Enxugando gelo II

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Recentemente escrevi para a revista uma coluna cujo nome era “Enxugando gelo”. Na ocasião eu comentava sobre como é difícil se manter um parque de informática atualizado. Parece que nunca acaba: tem sempre alguma coisa a ser comprada para se manter o ambiente operacional.

shutterstock_214793644Dessa vez vou usar a expressão de novo pra ilustrar uma frustração que, não raro, tem me tomado.  Diariamente computadores passam pelo nosso laboratório. Alguns têm problemas de hardware, outros são novos e chegam até nós para a instalação e configuração de sistemas. Mas boa parte deles vem para serem formatados. A formatação, registra-se, é alguma coisa mais ou menos parecida com matar o boi para curar a doença. É assim: o computador fica tão ferrado, que não tem antivírus ou ferramenta de otimização que dê conta de recuperá-lo. A última cartada é, então, a formatação. É como implodir um prédio e começar a construção a partir do alicerce novamente.

É, tipicamente, um processo que eu, em particular, reluto ao máximo em fazer. Na verdade, meus clientes também. O motivo da relutância é que esse procedimento gera significativo desconforto para o usuário: o tempo demandado pelo processo é longo, normalmente, entre 24 e 48 horas de computador parado e, após o computador ter voltado ao cliente, ainda é necessário que se reconstrua tudo: configurações de scanner, impressoras, acesso à rede, à internet, ao servidor, recuperação de documentos, imagens, músicas…  Em resumo, é dolorido. Não bastasse esse contexto todo que, por si só, já me contraria, de uns tempos para cá essa investida tem efeito menos duradouro a cada dia que se passa. Em outros tempos um computador formatado demorava 12, 18 meses para retornar ao nosso laboratório, apresentando problemas novamente.

Nesses tempos atuais tem computador que não sobrevive por uma semana até aportar em nosso laboratório novamente com defeitos.
Esse fenômeno tem se manifestado porque, em especial, a internet tem estado infestada de vírus. As armadilhas estão esparramadas por todos os cantos. Mesmo pra nós, que somos profissionais da área, tem sido difícil se manter o computador intacto aos ataques que partem de todos os cantos: e-mails, downloads, propagandas… É preciso muita cautela na navegação. É tanta armadilha que, mesmo os sites dos bancos, historicamente seguros, têm minado a saúde dos computadores.

Lá no segundo parágrafo usei a palavra “frustração” porque a sensação que se tem, vez por outra, é a de que o empenho, o trabalho e o tempo gasto não serviram pra nada, já que rapidamente o resultado obtido se esvai. É uma sensação parecida com ver o muro que foi pintado no dia anterior, todo pichado de novo. Os conselhos aos usuários para evitarem que isso aconteça são recorrentes: não abrir e-mails suspeitos, instalar e manter atualizados softwares antivírus, evitar programas de downloas de vídeos ou músicas e ser cauteloso na navegação. Se ainda assim seu computador sucumbir, não vai ter jeito: uma fomataçãozinha deve resolver.  E dê-lhe enxugar gelo…


Sobre o Autor

Cláudio Luís Resende
Cláudio Luís Resende

Cláudio atua na área há trinta anos, é proprietário da Astec Informática e professor no SENAC.

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