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Definitivamente o “i” está em alta no universo da “i”nformática: i3, iMac, iPad, i7, iPod, iPhone, i5… Ih! Isso tá ficando confuso – especialmente pra nós, brasileiros, que não estamos muito habituados ao universo da Apple.

A Apple é uma gigante do mercado de informática, concorrente de outros gigantes, como Microsoft, HP, IBM, Dell, entre outros. A particularidade dela, em relação aos outros, é que ela fabrica hardwares e softwares: ou seja, equipamentos e programas. A Microsoft e outras, discretamente, também fazem isso, mas a Apple é bem mais incisiva nesse aspecto do casamento entre hardware e software. Talvez daí, a superioridade de seus produtos, como defendem alguns – leia-se “muitos”.

A principal diferença, visível a olho nu, é que os Macs (microcomputadores da Apple) não rodam sistemas operacionais da Microsoft – os tão familiares Windows XP, Vista ou Seven, por exemplo.  Por conta disso – e de outras tantas diferenças de engenharia de hardware – os Macs não são considerados PC´s (Personal Computers – computadores pessoais), constituindo, eles, uma família própria de computadores de uso pessoal: eles são uma espécie de primos ricos dos computadores aos quais estamos habituados.

Os queridinhos dessa família foram, durante um bom tempo, os iPods, que seriam facilmente (senão totalmente) comparados a MP3 players. Claro que têm suas peculiaridades: alguns modelos trazem leitores de e-books (os livros eletrônicos), por exemplo.

Outros membros dessa nobre família são os iPhones, celulares de luxo que caíram na graça de, especialmente, quem acessa a internet, já que desde sempre contemplaram recursos moderninhos, como touch screen (tela sensível ao toque), wi-fi (rede sem fio) e blue-tooth.

Por sua vez, o iMac inaugurou a era dos all-in-one,  computadores em que não há o gabinete da CPU (ou torre, como chamam alguns). Todos os itens de hardware (disco rígido, placa-mãe, memória, processador…) são montados “dentro” do monitor. Externamente o que se vê são apenas o monitor, o teclado e o mouse.  Um dos principais trunfos da Apple é o vanguardismo no design. Atualmente já temos PC´s (da HP, por exemplo) seguindo a tendência do all-in-one.

Mas o caçula da turma – e ultimamente, o mais cobiçado –  é o iPad. Pertencente à família dos tablets – ou pranchetas – é um microcomputador com design muito inovador: não possui teclado ou mouse – quando é preciso digitar algo, um teclado surge na tela, sensível ao toque. Sua maior vocação é a capacidade de acesso a conteúdos, especialmente jornais, revistas e vídeos, na internet.

Seu impacto está sendo tamanho que grandes editoras já estão disponibilizando seus periódicos em formato próprio para iPad. Qual a vantagem? A mesma da internet: a agilidade. No começo da manhã a capa da sua revista pode ser uma, tratando de um assunto. No meio tarde, a capa já pode ter mudado, em função de um assunto mais importante ou interessante. Isso sem contar as despesas de impressão, que inexistem.  Outra: no iPad, os jornais, as revistas podem oferecer um volume muito mais rico de informações, como vídeos, por exemplo.

Mas, e o notebook, vai ser substituído pelo iPad? Aparentemente não. Eles têm vocações diferentes. No iPad você não pode armazenar informações com volume significativo: a intenção principal é acessar conteúdos externos e não manter conteúdos. Ele passa a ser um aliado nesse universo de bugigangas eletrônicas com o qual temos aprendido – ou, ao menos, tentado aprender – a conviver.  Sentados numa poltrona, ou deitados na cama, o conforto de “pilotar” um iPad é infinitamente maior do que o de um notebook.

Mas a concorrência da Apple não está assistindo a esse acontecimento passivamente: Samsung, Dell, ZTE, BlackBerry e outros já lançaram – alguns ainda estão programando o lançamento – de seus tablets também.  O fato é que – tal qual o celular e o GPS – muito em breve já não vamos mais nos imaginar sem um tablet e vamos, claro, nos fazer a recorrente pergunta: “Nossa! Como eu vivi a minha vida inteira sem isso?!”

Voltando aos “is”, a nova família de processadores da poderosa Intel foi batizada de “Core i”. A família é composta pelos processadores i3, i5 e i7, que poderiam ser, grosseiramente, comparados ao Celeron, Dual Core e Core2Quad, da família anterior. Coincidência o “i” no nome? Vai saber…

De nossa parte, é bom irmos preparando o orçamento e separando um dinheirinho pros tablets – iPads ou não – das crianças.


Sobre o Autor

Cláudio Luís Resende
Cláudio Luís Resende

Cláudio atua na área há trinta anos, é proprietário da Astec Informática e professor no SENAC.

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