A possível sustentabilidade em casa

Muitas pessoas promovem ações em suas residências, como a separação de resíduos recicláveis, uso de iluminação adequada, captação de água da chuva, entre outras.

O que poucos sabem é que se pode ir além, buscando informações sobre o entorno das moradias e se alguns aspectos são atendidos, como o tratamento de esgotos e replantio de árvores.
Em Campo Mourão, empresas da área de construção civil podem atuar no planejamento de obras que atendam às regras da sustentabilidade, com o foco em uma economia viável, aspectos ecológicos, econômicos e culturais diversos.

Em todos os empreendimentos podem ser criados planos e projetos de gestão dos resíduos sólidos da construção. No próprio canteiro de obras, os materiais devem ser separados em lixeiras ecológicas. São pequenas atitudes que fazem a diferença e deveriam se tornar um hábito em qualquer projeto.

O ambiente em que vivemos influencia o nosso humor, nossa disposição e os nossos hábitos de vida. Chegar em casa após um dia de trabalho e encontrar um ambiente tranquilo, bonito e inspirador, faz muita diferença, é motivador. A casa é um reflexo do seu morador e da forma como ele vive. Então, morar em um lugar agradável, em contato constante com a natureza, com espaço para a prática de esportes e que proporcione bem-estar, só pode trazer benefícios.

A natureza ao redor do condomínio também deve ser levada em consideração na hora do projeto.

A hora de construir uma casa é um momento delicado e de muita atenção. São inúmeras dúvidas e questões que nem sempre são fáceis de resolver. A construção em condomínios fechados, por exemplo, requer muito estudo e conhecimento do local da obra e dos requisitos solicitados pela administradora do empreendimento. Nessas horas é preciso ficar atento ao conceito do condomínio.
Você deve estar pensando: mas como saber qual a construção mais adequada ao condomínio? Uma casa de campo? Uma casa de praia? Uma chácara?

Antes de mais nada, é preciso observar as normas e parâmetros construtivos estabelecidos. Estas normas têm como objetivo estabelecer um padrão de construção e estética para as casas do condomínio. As normas geralmente são bastante genéricas, deixando espaço para a criatividade dos arquitetos que irão projetar as residências do condomínio.

Construção na prática

O primeiro passo é encontrar um arquiteto que entenda o que você busca. Ele irá desenvolver um projeto que seja “a cara do dono”, integrando as suas ideias às reais necessidades de uma casa. A sinergia entre o arquiteto e o proprietário deve ser muito grande. A fase de entrevistas e pesquisa é a mais importante para o desenvolvimento de um bom projeto. Nesta fase preliminar é estabelecida a linguagem arquitetônica, espaços e compartimentos importantes, cômodos e áreas da casa que deverão ser mais valorizadas, área construída aproximada, entre outros pontos importantes.

A natureza ao redor do condomínio também deve ser levada em consideração na hora do projeto. Uma casa com muitas janelas, aberturas e varandas, além de tornar a natureza visível, auxilia a ventilação da residência. Observar a orientação do sol é crucial. Os quartos devem ser posicionados na face leste ou norte, para que incidência solar seja maior na parte da manhã, “esfriando” na parte da tarde e criando uma temperatura mais amena no período noturno, quando de fato o ambiente será ocupado.

O uso de um pé-direito mais alto também auxilia muito na redução do calor, facilitando a circulação de ar dentro da casa. Outra medida fácil e indicada pela One Degree Less (Um Grau a Menos), num estudo realizado pela Green Building Council Brasil, revela que é possível diminuir a temperatura do interior das construções pintando paredes e telhado com cores claras. Segundo a pesquisa, a pintura de telhados e lajes superiores com cores claras reduz a temperatura no interior das edificações em cerca de 6ºC, já que o branco reflete até 90% dos raios solares, enquanto a telha cerâmica comum absorve a mesma porcentagem de calor.
E, claro, é preciso ficar atento às etapas da construção. Evitar o desperdício de materiais e o lixo gerado na obra é a chave de um projeto bem finalizado e dentro do orçamento inicial. Quanto mais informações a equipe que irá executar a obra receber do projetista, menor é a chance de “quebra” dos materiais, ou seja, a compra é feita na quantidade exata.

Modulação do projeto dos revestimentos como pisos, azulejos e pastilhas, utilização de forma metálica para o concreto, coleta seletiva e elaboração de um manual e plano de gerenciamento dos resíduos, utilização de tintas a base de água (sem solventes), são algumas medidas simples que podem ajudar a reduzir o lixo gerado pela obra e aumentar o desempenho, vida útil e durabilidade da construção.


Sobre o Autor

Rodrigo Sampaio Pasquini
Rodrigo Sampaio Pasquini

Biólogo, Analista Ambiental e Diretor Ambiental do Instituto Consciência Verde


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