Em sintonia com a natureza

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As maravilhas de morar no campo

Há 3 anos Valmor e Marlene trocaram a cidade pelo campo e não pensam mais em voltar. Lá eles vivem em contato constante com a natureza, respiram ar puro, não sofrem com poluição sonora e ainda têm a companhia de muitos animais. Antes disso, Valmor que trabalhava no sítio, tinha que ir e voltar para a casa na cidade diariamente. Agora, é Marlene que faz o trajeto para trabalhar, mas diz que vale a pena. “Aqui nós temos nossas frutas, nossa horta, plantamos as mudas de flores, com isso estamos tão integrados com a natureza, que não queremos mais saber da cidade”, enfatizou.

O desejo de morar no sítio vem das raízes dos dois. Valmor morou muito tempo na cidade, mas desde a infância morava na roça, onde vivia com os pais. “Naquele tempo se caçava, se pescava, jogava futebol. Era muito bom”, relembrou. Marlene, que é de origem alemã, sempre teve muito gosto por plantas e flores e, em breve, pretende realizar o desejo de ter um belo jardim. “Até agora não foi feito por falta de tempo, devido ao meu trabalho na cidade e, assim que me livrar dele, quero me dedicar e transformar isso aqui num grande jardim”, afirmou.

E lá no rancho, você encontra de tudo: plantação de soja, milho, além de colônias de eucaliptos e árvores silvestres que eles mesmos plantam. Eles também cultivam vários tipos de árvores frutíferas: jabuticabeira, mangueira, pitangueira, cerejeira, araticunzeiro, aceroleira, laranjeira, entre outros, o que garante frutas durante o ano inteiro. A horta, com vários tipos de verduras e legumes é, claro, orgânica, assim como o adubo que vem da própria criação de carneiros.

A interação com a natureza é muito grande, inclusive com os animais. São cachorros, gado, galinhas de angola, gansos, galinhas caipiras e carneiros. “Nós temos a preocupação de não apenas morar aqui, mas ter um cuidado especial com a natureza que está ao nosso redor”, disse Marlene. Cuidado especial que eles têm inclusive com a reserva natural que tem dentro da propriedade, preservando a mata ciliar, evitando o desmatamento e o abate de animais silvestres. E o carinho com a reserva já trouxe seus resultados: muitos animais silvestres, que antes não se viam na região, estão surgindo. “Desde os mais simples, como lebres, tatus e guaxinins, até uma onça parda que disseram avistar por aqui. Também tem muitos javalis, que não são nativos de nossa região, mas apareceram por aqui. Com a gente conservando, a natureza vai se recompondo naturalmente”, ressaltou Marlene.

Eles ainda precisam ir à cidade para encontrar com os amigos, para ir ao mercado, farmácia. Mas, eles acreditam ser mais saudável morar no campo. “Conviver com a natureza não tem explicação, sentimos muita coisa boa”, enfatiza Valmor. “Depois que mudamos pra cá temos muito mais disposição, andamos pela propriedade, vamos à lavoura, ver o gado, sempre caminhamos bastante”, afirmou Marlene.

E não é porque eles moram no campo, que eles vivem na escuridão. Na casa do casal tem internet, TV a cabo, ar condicionado e até um elaborado sistema de segurança. “Temos todo o conforto, tanto quanto na cidade, e até mais. Porque aqui temos espaço. Quando morávamos em apartamento, estávamos fechados, entre quatro paredes, aqui não, estamos livres, com a natureza. É muito gostoso”, ressalta Marlene.

Mas, esse paraíso eles não guardam apenas para si. Compartilham com os amigos e familiares. Para eles, quando os netos e filhos estão presentes, é a maior alegria. Tanto que lá existem vários espaços especiais para crianças: uma casinha na árvore, uma pequena ponte e até um parquinho.

Conviver com a natureza não tem explicação, sentimos muita coisa boa.

Quando questionada se morar no sítio não é perigoso, Marlene afirma: “De jeito nenhum, aqui não tem dengue. Na cidade tem dengue! Aqui o máximo que tem são aqueles borrachudinhos quando chove muito. Para nós, eles nem atacam, estão acostumados conosco. Não tem incômodo algum”, disse.

Outra inspiração para morarem no campo são as músicas sertanejas antigas, que cantavam as maravilhas de se morar no campo. “Os cantores têm razão, é muito bom morar no campo. Nós temos todo o conforto, não falta nada aqui”, afirmou a empresária.

Bom humor também não falta na vida dos dois. “Morar aqui tem outras vantagens. Quando ela briga comigo, tenho bastante espaço para me acalmar. Sento ali na beira da lagoa, pego uns peixes e relaxo um pouco na companhia dos meus amigões aqui”, Valmor brinca, apontando para os cachorros.

Eles vivem com muita liberdade, sem se preocupar demais com a vida. “Não temos necessidade de acordar cedo. Só quando às vezes a gente quer ver o amanhecer, que é muito belo, assim como o pôr do sol, que é maravilhoso aqui”, ressaltou ela. O casal aproveita as noites para ficar até tarde acordado, curtindo o silêncio que somente longe da cidade é possível encontrar.

Como a casa é toda aberta, com vidros por todos os cômodos, você tem a sensação de que está inserido no próprio ambiente. “Gostamos de fazer as refeições na varanda, observando a paisagem, nos traz tranquilidade. Melhor ainda com uma boa música, essa vista e o canto dos pássaros é tudo de bom e faz bem para o coração”, concluiu ela.

Fotografia: Fernando Nunes


Sobre o Autor

Renato J. Lopes
Renato J. Lopes



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