Rede à rédea

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Já toquei no assunto superficialmente em uma matéria há algum tempo atrás, mas tenho sido abordado com tanta freqüência por amigos e clientes, que resolvi retomar. Vamos combinar: internet é muito bacana, mas quando dá pra incomodar… O uso indisciplinado da internet – seja em casa ou na empresa – tem atormentado a vida de pais e empresários. Em casa os pais se descabelam tentando controlar o conteúdo que os adolescentes acessam e o tempo que passam na rede (ah, me desculpem falar, mas tem muito marido preocupado com os acessos da esposa e vice-versa também. Pronto, falei). Nas empresas, os diretores se esforçam em vão na tentativa de conter o desperdício de tempo de seus funcionários na frente dos computadores. Estudos recentes apresentam números, diríamos, escandalosos: funcionários chegam a passar 3 horas por dia “passeando” na internet. Músicas, vídeos, humor e pornografia são campeões de audiência. Mas o que, nas empresas, anda tirando a patrãozaiada do sério são as redes sociais: MSN (como sempre) e Facebook (já que o Orkut anda meio démodé…) são os primordiais causadores da discórdia. Tá, tem o Youtube também e o BBB. Esse último já tá acabando e vai dar férias até 2013. Aí vai sobrar mais espaço pro Facebook…

Já andei vendo um bocado de carta de advertência pra funcionário por conta de uso indevido dos computadores na empresa. Analisemos: usar o computador da empresa pra dar uma futricada no Facebook é como usar o carro da empresa pra dar um rolê no centro; levar um lero com o namorado (namorada?) no MSN em horário de expediente é como usar o telefone da empresa pra ligar pra tia que mora no interior de Goiás; assistir a um clipe no Youtube, no comecinho da tarde, é como se levantar de trás da mesa da recepção e ir lá dar uma olhadinha no “Vale a Pena Ver de Novo”, na TV da sala de espera. Alguns vão me chamar de elitista, mas os patrões têm estado cobertos de razão nesse assunto: a internet na empresa precisa ser controlada.

Mas não é só o desperdício de tempo a justificativa pra esse controle, não. Os acessos feitos pela galera netmaníaca quase que invariavelmente oferece riscos para o computador. Programas de download de vídeos e músicas – a exemplo do Ares, Kazaa, Emule, Limewire e tantos outros – são um veneno pra saúde dos PC´s: as portas que se abrem para a chegada dos arquivos baixados são as mesmas que os fabricantes de vírus – aliás, quem são eles? Sócios dos fabricantes de antivírus? – usam pra transferir seus arquivos infectados. Manter saudáveis computadores com softwares de downloads é tarefa das mais difíceis. Tem mais uma: estudos mostram também que erros cometidos por operadores de sistemas, em boa parte, são causados pela desatenção e desconcentração típicas de quem está se divertindo.

Aviso aos navegantes: o problema tem solução. Um sistema de Firewall dá conta de racionalizar o uso da internet. Funciona assim: um computador se interpõe entre a rede da empresa (ou de casa) e a internet. Todos os computadores que pretendem chegar até a Web passam, obrigatoriamente, pelo Firewall. Lá são submetidos a regras que definem os perfis de usuários no que diz respeito à internet. A maneira mais típica de organizar isso é montando três perfis de usuários/computadores: quem pode tudo, quem não pode nada e quem pode algumas coisas. A lista do que pode, evidentemente, é configurável segundo critérios definidos pelo cliente.

Num caso recente de um meu cliente que implantou um sistema de Firewall, antes de implantarmos, medimos o volume de tráfego diário: 650Mb. Após a implantação do Firewall – controlando o tipo de acesso de acordo com a necessidade de cada departamento/usuário – o volume caiu para 25Mb. Brinca! A pergunta que não cala e a resposta é óbvia é: O que eram os outros 625Mb de tráfego?

Mas, já que mais acima eu citei o Big Brother Brasil, eu não poderia deixar de aproveitar a oportunidade pra dar uma informação muito importante que vi na internet hoje: o Boninho desmentiu informações de que estaria sondando outro apresentador pra substituir o Bial, no BBB13.

Ahn?!


Sobre o Autor

Cláudio Luís Resende
Cláudio Luís Resende

Cláudio atua na área há trinta anos, é proprietário da Astec Informática e professor no SENAC.

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