Sustentabilidade: por onde começar?

Reusable shopping bag full of groceries

O tema costuma ser colocado de forma ampla, com debates sobre biodiversidade e a necessidade de legislação ambiental mais rígida para preservar a vida na Terra.

Geralmente nos leva a pensar em aquecimento global, desmatamento da Amazônia, emissão de poluentes. Apesar de importantes para debates e formação de opinião, esses são assuntos abrangentes, cujas conseqüências parecem nos afetar a médio e longo prazo, mas sobre os quais não temos poder.

Ficamos indignados com grileiros na Amazônia, governos, madeireiras, instituições financeiras, enfim, com os que parecem deter o poder e não fazem nada. Sabemos que, se não acontecerem mudanças, do ponto de vista ambiental, o futuro não se mostra promissor. Mas essas mudanças são pra quando e começam onde?

Será que é preciso esperar a aprovação do novo Código Florestal ou novas publicações científicas para fazermos novos debates? O conceito de sustentabilidade está ligado ao conceito de responsabilidade e a nossa responsabilidade tem o exato tamanho do nosso poder, seja ele individual ou coletivo.

Os debates e mudanças propostas nas esferas política, econômica, social ou científica são exercícios do nosso poder coletivo. Na esfera de poder individual, sustentabilidade significa que cada pessoa é responsável pela própria existência: cada um de nós escolhe o que consumir, como descartar o que não serve, como utilizar os recursos disponíveis.

A vida de cada pessoa causa um impacto, gera conseqüências e isso é fato. Mas a qualidade desse impacto depende das escolhas pessoais e escolher não fazer nada não nos torna menos responsável. A verdadeira mudança está nas mãos de cada um. Começa aqui e agora. Não há outro momento e nem outro lugar.

 

Qual o primeiro passo para a Sustentabilidade?

 

Há semanas atrás, apareci aqui na revista Metrópole contando que utilizava a sacola retornável quando ia ao supermercado, reduzindo o consumo de sacolinhas plásticas. Faço isso há uns 2 anos, só não entendia porque o puxa-saco lá de casa vivia cheio (como muita gente, reutilizo sacolinhas plásticas para o lixo orgânico). Ao ler a matéria, me dei conta de que não deixei claro que utilizava a sacola retornável apenas no supermercado e senti  o peso da responsabilidade na primeira loja em que me entregaram uma sacolinha plástica. Decidi que utilizaria a sacola retornável nas demais situações, sempre que possível. Foi meio esquisito puxar a sacola retornável numa loja de utilidades domésticas, mas de lá pra cá recusei mais de 20 sacolinhas, fora aquelas do supermercado. Eu, que me achava uma pessoa comprometida com os valores da sustentabilidade, compartilho isso com vocês porque acredito que o nosso comprometimento, a nossa vontade de fazer o que é bom, é um bom começo, é melhor que nada. Mas penso que é a nossa atenção com relação às nossas atitudes que nos permite dar o primeiro passo. E depois o segundo, o terceiro…

Todo mundo tem como contribuir. Não importa se vai ser Recusando embala  gens descartáveis, Reduzindo o desperdício, Repensando as necessidades de consumo, Reutilizando produtos ou separando resíduos para a Reciclagem (os R’s da sustentabilidade são bons pontos de partida). E também não importa quantos deslizes certamente nós ainda vamos cometer tendo a sustentabilidade como referência. Mas é fundamental compreender que a mudança coletiva é construída a partir de atitudes pessoais que geram, sim, resultados diretos, e também geram bons exemplos. Acredite: você pode fazer a diferença!


Sobre o Autor

Zuleide Milanez Giraldi
Zuleide Milanez Giraldi

Empresária da AME Treinamento e Desenvolvimento, participante do Fórum da Agenda 21 de Campo Mourão e do Conselho do Observatório Social.


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