O android contra-ataca

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O mercado de tablets (aquele equipamento que ainda não decidiu se é um notebook ou um smartphone) está em ebulição. A brincadeira começou em 2009, quando Steve Jobs, da Apple – sempre ele. E agora quem? Mas isso é uma outra discussão – provocou sua equipe, perguntando por que não existia um equipamento intermediário que ocupasse o vão entre o notebook e o celular. Desafio aceito, foi inventado o iPad. Dois anos passados e tem tablet pra todo lado. Inclusive alguns já fabricados no Brasil.

Ocorre que smartphones e tablets imprescindem de um sistema operacional. Ahn?! Explico: sistema operacional é um conjunto de programas que funcionam como se fossem o “motor” de um computador, ou seja, fazem com que o computador seja um objeto operacionalizável. O exemplo mais típico é o Windows, da Microsoft, que “impulsiona” a absoluta maioria dos computadores ao redor do mundo. Mas os smartphones foram ficando tão inteligentes (daí o nome: “smart”, em inglês, significa “esperto”) que passaram a ter sistemas operacionais também.  Até bem recentemente, cada fabricante criava e implantava nos seus equipamentos os seus próprios sistemas. Isso tornava a comunicabilidade um tanto caótica, já que cada um falava uma “língua”.

A redenção veio em 2009, com o lançamento do Android, da Google, um sistema operacional que poderia equipar qualquer marca de aparelhos celulares. E equipou. De operacionalizar celulares a operacionalizar tablets foi um pulinho: segundo números de vários institutos e organizações, o Android equipa hoje em torno de 50% dos tablets e smartphones do mundo. Concorrendo diretamente com ele, estão o iOS, da Apple, que equipa iPhones e iPads (25%) e o RIM, que equipa Blackberries (15%). Ah, tem também o Windows Phone (1,5%), da Microsoft, que equipa celulares de marcas diversas. Falando em Microsoft, ela aposta alto numa parceria com a Nokia (que também não anda lá essas coisas…) pra ganhar um pouco desse mercado. É importante registrar que esses números destoam um pouco de pesquisa para pesquisa e conforme se considera ou não os mercados de smartphones e tablets como sendo um só.

Fato é que o Android vem ganhando muito espaço e tende a se tornar o “Windows dos Celulares” – numa alusão à liderança do sistema operacional da Microsoft, entre os computadores. Havemos de considerar que o iOS equipa somente produtos da Apple, o que limita a sua participação no mercado. Em contrapartida é necessário lembrar que a Google não fabrica celulares (ainda…), o que reforça o poder do Android, já que um sem-número de marcas de smartphones e tablets têm escolhido esse sistema operacional para seus equipamentos.

Mas o impacto do advento desses sistemas operacionais reverbera por outros cantos e incomoda (ou agrada) mais gente do que se imagina.  A Sony e a Nintendo, que há dois anos detinham em torno de 80% do mercado de games no mundo, viram sua participação cair pela metade em 2011.

Nesse mesmo período, os games para iOS e Android triplicaram sua parcela de mercado: de 20% para 60%.  Especialistas analisam que os tempos de se pagar 250 dólares por um console e 30 dólares por um game estão quase no fim. Há disponíveis, no mercado, games para as plataformas Android e iOS por menos de 1 dólar.

É. Se continuar assim, acho que daqui uns dias meu microondas vai rodar Android também. Vai ser legal: vou comandar o estouro das pipocas direto do menu “Extras” do DVD, na minha Smart TV. Isso é que é convergência.


Sobre o Autor

Cláudio Luís Resende
Cláudio Luís Resende

Cláudio atua na área há trinta anos, é proprietário da Astec Informática e professor no SENAC.

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