Nóis é wireless, mano!

0

Galera, o wireless invadiu geral. Não tem mais jeito. É wireless pra todo lado: em casa, na empresa, no aeroporto, no shopping, no restaurante, no bar… Aproveitando o frete, wireless é um termo importado da língua inglesa, que significa sem fio (wire=cabo, fio, arame; less=menos, ausência, sem). Também é comumente chamado de Wi-Fi (um trocadilho que remete ao conceito do Hi-Fi, high fidelity, ou alta fidelidade), que é uma marca da Alliance, uma associação de fabricantes de equipamentos de comunicação, criada em 1999 para “guiar” os caminhos da tecnologia wireless no planeta.

Nóis é wireless, mano!O Wireless é um conceito que invadiu a nossa rotina, mas não é tão novo assim. Lembro de, em 1990, numa filial de uma grande cooperativa da cidade, em Boa Ventura do São Roque, eu e equipe dentro de uma Kombi, com um terminal de computador da Unisys, um no-break, embaixo da caixa d’água, com uma antena fixada improvisadamente na torre, conectados através de um rádio de comunicação de voz, adaptado para dados, conectando o entreposto até a sede, em Campo Mourão. Foi dos primeiros contatos que tive com o universo wireless.

Claro, né, de lá pra cá muita coisa mudou. De uma coisa ultra-mega-power-vanguarda – a gente lá na Kombi, pilotando um computador: comédia! – wireless se tornou quase obrigatório. Dia desses, mesmo, um gerente de T.I. meu amigo postou na linha de tempo dele, no Facebook, uma Pirâmide de Maslow, em que, abaixo das necessidades básicas, estava o Wi-fi. Muito bom!
Na nossa empresa, no setor de informática, 20% de todos os chamados têm relação direta com o universo wireless. São eventos relacionados a nível de sinal, velocidade de tráfego dos dados, replicação entre ambientes, configuração de dispositivos, os mais diversos. Por causa disso resolvi escrever a respeito pra elucidar alguns mistérios desse universo, em especial o wireless interno (dentro de prédios) usado tipicamente em residências e empresas.

Empresas recorrentemente reportam experiências de baixa velocidade, ausência de conectividade, estrangulamento e até mesmo travamento nos seus ambientes wireless. É preciso que entendamos o seguinte: na imensa maioria das situações, vemos instalados nesses ambientes equipamentos domésticos, que custam, em geral, em torno de R$100. Esses equipamentos não foram concebidos para garantir longo alcance, muito menos robustez pra sustentar 10, 20, 50 dispositivos, como notebooks, tablets, smartphones. Costumo brincar que esses equipamentos foram concebidos pra que você pudesse, no sofá da sala, com o notebook no colo, enquanto assiste a “Conselheiro do Crime”, ir lá no Google perguntar se o diretor Ridley Scott é o mesmo que dirigiu “Blade Runner”, em 1982…

Quando o assunto é o uso “pesado”, são necessários equipamentos mais profissionais, que vão custar de R$500 a R$1.000, dependendo da marca, modelo e especificações técnicas. Porém, apesar de o preço não ser muito convidativo, é preciso registrar que a experiência de uso desses equipamentos é invariavelmente muito satisfatória. Há poucos dias, num grande colégio da cidade, presenciei um conjunto de equipamentos wireless sustentando mais de 120 dispositivos conectados simultaneamente.

Esses equipamentos profissionais, além de garantir qualidade, permitem um gerenciamento de alto nível, como limitar banda de tráfego, tempo de acesso, horários de uso, volume de tráfego, bloquear dispositivos, gerar relatórios, gerar senhas com vencimento programado, etc. Enfim, na empresa, na escola, no hotel, no shopping, no bar, não dá pra usar um equipamento qualquer: os equipamentos residenciais não suportam, eles vão surtar.

É interessante que se observe também que, quando o assunto é internet, o fato de se ter instalado no ambiente um equipamento wireless de alto padrão não vai “consertar” a sua internet se ela for ruim. Quem vai determinar a velocidade do tráfego na internet é o plano que você tem contratado com seu provedor de acesso. Se sua internet for lenta, não há equipamento wireless que resolva. É preciso mudar de plano. Ou de provedor.

Outro aspecto interessante de se observar também é que a qualidade de sinal sofre a interferência de, principalmente, dois fatores: a distância e os obstáculos. O sinal se degrada à medida que nos afastamos da base, isso é inevitável. Ocorre a fragilização do sinal também quando temos obstáculos físicos entre o dispositivo móvel e a base, como paredes, móveis, árvores, muros, por exemplo. Outra coisa que precisa ser dita é que o nível de sinal wireless de um tablet de R$250 não vai ser o mesmo de um notebook de R$ 2.500. Gente, não tem milagre, né, vamos combinar.

Isto posto, veja onde você está, aonde quer chegar e, na dúvida, convide um profissional da área a lhe prestar apoio. Pra tudo tem solução. Sempre.


Sobre o Autor

Cláudio Luís Resende
Cláudio Luís Resende

Cláudio atua na área há trinta anos, é proprietário da Astec Informática e professor no SENAC.

0 Comentários



Seja o primeiro a comentar!


Deixe uma Resposta


(obrigatório)


Nunca mais perca uma postagem. Informe o tipo de conteúdo que você deseja receber e ganhe um cupom de desconto para uma compra na metropolestore.com.

Fica tranquilo, não enviamos spam.