ou o inverso? “Delícia de confusão!”, vão dizer os mais apaixonados por tecnologia.

E o conceito da convergência vai se alastrando: celulares que, remotamente, monitoram as câmeras de segurança de casa; equipamentos de PABX que integram troncos de linhas analógicas, VOIP ou celular; acesso a imagens e laudos de exames, remotamente, através da internet; filiais de empresas interligadas a um servidor central, compartilhando dados, telefonia, imagens; centrais de alarmes, controladas por telefone. Não tem fim a lista.

Esse conforto, proporcionado pelas novas tecnologias, tem imposto às empresas – em especial às que operam no mercado digital – mudanças estratégicas. É preciso, cada vez mais, cobrir todos os aspectos da tecnologia: imagem, dados, voz, segurança… Isso tem obrigado empresas a se fundirem. Nos últimos anos empresas de eletrônicos se fundiram a empresas de telecomunicações; empresas de softwares se uniram a empresas de eletrônicos e por aí vai.

A pulverização do conhecimento em áreas especializadas entrava o processo de associação de áreas distintas. O remédio pra isso é a convergência, que alguns também gostam de chamar de integração. Empresas têm buscado – e não há como fugir disso – cobrir a maior amplitude possível de setores. Assim, a informação transborda de maneira mais amigável entre as áreas e o resultado é a disponibilização de produtos os mais diversos.

A convergência dá fim ao tão conhecido “jogo do empurra”, do “isso não é comigo”. O sonho do cliente da tecnologia é o de que uma única empresa lhe forneça tudo: telefonia, informática, monitoramento, segurança. Até porque é difícil entender em que momento o VOIP deixa de ser telefonia e se transforma em informática; ou em que ponto o sistema de monitoramento de câmeras se cruza com a internet.

Na real, mesmo para quem é da área, às vezes isso se torna confuso. São muitas tecnologias, muitos equipamentos, muitas novidades o tempo todo… É preciso estar ligado. Ah, claro, e bem assessorado!


Sobre o Autor

Cláudio Luís Resende
Cláudio Luís Resende

Cláudio atua na área há trinta anos, é proprietário da Astec Informática e professor no SENAC.

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