Tratamento de Esgoto em Condomínios Residenciais

A Estação de Tratamento de Efluentes Sanitários é um sistema modular para tratamento biológico de águas servidas (esgoto). Sua aplicação é recomendada para residências, edifícios e condomínios residenciais, indústrias (carga orgânica de refeitórios e banheiros), parques, casas de praia, chácaras, sítios, fazendas e todas as situações em que não haja atendimento por uma rede pública de esgoto.

O uso de Estações de Tratamento de Efluentes (ETEs) nas indústrias e em condomínios horizontais e verticais populares e de alto padrão vem se tornando cada vez maior, pois o consumidor final (o cliente), está muito mais exigente na escolha de seu imóvel, no que diz respeito aos condomínios.

Tratamento de esgoto em condomínios residenciaisOutro fator importante para demonstrar esse aumento no uso de ETEs, são as mudanças nas legislações ambientais e a fiscalização dos órgãos ambientais para esse tipo de empreendimento, pois não pode deixar apenas a mão do setor público, deve sim cobrar dos empreendedores para que procurem alternativas eficazes para minimizar o impacto ambiental, além da necessidade de descartar efluentes com uma qualidade aceitável, onde o mesmo não seja danoso ao meio ambiente.

A fossa séptica, sistema em que o esgoto é depositado em um poço onde a parte líquida é absorvida pelo solo e a sólida é removida mecanicamente, não é tida mais como uma alternativa viável em alguns Municípios do Paraná, um cenário que tende a acabar devido à extinção das licenças ambientais “eternas”.

Com o desenvolvimento de novas tecnologias e a chegada das ETEs Compactas, outros setores podem agora tratar de maneira adequada seus efluentes e até mesmo reaproveitá-los em outras atividades como jardinagem, limpeza e reabastecimento de vasos sanitários.

O aumento do interesse das empresas em equipamentos de saneamento é visível nos faturamentos das fabricantes. A empresa Mizumo, especializada no setor, há dois anos tem um crescimento de 20% e, para este ano, já projeta aumentar seus negócios em 40%.

A General Water, por sua vez, viu seu faturamento crescer 50% nos dois últimos anos, com clientes na área comercial e de serviços. Outra fabricante, a Biosistemas, também cresceu 50% ao ano nos últimos dois anos, trabalhando conjuntamente com sistemas de reuso da água.

Tratar efluentes há 15 anos era muito caro, hoje permite às empresas e condomínios fazerem economia.

Há cinco anos uma estação para atender 20 mil pessoas custava em média R$ 10 milhões, hoje ela pode ser comprada por até R$ 2 milhões. A Mizumo não fala em valores, mas estima que nos últimos cinco anos as melhorias nos processos produtivos, desenvolvimento de fornecedores e otimizações logísticas, permitiram que eles conseguissem uma redução de preços de aproximadamente 40%.

As estações que outrora demandavam áreas enormes e manutenção especializada, hoje podem ser compactas, subterrâneas e ter sua manutenção realizada até uma vez por ano.

As vantagens de novas tecnologias e redução de espaços, aliadas à economia financeira, pois os valores deduzidos da conta dizem respeito não só ao volume de água potável economizada, mas também contabilizam a redução do volume de esgoto descarregado na rede pública de saneamento, tornam cada vez mais atrativas e acessíveis as Estações de Tratamento de Efluentes Compactas.


Sobre o Autor

Rodrigo Sampaio Pasquini
Rodrigo Sampaio Pasquini

Biólogo, Analista Ambiental e Diretor Ambiental do Instituto Consciência Verde

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