Mais caro que peixe

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PeixeQuem foi meu aluno no Senac já sabe: costumo fazer comparações (às vezes, até meio infantis, reconheço…) entre computadores e carros. A intenção é tentar me fazer entender, estabelecendo paralelos entre os dois universos. É que, de carro, todo mundo entende um pouco, né. Então as comparações acabam sendo bem, digamos, ilustrativas. Aqui mesmo, na Coluna, já andei fazendo esse tipo de comparação em várias ocasiões.

Mas estou tocando no assunto porque a discussão, dia desses, era sobre manutenção de computadores. Um amigo reclamava: “pô, toda hora tem que arrumar, toda hora tem que trocar coisas…”. É verdade: toda hora tem que arrumar mesmo! É meio igual ao carro, sabe: uma hora é a suspensão, outra hora é a elétrica, outra hora é o carburador (tá bom, tá bom: a injeção eletrônica… É que sou meio antigo!). Com o computador é igualzinho: uma hora é a impressora, outra hora é o monitor, outra hora é um vírus, outra hora é o “Conectividade Social” (esse último com mais frequência, um pouco: os amigos técnicos de informática e contadores vão me entender…).

E, na boa, não há como fugir disso. A manutenção é algo absolutamente indispensável. Ah, claro, e como nos carros, quanto mais antigo o computador, mais manutenção ele vai demandar, por razões pra lá de óbvias. E quanto tempo dura um computador? Vou precisar recorrer às comparações com os carros novamente e re-perguntar: Quanto tempo dura um carro? A resposta vai variar muito. Dependendo da ficha técnica e da qualidade do equipamento, um computador pode durar até uns 5 anos. Entenda-se por “durar” o tempo em que ele pode se manter útil ao seu proprietário, garantindo performance satisfatória. Mas eu já vi computadores durarem 10 anos ou mais. Evidentemente, 10 anos passados, um computador, apesar de ainda estar funcionando, já não vai mais estar servindo pra grandes coisas…

Ocorre que, apesar de ainda estar operacional muito provavelmente, ele já não dará conta de rodar os aplicativos necessários às suas atividades pessoais ou empresarias. Na intenção de prolongar a longevidade do computador, comumente, ele vai sendo realocado: da diretoria ele vai pro gerente financeiro; do financeiro ele vai para o vendedor; do vendedor ele vai para o almoxarifado e assim por diante. Essa migração é possível – e muito praticada – porque cada área da empresa pratica atividades diferentes, que, compreensivelmente, vão demandar recursos diferentes de cada equipamento. Com um pouco de esperteza, é possível prolongar bastante a vida útil dos computadores.

Quanto mais se prolongam suas vidas, mais manutenção eles vão demandar. Porém, computadores de qualidade, que recebem uma manutenção bacana, podem ser uma opção bem econômica para a sustentação do parque instalado. O que, com certeza, não dá é para tentar evitar a manutenção, seja de equipamentos novos ou antigos. A ausência de manutenção adequada vai gerar risco de perda de informação, quebra de produtividade, aumento do nível de estresse, interrupção do funcionamento da empresa e por aí vai…

É preciso entender, também, que diferentemente de alguns outros equipamentos da empresa, os computadores são exigidos em tempo integral. Em geral, um computador, na empresa, fica ligado de 10 a 12 horas por dia, de segunda a sábado. É natural que eles requeiram atenção de vez em quando, né. E, olha só, quando eles pedirem atenção, não negue: a falta de manutenção adequada pode fazer o molho sair mais caro que o peixe.


Sobre o Autor

Cláudio Luís Resende
Cláudio Luís Resende

Cláudio atua na área há trinta anos, é proprietário da Astec Informática e professor no SENAC.


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