Mobilidade sustentável

Para quem conhece o pedagogo Gilberto Santana de Alencar, o Gilbertinho, sabe que ele sempre esteve comprometido com propostas de mudança, sejam políticas ou de atitude comunitária. Sua mais nova iniciativa tem a ver com mobilidade sustentável e atributos como economia, agilidade, saúde e socialização. “Na verdade sempre gostei de fazer a diferença. Parti do ponto de vista que queria algo ecológico e menos poluente para o meu transporte e que também facilitasse meus deslocamentos porque cruzo a cidade diariamente – do Lar Paraná ao Jardim Alvorada.  Por isso comprei uma bicicleta elétrica”, conta.Sustentável Mobilidade

O novo meio de transporte “made in China” já se incorporou à vida do pedagogo, como exemplo de transporte urbano para estes novos tempos. “Pesquisei bastante, vi como no mundo – Japão, China, Europa – as pessoas estão usando a bicicleta elétrica para se deslocar no trânsito. Também pensei no trânsito de Campo Mourão, que já está bem complicado, bem como na facilidade de encontrar um estacionamento. Estou muito feliz com a aquisição, ela responde muito bem às minhas necessidades”, diz.

Gilberto acredita que em Campo Mourão seria possível ter muito mais destas, especialmente para quem tem vontade de colaborar com o meio ambiente, utilizando um meio de transporte mais ecológico. “Na verdade, também estamos ajudando a humanidade, sem explorar a terra. Vejo que, com tantos carros e a intensa exploração de petróleo, estamos sugando as veias, tirando o sangue da terra”, reflete.

“Ela é uma benção. Tinha dúvidas sobre seu desempenho e se subiria com tranquilidade a rua onde moro. Mas deu tudo certo e ela tem a velocidade ideal, chega no máximo a 25 quilômetros por hora. Além de econômica, não me deixa com cheiro de gasolina e não chego suado ao trabalho. Gastava com transporte R$8 por dia, entre mototáxi e transporte coletivo, hoje não gasto mais que R$0,50”, afirma. Ele aponta ainda outras vantagens: “Posso usá-la para o lazer ou cuidar da saúde, pedalando”.

Gilberto só lamenta que ela seja muito discreta, porque o barulho que o motor emite se parece – quando muito – a um ventilador ligado. “Como é silenciosa, já tive dificuldades. As pessoas não a percebem como deveriam e se surpreendem porque ela também é mais rápida que as demais bicicletas. Elas perguntam: – O que é isso? Eu pensava que era bicicleta, mas veio rápido como uma moto… Mas a gente fica mais tranquilo porque o freio é muito bom, igual ao de uma moto – o traseiro – e o da frente como o das bicicletas convencionais”, fala.

Ele destaca ainda que, por estes motivos, é necessário estar muito atento em tudo o que se passa durante o trajeto. “Eu recomendo o dobro de atenção, tem que estar fazendo sinal com a mão e colocar uma buzina. Você vai conviver no meio de automóveis, caminhões, outras motos. Tem que ter malícia. Saber que não é uma moto, é bicicleta e você deve se portar como um ciclista”, alerta.

Lembra ainda de alguns acessórios importantes para conduzir o veículo e evitar acidentes. “Tem que usar capacete com viseira, de preferência o de motociclista, que é mais seguro. À noite, ligar o farol. Eu já até fiz algumas adaptações para andar com ela à noite, para ter melhor visibilidade. Outra coisa essencial é que o condutor tenha noção, ainda que mínima, de direção e legislação de trânsito, e jamais entregá-la a uma criança”, aconselha.

A bicicleta elétrica tem manutenção mínima e é carregada com uma bateria bivolt de lítio.  “Eu carrego à noite, por seis horas, o que me dá 40 quilômetros de autonomia para andar por aí”, informa.

“Aconselho o uso para quem quer uma vida mais saudável e gosta de estar comprometido com o meio ambiente. Aqui já temos umas seis pessoas que usam a bike elétrica e em várias partes do mundo já estão usando há muito tempo. Penso que aqui é uma questão de cultura, as pessoas ainda não se deram conta dos benefícios e dos atributos que ela tem. Quem sabe um dia, com mais ciclovias, espaços mais adequados, mudem de ideia. Eu não uso a ciclovia da Avenida John Kennedy porque tem muitos pedestres, é perigoso, mas gostaria de poder, se elas e outras oferecessem menos riscos”, comenta.

Gilberto fala ainda que a bicicleta já marca sua passagem pela cidade e está sendo reconhecido como o tiozinho da bike elétrica. “Porque ando de roupa social para trabalhar e chamo a atenção. Além de que, na rua onde moro ou na Escola, a criançada adora ficar por perto. A curiosidade é a diversão deles, que rodeiam, querem andar nela. Passo apurado, mas não deixo mesmo, porque é muito perigoso”, finaliza.

  • Por Regina Lopes
  • Fotos Fernando Nunes

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