Mitos e verdades sobre o uso do fone de ouvido

shutterstock_96292949Os fones de ouvido ganharam adeptos entre pessoas das mais variadas idades, principalmente após a popularização dos aparelhos de MP3 players e celulares. Mas seu uso precisa de cuidados.

O limite de tolerância ao ruído está relacionado ao tempo de uso e à intensidade do som. Quanto maior a intensidade do som, menor deve ser o período de exposição.

A intensidade do som durante o uso dos fones de ouvido deve ser até metade da capacidade do aparelho não abafando a própria voz e os sons externos. Isso vale mesmo quando usamos apenas um dos lados. Também é fundamental evitar tempos prolongados de uso do equipamento, sendo aconselhável não ultrapassar duas horas. Higienizar os fones é um aspecto importante para manter a saúde das estruturas externas da orelha.

Dificuldade auditiva, dor de cabeça, zumbido e/ou tontura persistentes após a exposição aos ruídos intensos podem surgir, nesses casos recomenda-se procurar um médico otorrinolaringologista para avaliar esses sinais.

Os mitos sobre o uso dos fones de ouvido:

  • Em ambientes com ruídos constantes, ouvir música pelo fone é relaxante e evita malefícios do barulho. Mito. A música pode ser prazerosa e relaxante, mas para que o uso de fones não seja prejudicial, recomenda-se utilizar o controle de volume até a metade, por no máximo duas horas, manter o volume em um nível que ainda consiga escutar a própria voz e não tentar mascarar o ruído externo.
  • O uso do fone em apenas um dos ouvidos tem gravidade menor do que a utilização em ambos.  Mito. Essa estratégia pode ser negativa se a pessoa, ao usar fone em apenas uma orelha, tentar aumentar, ainda mais, o volume, buscando ouvir a música e não ouvir o ruído externo. Neste caso, há risco do desenvolvimento de perdas auditivas unilaterais. A recomendação é a mesma: uso do controle de volume até a metade e cautela com o tempo de uso.

As verdades sobre o uso dos fones de ouvido:

 

  • A utilização prolongada dos fones de ouvido em alto volume pode causar danos, como perda de audição. Por isso, é muito importante que as pessoas fiquem atentas a qualquer variação na sensibilidade auditiva.
  • Se uma pessoa já apresenta uma perda auditiva, o uso inadequado (em alta intensidade por períodos prolongados) pode piorar, ainda mais, a audição residual.
  • Fones menores, usados dentro do canal auditivo, podem ser ainda mais prejudiciais. Fones externos, para esse fim, são melhores.
  • O som muito alto ouvido pelo fone é tão prejudicial quanto um show com efeitos sonoros sofisticados. O som alto, seja ele nos fones de ouvido ou em um show, é prejudicial sempre que estiver nas seguintes situações: exposição por período prolongado, intensidade alta (volume) e frequência da exposição. No caso de fones de ouvido internos, isso pode ser ainda mais perigoso pela forma como o som atinge o ouvido.
  • O fone de ouvido não higienizado pode transmitir fungos ou bactérias para o ouvido, especialmente os fones pequenos utilizados internamente.

Muitos problemas de audição aparecem acompanhados de outros, já que o labirinto, órgão responsável pelo equilíbrio, está localizado na parte interna do ouvido. Muitos jovens, população que utiliza fones de ouvido com bastante frequência, já relataram ter escutado zumbido nos ouvidos. Mesmo que o sintoma desapareça depois de algumas horas, esse fato não deve ser ignorado e recomenda-se que a pessoa procure um médico otorrinolaringologista já que o zumbido pode ser um dos indícios iniciais do comprometimento auditivo.

Vale lembrar que os prejuízos para a audição, em decorrência da exposição excessiva aos ruídos, são irreversíveis. Sendo assim, a prevenção é a melhor forma de manter os ouvidos saudáveis.


Sobre o Autor

Metrópole Revista
Metrópole Revista

Revista de variedades.


Fatal error: Uncaught Exception: 12: REST API is deprecated for versions v2.1 and higher (12) thrown in /home/metropolerevista/metropolerevista.com.br/html/wp-content/plugins/seo-facebook-comments/facebook/base_facebook.php on line 1273